Mandado confirmado neste domingo (14) foi expedido por Moraes – Saiba o que a PF descobriu até agora
Brasília, 14 de dezembro 2025
A Polícia Federal (PF) prendeu em Manaus (AM) o empresário Celso Rodrigo de Mello em uma operação realizada no sábado (13/dez), e confirmada neste domingo (14/dez), no âmbito de um inquérito sigiloso que apura a suposta fuga do deputado federal Alexandre Ramagem para os Estados Unidos.
O mandado de prisão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revela uma logística intricada envolvendo fronteiras remotas e financiamentos obscuros, e levanta questões sobre redes de apoio que transcendem o Rio de Janeiro e chegam ao coração da Amazônia.
De acordo com as investigações, Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e aliado histórico de Bolsonaro, teria deixado o território nacional por Roraima, cruzando a fronteira com a Guiana antes de embarcar com destino a Miami, segundo o g1.
Essa rota, longe dos olhos dos aeroportos convencionais, sugere planejamento meticuloso para driblar restrições impostas pelo STF.
Celso Rodrigo de Mello, filho do conhecido garimpeiro Rodrigo “Cataratas” Martins, é apontado como peça-chave na organização logística e no suposto aporte financeiro para a evasão.
O pai do suspeito, em declaração exclusiva, negou qualquer envolvimento direto, mas confirmou a detenção do filho, atribuindo-a a “mal-entendidos em um contexto maior”.
A defesa de Mello reagiu prontamente, enfatizando que o processo tramita em sigilo absoluto, sem qualquer condenação formal até o momento, e reafirma a total inocência de nosso cliente.
O advogado destacou que as acusações carecem de provas concretas e que o investigado colaborará integralmente com as autoridades.
Enquanto isso, o inquérito prossegue sob o comando de Moraes, que tem histórico de ações firmes contra tramas golpistas – um padrão que remete a episódios anteriores envolvendo o próprio Ramagem.
Vale recordar o passado turbulento de Ramagem no radar do Judiciário. Em novembro de 2024, ele foi o único parlamentar indiciado pela PF em um inquérito amplo sobre os atos de 8 de janeiro e planos golpistas durante as eleições de 2022, integrando o chamado “Núcleo 1” de aliados de Bolsonaro.
Meses depois, em maio de 2025, o STF suspendeu parcialmente uma ação penal contra ele, mas manteve as investigações ativas por suposto uso indevido de informações sigilosas da Abin – um episódio datado de 2020, quando Ramagem imprimiu documentos confidenciais sobre adversários políticos, conforme relatório da PF.
Esses antecedentes não são meras coincidências: eles pintam um quadro de vigilância constante, culminando na recente condenação por participação em uma “trama golpista” que levou à decretação de sua prisão preventiva – justamente o que, segundo a PF, motivou a fuga.
Fontes ligadas à investigação revelam elementos exclusivos: indícios de que Mello utilizou contatos familiares no garimpo ilegal de Roraima para facilitar o traslado fronteiriço, uma região notória por suas brechas de segurança.
Essa prisão não é isolada: ela sinaliza uma ofensiva mais ampla da PF contra financiadores ocultos, potencialmente ligando garimpeiros da Amazônia a círculos políticos no Sudeste.
Analistas veem nisso um esforço para desmantelar estruturas remanescentes do que foi chamado de “organização criminosa infiltrada na Abin”, termo usado por Moraes em decisões passadas.

RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL







