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Reimont exige bloqueio nas redes urgente de Nikolas e Gayer por ameaças à democracia

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    Alexandr Wang
    O deputado federal Reimont (PT-RJ) / divulgação Câmara dos Deputados | Ao fundo, Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer se abraçam durante evento / Imagem reprodução redes sociais


    Parlamentar petista denuncia uso de plataformas digitais para disseminar narrativas golpistas e alertar sobre perigos à ordem institucional



    Brasília, 16 de setembro de 2025

    O deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, protocolou um ofício urgente na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando investigação imediata e o bloqueio emergencial das contas nas redes sociais dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).

    De acordo com o parlamentar, a dupla bolsonarista tem utilizado suas prerrogativas como congressistas para “mentir, inventar, incentivar a violência e movimentos extremistas”, colocando em risco a segurança pública e a estabilidade democrática do país.

    O pedido, endereçado ao procurador-geral Paulo Gonet, surge em meio a postagens recentes dos dois deputados que traçam paralelos entre a crise política no Nepal – marcada por um golpe de Estado violento, com mortes, torturas e caos social – e o atual cenário brasileiro, especialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe em 2023.

    Reimont argumenta que tais declarações ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram “clara tentativa de insuflar uma nova ruptura democrática e incentivar atos de desobediência civil com potencial de gerar violência política, caos institucional e graves violações de direitos humanos”.

    Em publicação no X (antigo Twitter), o deputado petista reforçou sua posição: “Acabei de pedir a investigação e BLOQUEIO DAS REDES SOCIAIS do Nikolas Ferreira e do Gustavo Gayer por tentarem fazer um paralelo entre o Brasil e o Nepal, onde ocorre um golpe de Estado. Aqui não é o Nepal! Quem incentiva golpe, vai pra cadeia!”.

    O documento destaca que os protestos no Nepal resultaram em incêndios de prédios oficiais e residências, ilustrando o perigo real de narrativas golpistas estimuladas por figuras eleitas.

    A repercussão do pedido de Reimont ganhou tração na imprensa brasileira, com veículos destacando o contexto polarizado pós-8 de janeiro. O ofício acusa os parlamentares de “insuflar a população na ruptura da democracia” e incitar violência, com base em republicações de vídeos sobre o caos nepales.

    O bloqueio é “emergencial”, visando prevenir mobilizações antidemocráticas em um momento de tensões sociais elevadas.

    O PT acionou a PGR coletivamente, com assinatura de Reimont, argumentando que as postagens representam “risco concreto e iminente à paz social”.

    O episódio se conecta ao julgamento de Bolsonaro e as comparações com o Nepal servem para deslegitimar instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Reimont reiterou o pedido à PGR após o assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk nos EUA, citando uma análise da Folha de S.Paulo que vincula postagens de Nikolas Ferreira a grupos extremistas online, possivelmente nazistas.

    O texto alerta para “risco ao regime democrático, ameaça à segurança pública e ofensa direta aos direitos humanos”, reforçando a necessidade de suspensão imediata das contas para interromper a disseminação de “discursos violentos, antidemocráticos e alinhados a ideologias de ódio”.

    A reação de Nikolas Ferreira não se fez esperar. Em postagem no X, o deputado mineiro republicou uma crítica irônica ao pedido, usando um emoji de alvo atingido e comentando sobre a ironia de bloquear redes em um país que critica censura.

    Nikolas continuou compartilhando conteúdos sobre o Nepal, intensificando o debate sobre os limites da expressão parlamentar.

    Reimont enfatiza que “a defesa da democracia é, em si, uma defesa da dignidade humana, da integridade física e da segurança da população brasileira”, conforme noticiado pelo site oficial do PT na Câmara.



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