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Lula cresce, Tarcísio desiste, União insiste e partido pode “despedaçar” até 2026

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    Alexandr Wang
    Presidente Lula na chegada para o desfile de Sete de Setembro, em Braília |7.9.2025| Foto: Adriano Machado/Reuters | Tarcísio de Freitas em discurso na Avenida Paulista |7.9.2025| Foto: Edilson Dantas/O Globo [Sobreposição de imagens]


    Recuperação da popularidade de Lula faz políticos recolherem suas canoas enquanto o Centrão repensa seu apoio ao estadista, afirma jornalista ao analisar os movimentos de reacomodações estratégicas no cenário eleitoral – SAIBA MAIS



    Brasília, 26 de setembro de 2025

    A jornalista Helena Chagas fez uma análise afiada sobre as reacomodações no tabuleiro eleitoral brasileiro. Em uma postagem no X, ela destacou os “movimentos dos rios que correm para o mar” entre políticos oportunistas, prevendo que a recente recuperação na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode atrair aliados de última hora e fragmentar oposições.

    A declaração reflete um momento de transição no Brasil, onde pesquisas de opinião indicam uma estabilização positiva para o governo petista, contrastando com divisões na direita e no centrão.

    De acordo com dados recentes divulgados por institutos de pesquisa, a aprovação do governo Lula tem mostrado sinais de melhora. A pesquisa Pulso Brasil/Ipespe, publicada na quinta-feira (25/set) – a mais atualizada –, aponta que a aprovação subiu sete pontos percentuais em dois meses, alcançando 50%, numericamente acima da desaprovação de 48%.

    Esse crescimento é atribuído, em parte, à postura firme do presidente em fóruns internacionais, como a Assembleia Geral da ONU, e à agenda de justiça tributária, que ressoa entre parcelas da população mais vulneráveis.

    Anteriormente, em agosto, o Instituto Paraná Pesquisas registrou uma alta de três pontos na aprovação, para 42,9%, consolidando uma tendência de recuperação após quedas no início do ano. Já a Genial/Quaest, de 17 de setembro, indicou estabilidade em 46% de aprovação e 51% de reprovação, com analistas destacando que o “efeito tarifaço” imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump às exportações brasileiras ainda impulsiona a imagem de Lula como defensor da soberania nacional.

    Essa guinada nos números, segundo Helena Chagas, está gerando “um movimento de recolhimento de canoas” entre opositores. Um exemplo claro é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que em entrevista à CNN Brasil em 17 de setembro reafirmou não pretender disputar a Presidência em 2026, priorizando a reeleição no estado paulista.

    Aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio havia sido especulado como possível herdeiro da direita, mas sua declaração recente sinaliza uma estratégia defensiva, possivelmente influenciada pela percepção de um Lula fortalecido.

    Em fevereiro, ele já havia negado ambições federais, focando em “questões de São Paulo”, mas a reiteração agora, em meio à melhora nas pesquisas, reforça a tese de uma “canoa recolhida” para evitar riscos em um duelo polarizado.

    No campo do centrão, o União Brasil – que se apresentou como “corajoso” ao anunciar o abandono do governo em setembro – enfrenta agora um racha interno que pode “despedaçá-lo”, como alertou Chagas.

    Em 2 de setembro, o partido, em federação com o PP, exigiu que filiados deixassem cargos na Esplanada em até 30 dias, sob pena de punições por infidelidade partidária.

    Ministros como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) foram diretamente impactados, com o União Brasil antecipando o prazo para 24 horas em 18 de setembro, visando alinhar-se à oposição.

    No entanto, houve resistência de Sabino, que planeja disputar o Senado em 2026 com apoio de Lula, criando fissuras na legenda.

    A decisão veio após críticas do presidente em reunião ministerial, onde ele cobrou lealdade dos aliados, exacerbando tensões com líderes como Antonio Rueda e Ciro Nogueira.

    Chagas afirma que, com a recuperação de Lula, “muita gente agora quer ficar”, potencializando o “despedaçamento” do partido.

    Enquanto isso, os “bolsonaristas se engalfinham”, como descreveu a jornalista, em meio à inelegibilidade de Bolsonaro até 2030 e à fragmentação da direita.

    Posts em redes sociais, como os de apoiadores fiéis, insistem que o ex-presidente é o único nome viável para 2026, rejeitando alternativas como Tarcísio ou Romeu Zema.

    O centrão, por sua vez, “está parando pra pensar”: siglas como MDB e PSD observam o cenário, com figuras como Gilberto Kassab admitindo que Lula poderia vencer se mantiver a dinâmica atual, abrindo brechas para negociações.

    Helena Chagas conclui com uma aposta provocativa: “Quer apostar q daqui a pouco tá todo mundo embarcando na canoa do Lula?”.

    Em um Brasil polarizado, onde o Congresso Nacional e o Planalto disputam influência, essa visão sugere que a recuperação de Lula – ancorada em pautas como soberania e equidade social – pode redefinir alianças rumo às eleições de 2026.

    Resta observar se os “rios” realmente confluirão ou se novas tormentas, como disputas judiciais envolvendo Bolsonaro, alterarão o curso.



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