Revolução Cultural do Novo Regime Bolsonarista imporá a lei do mais forte negando os valores da civilização

17/11/2018 0 Por Redação Urbs Magna
Compartilhe

Receba nossas atualizações direto no seu WhatsApp 
Salve nosso número em sua agenda e envie-nos uma mensagemwhatsapp 


Do Carta Capital – No país material e moralmente devastado pelos efeitos do golpe de 2016, Jair Bolsonaro prepara-se para exercer a Presidência da República. Há quem o defina como fascista ou nazista, de extrema-direita ou super-reacionário. Bolsonaro, entretanto, é tão único como será seu governo e o próprio Brasil. Qualquer comparação é impossível.

Estamos diante da exasperação de tudo quanto sofremos em dois anos e alguns meses, através de uma série de atentados à razão.

Os ricos se dão ares de contemporaneidade do mundo, e ignoram o miserável estado da sua incultura e da sua imoralidade, a maioria pobre não passa de uma grei incrédula e sempre amedrontada, pronta a dar seu aval não a um populismo rasteiro, e sim ao reinado da violência demente. Não há exemplo igual, ou mesmo parecido.

Valores e princípios da civilidade são sepultados com o apoio do exército de ocupação e o beneplácito do Judiciário que jogou ao lixo a Constituição e permitiu todos os desmandos praticados pelo estado de exceção, e até se antecipou ao futuro presidente pela boca de um certo Toffoli, capaz de revisar a história dos últimos 54 anos na definição do golpe de 1964, do qual resultou a ditadura, como “movimento”.

Ali está, no soturno palácio do Supremo o grupelho pomposo que se prontifica a legalizar a ilegalidade, embora ninguém seja tão representativo da injustiça como Sérgio Moro, ministro da Justiça dotado de plenos poderes para fiscalizar a vida de todos, o inquisidor de Curitiba em quem Luigi Ferrajoli identificou “a negação da imparcialidade”.

Só no Brasil o fenômeno Bolsonaro, primitivo, desvairado, delirante, seria possível. Leiam, na página ao lado, os pontos principais da ação do próximo governo e entendam por que se trata da proposta de uma verdadeira revolução cultural a colocar pobres contra pobres.

A mais falada revolução cultural do século passado, promovida por Mao Tsé-tung ao cabo da Longa Marcha, foi tão comentada a ponto de levar um enfant gâté de uma belle époquenova-iorquina a brindar o mundo da arte moderníssima com o retrato do líder chinês, realizado com a técnica de colorir ao acaso uma foto prismada. Andy Warhol inspira a capa da edição de CartaCapital desta semana.

Quanto à revolução, destinada a derramar cada vez mais sangue nas calçadas, ela assume propósitos mais largos. É a revolução que prega a lei do mais forte ao sabor do ódio desmotivado, o entreguismo amplo, geral e irrestrito, a repressão na mira do fuzil, a reedição da arcaica visão de que atrás de cada esquina agacha-se um comunista degustador de criancinhas.

Segundo o pensador do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, FHC é comunista e não vai faltar quem acredite. É a conclusão de um enredo de 518 anos, a moral de uma história excepcionalmente sombria, a infelicitar um país credenciado a ser potência mundial e enfim reduzido a escombros.

Neste momento, minha única esperança é que a razão nasça da loucura, algum dia que almejo próximo. No mais, aviso: cidadãs e cidadãos, vocês nunca verão terra igual à de Bolsonaro.


YouTube-icon-our_icon Subscreva Et Urbs Magna no Youtube
facebook pages
Curta Et Urbs Magna no Facebook
facebook groups
Grupo no Facebook PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
twitter icon Et Urbs Magna no Twitter


Doe ao Et Urbs Magna

𝙲𝙾𝙽𝚃𝚁𝙸𝙱𝚄𝙰 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚅𝙰𝙻𝙾𝚁 𝚀𝚄𝙴 𝙳𝙴𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁 (O valor está expresso em Dólar americano) Para alterar o valor a contribuir, basta alterar o MULTIPLICADOR na caixa correspondente 𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝐔𝐒𝐃 $ 5 até o limite que desejar

$5.00

Comente com o Face ou utilize a outra seção abaixo. Os comentários são de responsabilidade do autor e não têm vínculo com a publicação. Mantenha um bom nível de discussão, do contrário reservamo-nos o direito de banir seus perfis.
Compartilhe