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“Quem tá presidindo o país é Bolsonaro”, diz Zambelli a jornalista (vídeo)

    A deputada afirmA a Guga Noblat que ele tem mais criatividade do que a Polícia Federal e chama de narrativa o relatório final de 884 páginas entregue a Gonet para provável denúncia do inelegível por tentativa de golpe de Estado

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    Guga Noblat: Tá feia a situação, hein! A senhora está linda, mas a situação está feia.
    Carla Zambelli: A narrativa da oposição, da posição, né? A gente não é oposição. A narrativa, a gente tá acostumado. O próprio Lula fala sobre a narrativa, etc.. E a gente está muito acostumado a ver você (INAUDÍVEL). E você é um ótimo criador de narrativa.

    Guga Noblat: Eu? Sou ótimo?
    Carla Zambelli: Muito bom! Você consegue criar… a criatividade que o Alexandre de Moraes pediu para a Polícia Federal, você tem maior!

    Guga Noblat: Olha a criatividade que eu vou ter agora: Criei um decreto para dar golpe de Estado, criei uma minuta para dar golpe e depois me reuni com os comandantes das Forças Armadas. Que criatividade eu tive?
    Carla Zambelli: Um golpe que aconteceu, tá? Quem tá presidindo o país é o Bolsonaro. É que vocês não sabem; o Lula tá lá, é (INAUDÍVEL).

    Guga Noblat: Quase, hein! E a história do hacker? Se tivesse dado certo? Se tivesse conseguido fingir que as urnas eram fraudáveis, será que tinha dado certo, o golpe?
    Carla Zambelli: Se tivesse dado certo, com o hacker, a gente tinha conseguido fazer um teste público de segurança, que foi o que eu pedi, e a gente teria mais confiança ainda, porque, afinal de contas, você é contra mais transparência?

    Guga Noblat: Claro que não. A gente precisa ‘de vir’ o hacker de Araraquara para saber se é transparência ou não.
    Carla Zambelli: E eu não trato com maldade nenhum ser humano.

    Nesse ponto, o jornalista reproduz o vídeo em que a deputada federal persegue em São Paulo, junto com seus seguranças, o homem negro, cuja cena viralizou na véspera da eleição de 2022. Ouve-se alguém dizendo “Vai tomar no c*”. E o diálogo finaliza assim:

    Carla Zambelli: “Se você exagerar nos adjetivos sobre mim, você sabe que vai sofrer um processo“.
    Guga Noblat: “E não deu em nada. Perdeu!”

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