“Não estamos atrás de fiéis, estamos atrás de criminosos“, respondeu o petista em protesto aos que tentam blindar a Igreja da Lagoinha, após ouvir que “o PT detesta evangélico” – ASSISTA
Brasília (DF) · 26 de março de 2026
Na sessão desta quinta-feira (26/mar) da CPMI do INSS, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) manifestou estranheza com a tramitação de requerimentos e cobrou esclarecimentos sobre repasses milionários envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão, e o Clava Forte Bank – extinta fintech criada em março de 2024, associada ao religioso, destinada a fiéis e instituições cristãs.
O parlamentar registrou que pedidos apresentados desde novembro do ano passado, incluindo convocação do pastor Valadão, não foram colocados em votação.
Rogério Correia questionou a ausência de debate sobre a Igreja Lagoinha, o Clava Forte Bank e o pastor Valadão, citando transferências de cerca de R$ 40 milhões do pastor Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master) para a instituição religiosa.
“Deixa minha estranheza de que outros não foram colocados e tem tanta importância como esse. Por exemplo, a igreja Clava Forte Bank, banco da Igreja Lagoinha, a própria Igreja Lagoinha e o Pastor Valadão, que eu já pedi esclarecimentos desde novembro. Então, voto favorável, mas registro minha estranheza de por que esse requerimento nunca são colocados para o PT. 40 milhões! 40 milhões de lavagem de dinheiro do Zetel para a Igreja Lagoinha do próprio Zetel! Lavagem de dinheiro não é igreja!”, afirmou o deputado.
Seu homólogo, Sóstenes Cavalante (PL-RJ), reagiu acusando o PT de detestar evangélicos. Rogério Correia respondeu de forma direta: “Quem defende lavagem de dinheiro está defendendo bandido! Evangélicos são pessoas de bem! Agora, quem lava dinheiro não merece ser chamado de evangélico!”.
Não adianta tentar distorcer o debate na #CPMIdoINSS dizendo que há perseguição às igrejas.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) March 26, 2026
Não estamos atrás de fiéis, estamos atrás de CRIMINOSOS. De quem transformou a fé em negócio sujo, de quem se aproveitou do espaço sagrado para LAVAR DINHEIRO. pic.twitter.com/s4yWxXDt0N
A troca de farpas ocorreu durante discussão sobre prioridades da comissão, que investiga fraudes em consignados e desvios de recursos de aposentados do INSS.
Relatórios do COAF e operações da Polícia Federal, como a Compliance Zero, já apontaram movimentações atípicas ligando o Banco Master a estruturas associadas à Igreja Lagoinha, incluindo repasses ao pastor Fabiano Zettel.
A Revista Fórum detalhou que o senador Carlos Viana (presidente da CPMI) enviou emendas parlamentares à Fundação Oásis, ligada ao grupo da igreja, o que gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Rogério Correia defendeu que investigações sobre supostas lavagens não configuram ataque a fiéis, mas sim busca por transparência no uso de recursos públicos e privados.
Documentos acessados pela comissão indicam que a Igreja Batista da Lagoinha opera com estrutura empresarial, inclusive com banco próprio, segundo o parlamentar.
A sessão da CPMI do INSS registrou novos debates sobre prorrogação e prioridades de investigação.
Detalhes adicionais sobre requerimentos barrados e respostas do STF sobre emendas devem surgir nos próximos dias.
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