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Reunião pra matar Lula, Alckmin e Moraes ocorreu na casa de Braga Neto, a 350 metros do ministro do STF

    Foi ali que um grupo de kids pretos se reuniu para o detalhamento das mortes, diz relatório da Polícia Federal e do próprio ministro que autorizou a operação, mencionando explicitamente o endereço

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    Alckmin, Moraes e Lula em cerimônia de diplomação do Presidente
    Dez/2022 Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Uma reunião ocorrida em 12 de novembro de 2022 na casa do general Walter Braga Netto para discutir a morte do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-Presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosGeraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF (Supremo Tribunal FederalAlexandre de Moraes, ocorreu na casa do genenal Walter Braga Neto, apenas a 350 metros de onde vivia o ministro, informa Malu Gaspar, no Globo.

    O militar morava numa quadra vizinha à de Moraes, a 112 Sul, enquanto o ministro morava na 312, diz o texto. O condomínio de Braga Neto é um edifício de apartamentos funcionais do Ministério da Defesa onde também viviam outros generais importantes do governo Bolsonaro, como o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

    Foi ali que um grupo de kids pretos se reuniu para o detalhamento das mortes de Moraes, Lula e Alckmin. Relatório da Polícia Federal e do próprio ministro que autorizou a operação mencionam explicitamente o endereço.

    Uma mensagem encaminhada pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid ao major Rafael de Oliveira combinou o encontro na 112 Sul, na residência de Braga Netto. Após o encontro, a Polícia Federal aponta que Oliveira enviou a Cid um documento em formato word, intitulado “Copa 2022”, contendo as necessidades iniciais de logística e orçamento de gastos para o atentado, que deveria ocorrer em 15 de dezembro.

    Naquele mesmo dia, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), presidido por Moraes à época, confirmou a multa de R$ 22,9 milhões imposta ao PL, partido de Bolsonaro, por questionar sem provas o resultado das eleições presidenciais.

    Em um diálogo de 15 de dezembro obtido pelos investigadores, Rafael de Oliveira conversa com um contato no WhatsApp intitulado “Gana” – na época, os golpistas utilizavam como codinomes alguns países que disputavam a Copa do Mundo naquele mês. “Gana”, cuja identidade não é revelada no relatório, havia ido pro final da Asa Sul, justamente onde morava Moraes.

    Naquele dia, integrantes do grupo se deslocaram para pontos específicos da capital, como um restaurante próximo ao Parque da Cidade e a quadra no final da Asa Sul: “As mensagens trocadas entre os integrantes do grupo ‘Copa 2022’ demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender o ministro Alexandre de Moraes”, diz a PF.

    Após algumas mensagens em que informam estar “na posição“, às 20h59 daquele dia, um dos usuários do grupo no Signal envia uma ordem para “abortar” e voltar para local de desembarque, já que a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) havia se prolongado até o início da noite: “Irmão, ainda não achei, cara. Mas tô…quase chegando no shopping aqui agora. No Pátio Brasil. Andei a Asa Sul inteira. Pô, se não tiver no shopping aí eu desisto, cara”, afirmou “Gana” a Rafael de Oliveira.

    O local inicial, onde a pessoa com o codinome ‘Gana’ estava para cumprir a ação planejada, reforça que os investigados estavam executando um plano para, possivelmente, prender o Ministro Alexandre de Moraes no dia 15 de dezembro de 2022”, conclui o relatório da PF: “As condutas vinculadas ao evento, antes e, principalmente, no dia da ação indicam que pessoa com alta capacidade técnica e conhecimento militar ‘saíram à campo’ para executar um plano totalmente antidemocrático de prisão, ou, quiçá, execução do ministro Alexandre de Moraes”.

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