
RICARDO NUNES é entrevistado pela CNN Brasil 1.1.2025 – Imagem reprodução
MP-SP exige que Ricardo Nunes explique afastamento de 25 diretores de escolas municipais. Ação é vista como ilegal e ligada à privatização. Saiba mais!
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Brasília, 29 de maio de 2025
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deu um ultimato ao prefeito Ricardo Nunes (MDB): em apenas cinco dias, a Prefeitura de São Paulo deve justificar o afastamento de 25 diretores de escolas municipais, sob acusação de baixa performance no Ideb e Idep de 2023.
A medida, publicada no Diário Oficial em 23 de maio, gerou revolta na comunidade escolar, que denuncia uma manobra autoritária.
A ação carece de legalidade, pois os diretores, servidores efetivos, não tiveram direito à ampla defesa.
A Secretaria Municipal de Educação, comandada por Fernando Padula, alega que os diretores participarão de uma “requalificação intensiva” no Programa Juntos pela Aprendizagem, até dezembro.
No entanto, o curso de 1.770 horas impede o exercício da função, configurando um afastamento forçado.
Parlamentares do PSOL, como Celso Giannazi, Carlos Giannazi e Luciene Cavalcante, entraram com ação judicial, classificando a medida como “ilegal e arbitrária”, conforme noticiado pelo Metrópoles.
A comunidade escolar teme que a ação seja um passo rumo à privatização.
Protestos eclodiram em unidades como a EMEF Espaço de Bitita, onde o diretor Cláudio Marques, com prêmios como Paulo Freire e Unesco, foi afastado apesar do trabalho reconhecido.
“O Ideb não explica a realidade de escolas com 40% de alunos imigrantes”, disse Marques.
A escola, que atende populações vulneráveis, é exemplo de inclusão, mas sofre com a rotatividade de alunos.
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A comunidade escolar acusa Nunes de usar indicadores de forma simplista, ignorando contextos sociais.
O Sindicato dos Profissionais em Educação (Simpeem) alerta para um “ataque à gestão democrática” e suspeita de um plano de terceirização, segundo o Brasil de Fato.
A pressão aumenta com a recusa de três professores em assumir os cargos vagos.
O MP-SP, por meio da promotora Fernanda Peixoto Cassiano, exige esclarecimentos sobre a falta de transparência e o impacto nas escolas.
A gestão Nunes está no centro de uma crise que pode redefinir a educação pública na capital.












