
Quinze pessoas estão sendo investigadas sobre provável reinfecção pelo novo coronavírus no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP. Sendo sete casos na capital e oito casos no interior do Estado, no campus de Ribeirão Preto.
No começo de maio uma técnica de enfermagem apresentou sintomas de coronavírus. No décimo dia os sintomas desapareceram. No final de junho, após 38 dias, a paciente voltou a apresentar os sintomas.
O caso da enfermeira abriu oportunidades para se investigar o processo de reinfecção pelo coronavírus. O responsável pela coordenação do projeto, Prof. Fernando Bellissimo, informou ao O Globo que o estudo sobre o caso da enfermeira já foi finalizado e enviado, nesta segunda-feira (24), para uma revista científica.
O professor não deu muitos detalhes, pois o estudo precisa ser referendado pelos especialistas internacionais, o que pode acontecer dentro de 10 dias para ter a resposta da avaliação, mas afirmou que são estudos diferentes dos apresentados pelos cientistas da Universidade Hong Kong (vide informação mais abaixo), pois no Brasil não se tem o hábito de guardar amostras para fazer sequenciamento genético.
O primeiro caso de reinfecção por Covid-19 foi reportado nesta segunda (24) pelo periódico Clinical Infectious Diseases. Trata-se de um homem de 33 anos, de Hong Kong, que foi infectado pelo coronavírus em abril e em agosto testou positivo novamente.
Pesquisadores da Universidade de Hong Kong informaram, por meio de um comunicado, que acreditava-se que pacientes recuperados teriam imunidade contra reinfecções, mas tiveram evidências que, em alguns pacientes, há uma queda no nível de anticorpos após alguns meses.
Eles também conseguiram detectar que o mesmo paciente foi infectado por duas linhagens diferentes. Além da discussão sobre imunidade coletiva, os pesquisadores alertam para a necessidade de debates sobre uma vacina e a extensão da quarentena.
