Análise da revista aponta crescimento ininterrupto do senador do PL, impulsionado por transferência inédita de votos de Jair Bolsonaro; centro decide o futuro da disputa de 2026
Brasília (DF) · 24 de fevereiro de 2026
Nesta terça-feira (24/fev), a Veja trouxe ao debate público um cenário que promete agitar o Planalto: a próxima rodada do instituto Paraná Pesquisas, com divulgação prevista para sexta-feira (27/fev), pode registrar, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para 2026.
A informação foi antecipada pelo colunista Robson Bonin, da coluna Radar, durante o programa Ponto de Vista, da própria revista.
O analista Mauro Paulino complementou: “A evolução das intenções de voto em Flávio vem crescendo ininterruptamente”, fenômeno sustentado por um poder de transferência de votos de Jair Bolsonaro qualificado como “inédito e impressionante”.
A matéria ressalta que o avanço de Flávio Bolsonaro consolida a base bolsonarista tradicional, mas depende agora da conquista do eleitor de centro – aquele menos ideológico, mais pragmático, que decide os pleitos no segundo turno.
Jair Bolsonaro teria dado carta branca ao filho para conduzir a pré-campanha, inclusive com liberdade para reconhecer equívocos do governo anterior e buscar alianças além do núcleo duro.
O desgaste percebido pelo desfile de carnaval em homenagem a Lula, com críticas à associação de recursos públicos a celebração partidária, teria ampliado o afastamento de eleitores moderados, favorecendo o movimento de oposição.
Por que Lula não conquista apoio unânime do eleitorado?
A pergunta ecoa com força no atual momento político brasileiro. Nenhum executivo, independentemente de sua narrativa de êxito, logra unanimidade porque o eleitorado nacional é estruturalmente fragmentado.
A polarização ideológica, intensificada desde 2018, divide visões sobre o que constitui “sucesso”: enquanto uma parcela enfatiza programas sociais e indicadores macroeconômicos, outra prioriza segurança pública, disciplina fiscal e liberdade econômica.
Diferenças regionais (Nordeste versus Sul e Sudeste), clivagens de classe e a influência de narrativas midiáticas e digitais aprofundam essa cisão.
O próprio crescimento de Flávio Bolsonaro nas sondagens ilustra essa dinâmica: reflete insatisfação em setores que não se reconhecem na gestão atual, mesmo quando esta celebra avanços pontuais.
A diversidade do Brasil – continental, cultural e econômica – impede, por natureza, o apoio total a qualquer projeto de poder.
A Veja conclui que Flávio Bolsonaro caminha para consolidar uma estratégia dupla: herdar a força do sobrenome e reduzir a rejeição associada ao passado.
Se conseguir dialogar com o centro sem perder a base, a virada pode se materializar.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:


Sim precisa ver como foi a metodologia de perguntas. E eles já estão em campanha 1 mesmo com adesivos nos carros.
Paraná pesquisas??
Aquela que sempre diz que a extrema direita está à frente e pregou a vitória do condenado golpista e inelegível?