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Receita desmente boatos sobre taxação de transações acima de R$ 5 mil: “Sem fake news, direita não sobrevive”, respondem seguidores

    A gente espera tudo vindo dos bolsoloides“, afirma perfil; “já passou da hora de indiciar o Nikolas Ferreira por esses crimes de fake news“, escreve outro dono de outra conta – SAIBA MAIS

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    Nota Oficial
    Nota Oficial do Governo Lula informa que a Receita Federal desmentiu boatos sobre taxação para transações financeiras superiores a R$ 5 mil


    Brasília (DF) · segunda-feira, 29 de dezembro 2025

    O governo federal, por meio da Receita Federal e da Secretaria de Comunicação Social (Secom), emitiu nota oficial nesta segunda-feira desmentindo a circulação de fake news nas redes sociais que alegam a criação de um imposto sobre transações financeiras, incluindo via Pix, a partir de R$ 5 mil.

    As mensagens falsas mencionam uma suposta tributação de 27,5% e multa de até 150% por não declaração.

    De acordo com o comunicado da Receita Federal, publicado no site oficial do Ministério da Fazenda, “não existe, nem está prevista, a instituição de imposto incidente sobre movimentações financeiras acima de R$ 5 mil”.

    O órgão enfatiza que tais boatos visam gerar pânico financeiro e beneficiam apenas criminosos que exploram a desinformação para aplicar golpes.

    Entre os pontos esclarecidos pela nota:

    ♦ A Constituição Federal impede a tributação direta sobre movimentações financeiras, o que torna impossível a criação de um tributo nesse modelo nos termos atuais da Carta Magna.
    ♦ Não há qualquer imposto de 27,5% sobre transações ou operações bancárias.
    ♦ A alegada multa de 150% é completamente inventada.
    ♦ O Imposto de Renda incide exclusivamente sobre a renda auferida, e não sobre transferências ou pagamentos.

    A postagem original, compartilhada em perfis institucionais do governo nas redes sociais, incluindo o Instagram oficial associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforça que “espalhar desinformação só beneficia criminosos” e incentiva a verificação de informações apenas em canais oficiais.

    Como contraponto positivo destacado pelo governo, a nota lembra uma medida real aprovada recentemente: a partir de janeiro de 2026, trabalhadores com rendimentos mensais de até R$ 5 mil estarão totalmente isentos do Imposto de Renda, enquanto aqueles com ganhos até R$ 7.350 terão redução no tributo devido.

    Essa mudança, sancionada pelo presidente Lula, beneficia milhões de brasileiros e representa uma ampliação da faixa de isenção.

    Os boatos ressurgiram no final de 2025, semelhantes a episódios anteriores em janeiro, quando normas da Receita Federal sobre monitoramento de transações suspeitas em fintechs foram distorcidas para sugerir taxação.

    Comentários revivem acusações de desinformação na eleição de 2018

    Na postagem do Governo Federal no Instagram, perfis afirmam que, “sem fake news, a extrema direita não sobrevive“. Muitos internautas, alinhados à esquerda, acusaram a “extrema direita” de depender de fake news para sobreviver politicamente, remetendo diretamente à campanha eleitoral de 2018, quando Jair Bolsonaro (então no PSL) derrotou Fernando Haddad (PT).

    Menções recorrentes é sobre a “mamadeira de piroca” – uma das desinformações mais emblemáticas daquela eleição que virou símbolo das fake news de 2018, em um vídeo postado inicialmente no Facebook e amplificado via WhatsApp.

    Nele, um homem exibia uma mamadeira com bico em formato de pênis – na verdade, um brinquedo erótico vendido em sex shops – alegando que o objeto seria distribuído pelo PT em creches para “combater a homofobia“, como parte de um suposto “kit gay” promovido por Haddad, então prefeito de São Paulo.

    O conteúdo foi rapidamente desmentido: o Ministério da Educação e o PT negaram qualquer distribuição, e o “kit gay” nunca existiu – tratava-se de uma distorção de materiais educativos sobre diversidade.

    Apesar disso, o vídeo viralizou, alcançando milhões de visualizações e compartilhamentos em grupos de WhatsApp.

    Perfis bolsonaristas, incluindo páginas que continuam ativas, foram responsáveis pela disseminação inicial. A ex-deputada Joice Hasselmann, em depoimento à CPMI das Fake News em 2019, atribuiu a coordenação de disparos semelhantes ao “Gabinete do Ódio”, grupo informal ligado aos filhos de Bolsonaro.

    Embora não haja estudos acadêmicos comprovando impacto decisivo no resultado eleitoral, a fake news é frequentemente citada como fator que contribuiu para polarizar o eleitorado, explorando temas morais como sexualidade infantil e “ideologia de gênero“.

    O ator Wagner Moura chegou a afirmar que “a mamadeira de piroca ganhou as eleições no Brasil“.

    Outras desinformações semelhantes circularam em 2018, como acusações de que Haddad defenderia incesto ou distribuiria materiais explícitos em escolas, todas desmentidas por agências de checagem.

    Disparos em massa via WhatsApp e investigações

    A campanha de 2018 ficou marcada pelo uso intensivo do WhatsApp para disseminação de conteúdos falsos. Reportagens da Folha de S.Paulo revelaram que empresários apoiadores de Bolsonaro financiaram pacotes de disparos em massa, custando até R$ 12 milhões, via agências como Quickmobile e Yacows.

    Esses envios atingiram centenas de milhões de mensagens, configurando possível caixa dois (doações não declaradas) e abuso de poder econômico.

    O WhatsApp confirmou envios ilegais em massa durante o pleito e baniu contas envolvidas.

    Ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigaram a chapa Bolsonaro-Mourão por esses disparos, mas em 2021 o plenário julgou improcedentes duas delas, por falta de provas suficientes de ligação direta com a campanha oficial.

    A CPMI das Fake News, instalada em 2019, apurou o ecossistema de desinformação, mas não chegou a conclusões definitivas sobre financiamento.

    Perfis que viralizaram a “mamadeira de piroca” continuam ativos, compartilhando conteúdos semelhantes contra o PT.

    Repercussão atual e polarização

    Nos comentários da postagem governamental, usuários de esquerda usam o episódio de 2018 para contra-argumentar boatos atuais sobre o governo Lula, como a suposta taxação do Pix. Do outro lado, apoiadores da oposição minimizam as acusações históricas ou as atribuem a ambos os lados.

    Especialistas em desinformação apontam que fake news exploram vieses de confirmação e pânico moral, fenômenos amplificados pelas redes sociais.

    A eleição de 2018 é considerada um marco global no uso de WhatsApp para campanhas polarizadas, influenciando debates em outros países.

    O governo federal, por meio da Receita e da Secom, orienta a população a consultar apenas fontes oficiais para evitar golpes e pânico financeiro.

    A polarização em torno de desinformação continua a marcar o debate político brasileiro.

    Especialistas e veículos de imprensa confirmam que não há proposta ou debate no governo para recriar algo similar à extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

    A Receita Federal orienta a população a ignorar mensagens não oficiais e buscar informações em sites governamentais, como www.gov.br/receitafederal.

     
     
     
     
     
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    Um post compartilhado por Governo do Brasil (@govbr)

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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