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Mulher é resgatada após 22 anos de trabalho escravo em Manaus

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    Vítima de 34 anos foi explorada desde os 12 em residência na Ponta Negra, sem salário ou direitos, em operação do MTE – SAIBA MAIS

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    Brasília, 08de junho de 2025

    Uma mulher de 34 anos foi resgatada em Manaus, Amazonas, após 22 anos submetida a condições análogas à escravidão.

    A operação, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ocorreu na quinta-feira (5/jun), no bairro nobre da Ponta Negra, zona oeste da capital.

    A vítima, que começou a trabalhar aos 12 anos, vivia em condições degradantes, sem carteira assinada, salário mínimo ou autonomia.

    A ação contou com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) e da Defensoria Pública da União (DPU).

    As investigações começaram em 27 de maio, após denúncias sigilosas.

    A trabalhadora, explorada em uma residência, realizava tarefas domésticas em uma casa grande e produzia doces comercializados pelo empregador, sem remuneração formal.

    “Ela trabalhava por comida e moradia”, relatam as autoridades.

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    Aos 12 anos, a vítima foi levada à residência com a promessa de cuidar de uma idosa e ter acesso à educação. Contudo, jamais frequentou a escola e enfrentava jornadas exaustivas.

    “Vivia em um quarto sem ventilação, sem higiene mínima e chegou a trabalhar descalça”, informou a fiscalização.

    Após o resgate, ela recebeu atendimento psicossocial da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e foi reintegrada à família.

    O MTE destaca que, desde 1995, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados de situações semelhantes no Brasil. Em 2024, mai de 2 mil pessoas foram libertadas em 1.035 ações fiscais, com R$ 7 milhões em verbas trabalhistas asseguradas.

    Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, informa o governo federal.

    Os responsáveis pela exploração podem responder criminalmente por trabalho análogo à escravidão, conforme o Código Penal Brasileiro.

    A Ponta Negra, conhecida por sua riqueza, contrasta com a realidade de vulnerabilidade enfrentada pela vítima, evidenciando a persistência da escravidão moderna.

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