O procurador-geral da República destacou que as ações do ex-deputado federal influenciaram as manifestações antidemocráticas contra as sedes dos Três Poderes
O novo PGR (Procurador-Geral da República), Paulo Gonet, considerou que o ex-deputado federal Roberto Jefferson está diretamente vinculado aos atos praticados por manifestantes golpistas bolsonaristas terroristas antidemocráticos, praticados contra as sedes dos Três Poderes, no ‘8 de Janeiro‘.
“Os fatos imputados ao réu Roberto Jefferson podem ser vistos como elo relevante nessa engrenagem que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023”, pontuou o chefe dos procuradores, conforme reporta o ‘Metrópoles‘.
O procurador-geral destacou que Jefferson utilizou a estrutura partidária do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que é financiada pela União, para atacar as instituições federais.
“Essa perspectiva se fortalece na consideração de que se atribui ao réu, além de haver utilizado parte da estrutura partidária financiada pelo erário para fragilizar as instituições da República, ter formulado publicamente túrbidos ataques verbais contra instituições centrais da República democrática, num esforço que a visão deste momento permite situar como estratégia dirigida a fomentar movimento de rompimento condenável da ordem política”, ressaltou.
A PGR apresentou uma denúncia contra Roberto Jefferson por ele incitar uma invasão ao Senado Federal e desferir ataques contra membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.
A acusação foi acolhida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em junho de 2022, mas encaminhada para a Justiça Federal do Distrito Federal.
No entanto, o ministro da Corte e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, argumentou que as investigações que levaram ao reconhecimento da denúncia contra o político possuem relação com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
O magistrado solicitou manifestação da PGR sobre o caso e submeteu ao plenário do Supremo a análise da manutenção da competência da Corte para dar andamento no processo ligado ao ex-deputado federal.
Todavia, o recesso do Judiciário só termina no dia 1º de fevereiro, mas as investigações apontam que Roberto Jefferson se manifestou, em diferentes momentos, contra as instituições públicas e o processo eleitoral brasileiro. Inclusive, ele desferiu diversos ataques ao STF e ao TSE.
O ex-deputado federal está preso desde outubro de 2022 por oferecer resistência armada ao cumprimento do mandado de prisão decretado por Moraes. Na época, ele atacou policiais federais com granadas e tiros de fuzil.
