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Randolfe Rodrigues (PT) comemora eleição de cinco vereadores indígenas no Amapá (vídeo)

    É dignidade para quem, por tantos anos, foi silenciado e privado de seus direitos em espaços de poder”, afirmou o senador nas redes sociais – ASSISTA E SAIBA MAIS

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    Com apoio de Randolfe Rodrigues, o Amapá elegeu cinco vereadores indígenas. Nas redes, o senador celebrou o feito: “É dignidade para quem, por tantos anos, foi silenciado e privado de seus direitos em espaços de poder”, escreve o perfil no X do PT no Senado.

    Assista abaixo e leia mais a seguir:


    Segundo a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), a campanha 2024 registrou um crescimento 8% de indígenas eleitos, em comparação com as eleições de 2020. Ao todo, 256 candidaturas indígenas conquistaram mandatos em câmaras municipais, em todas as regiões do país e em prefeituras de nove cidades. O texto lembra que um levantamento da campanha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta um total de 1.635.530 votos dados a candidaturas indígenas, mostrando a crescente relevância na política partidária brasileira.

    Entre os grupos raciais no Brasil, apenas os indígenas apresentaram crescimento nas candidaturas para as eleições municipais de 2024, mesmo enfrentando desafios na eleição de representantes. Apesar do avanço, a falta de financiamento e o baixo engajamento dos partidos continuam sendo obstáculos. A Campanha Indígena busca assegurar a implementação de cotas para candidaturas indígenas e acesso a recursos, enquanto líderes pedem maior apoio dos partidos para garantir um ambiente político justo e diversificado.

    Resultados

    Os números de 2024 reforçam avanços dentro de um contexto ainda pouco favorável. Foram eleitos 198 vereadores e 36 vereadoras, 8 prefeitos e 1 prefeita, e 9 vice-prefeitos e 4 vice-prefeitas. Além disso, 169 povos indígenas participaram da disputa eleitoral, consolidando ainda mais a pluralidade de vozes que se colocam à disposição para representar seus povos. Um destaque importante foi a região de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, que teve 108 candidaturas indígenas.

    Comparativo com 2020

    A comparação com as eleições de 2020 mostra que, apesar do aumento geral, alguns desafios permanecem. Em 2020, foram eleitos 236 indígenas, enquanto em 2024 esse número subiu para 256. Houve um crescimento no número de vereadores (214 para 234) e vice-prefeitos (12 para 13). No entanto, o número de prefeitos eleitos caiu ligeiramente, de 10 para 9, e o de mulheres indígenas eleitas também sofreu uma leve redução, de 44 em 2020 para 41 em 2024.

    Resultados regionais

    A distribuição dos eleitos nas áreas de abrangência das organizações regionais da Apib foi significativa. COIAB (Amazônia Legal): 106 indígenas eleitos, com destaque para o Amazonas (47 eleitos) e Roraima (12 eleitos); Apoinme (Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo): 101 indígenas eleitos, com Pernambuco tendo a maior representação (31 eleitos); Arpinsul, CGY e Arpinsudeste: 33 indígenas eleitos, com o Rio Grande do Sul se destacando com 17 vereadores indígenas; Aty Guasu e Conselho Terena: 16 eleitos, com Mato Grosso do Sul tendo 15 vereadores indígenas.

    Embora o crescimento da participação indígena nas urnas em 2024 seja um marco importante, a luta está longe de acabar. “A Campanha Indígena continuará promovendo a participação política dos nossos povos, reforçando a mensagem de que não há democracia plena sem a presença indígena nas decisões que afetam o país”, reforça Dinanam Tuxá.

    Histórico

    O movimento indígena tem uma longa história de luta por espaço nas instituições políticas brasileiras. O primeiro indígena registrado como eleito foi Manoel dos Santos, do povo Karipuna, em 1969, como vereador em Oiapoque (AP). Em 1976, o Cacique Ângelo Kretã venceu as eleições para vereador em Mangueirinha (PR), após uma batalha judicial para garantir seu direito de concorrer.

    Mário Juruna foi o primeiro indígena eleito deputado federal em 1982, precedendo o reconhecimento dos direitos indígenas na Constituição de 1988. O movimento indígena avançou com a eleição de Joenia Wapichana em 2018, a primeira mulher indígena deputada federal, e a histórica candidatura de Sonia Guajajara à presidência no mesmo ano.

    Em 2022, Célia Xakriabá tornou-se a primeira deputada federal indígena por Minas Gerais, e Sonia Guajajara foi a primeira parlamentar federal por São Paulo.

    A Campanha Indígena, lançada formalmente em 2020 pela Apib, visa aumentar a representatividade indígena no Congresso Nacional e tem sido fundamental na mobilização de candidaturas indígenas em todo o país.

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