O interventor federal do DF nomeado pelo Presidente Lula e secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli | O ex-secretário da Segurança Pública e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres | Sobreposição de imagens
“Já vi manifestação de 50 mil pessoas que sequer conseguiram se aproximar do Congresso Nacional. Então cinco mil pessoas fizeram aquilo tudo? É algo que não é sequer razoável. Não aconteceria sem a conivência sem a conivência do secretário”, disse
Interventor da segurança pública do DF (Distrito Federal), nomeado por Lula após os atos terroristas que invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília, Ricardo Cappelli, afirma, em entrevista ao Globo, que “há fortes indícios de sabotagem de Anderson Torres [ex-ministro da Justiça de Bolsonaro] como um dos principais responsáveis pelo que aconteceu domingo [8 de Janeiro]”.
“Ele exonerou uma série de pessoas na secretaria e viajou. Recebi a informação que nem poderia ter viajado porque as férias dele seriam a partir do dia 9 de janeiro. Ele estava fora. Exonera o comando e viaja”, disse Cappelli. “O secretário [de Segurança Pública do DF viajou por acaso? Essas ações são coincidência? Não me parece“, afirmou ao jornal.
“Já vi manifestação de 50 mil pessoas que sequer conseguiram se aproximar do Congresso Nacional. Então cinco mil pessoas fizeram aquilo tudo? É algo que não é sequer razoável. Não aconteceria sem a conivência sem a conivência do secretário. Se houvesse comando firme, isso não aconteceriam“, disse.
“A polícia militar tem como referência a liderança, o comando. A tropa segue o comando, com hierarquia e disciplina. Houve comando efetivo e planejamento? Desde domingo, assim que a intervenção foi decretada, fiz reunião com comando e fui pessoalmente à Esplanada comandar a tropa. No momento que assumi dei voz de comando aos comandantes e o comando foi seguido. Ontem fizemos operação o dia inteiro, tanto para desmontar acampamento como para levar essas pessoas para a Academia Nacional de Polícia, para fazer o auto de flagrante. E em todos os momentos, comigo no comando, os oficiais seguiram esse comando. O problema maior foi a ausência de comando. Tinha um vácuo aqui. Isso é grave”.
