O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Davi Alcolumbre / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Brasília (DF) · 30 de abril de 2026
Na quarta-feira (29/abr), o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o STF. O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis marcou a primeira derrota de um indicado presidencial ao tribunal em 132 anos.
A decisão impôs ao presidente Lula a maior derrota política de seu terceiro mandato e expôs a fragilidade da articulação governista diante do Centrão e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Fontes próximas ao Planalto afirmaram que Lula já havia sinalizado não indicar outro nome imediatamente caso a rejeição ocorresse.
Deputados da base progressista, porém, enxergam na crise uma oportunidade. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) publicou em sua conta no X que a derrota “pode se transformar em uma vitória” se Lula optar por “uma jurista negra com uma trajetória inegável em defesa da classe trabalhadora”.
“O Congresso inimigo do povo quer briga? Pra cima deles!”, escreveu o parlamentar.
Essa derrota na indicação ao STF pode se transformar em uma vitória, a depender da escolha política a ser feita a partir de agora. Se a indicação for de um nome ligado ao Centrão, perdemos todos. Se Lula indicar uma jurista negra com uma trajetória inegável em defesa da classe…
— Glauber Braga (@Glauber_Braga) April 29, 2026
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O jornalista Tiago Barbosa reforçou o mesmo caminho: “Lula deveria indicar um novo nome ao STF – hoje. Sem hesitação. Mulher, negra, trabalhista. Deixa para Alcolumbre, o inimigo do povo, recusar”.
Lula deveria indicar um novo nome ao STF – hoje.
— Tiago Barbosa (@tiagobarbosa_) April 30, 2026
Sem hesitação. Mulher, negra, trabalhista.
Deixa para alcolumbre, o inimigo do povo, recusar.
O Brasil não pode ser refém da cooptação do Senado.
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A sugestão ganha eco entre setores que defendem maior diversidade no Supremo Tribunal Federal como forma de fortalecer a justiça social.
A rejeição não se resume a um nome específico. Ela revela o crescente poder de veto do Senado sobre o Executivo e o risco de o Centrão condicionar a composição do Judiciário a interesses de curto prazo.
A indicação de uma jurista negra alinhada à defesa da classe trabalhadora não seria mera resposta simbólica: representaria um avanço concreto na democracia ao tornar o STF mais próximo da realidade da maioria da população brasileira.
O resultado também serve como recado ao próprio STF, que enfrenta questionamentos sobre sua imagem após escândalos recentes.
Enquanto isso, aliados de Lula debatem internamente se vale a pena manter a vaga aberta até depois das eleições ou confrontar o Senado com uma nova escolha mais alinhada às bandeiras progressistas.
A votação secreta ocorreu em clima de tensão, com governistas surpreendidos pela amplitude da derrota.
Fontes próximas a Davi Alcolumbre indicaram que o presidente do Senado só deve avaliar outra nomeação após as eleições de outubro.
FAQ Rápido
Por que a rejeição de Messias foi histórica?
Trata-se da primeira indicação ao STF derrubada pelo Senado desde 1894.
O que Glauber Braga propõe como resposta?
Indicar imediatamente uma jurista negra com forte atuação em defesa da classe trabalhadora, transformando a derrota em vitória política.
Qual o impacto para a democracia?
O episódio reforça a necessidade de equilíbrio entre os Poderes e de maior representatividade no Judiciário, evitando que o Centrão dite a composição da Corte suprema.
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Que miséria esse SENADO…