Especialista analisa levantamento Genial/Quaest e detalha os motivos da pior nota desde julho de 2025, além de empate inédito com Flávio Bolsonaro entre eleitores sem lado definido
Brasília (DF) · 11 de março de 2026
A pesquisa encomendada pela Genial Investimentos e executada pela Quaest mostra o governo Lula aprovado por 44% e desaprovado por 51%, saldo negativo de 7 pontos.
Esse é o pior resultado desde julho de 2025, antes do tarifaço de Trump.
Noticiário negativo, percepção da economia e impacto da isenção do IR afetam avaliação do governo, diz Felipe Nunes — Pesquisa Genial/Quaest aponta influência de cobertura negativa, percepção econômica pior e baixo impacto da mudança no imposto de renda.
A avaliação positiva caiu de 33% para 31%, enquanto a negativa subiu de 39% para 43%.
O saldo negativo dobrou, passando de 6 para 12 pontos negativos.
O regular oscilou de 26% para 25%.Três fatores explicam a deterioração.
Primeiro, o noticiário ficou mais negativo: 47% dos entrevistados foram impactados por notícias ruins contra apenas 24% por notícias positivas.
A corrupção saltou para a segunda posição entre os temas mais preocupantes do país, com 20%, atrás somente da violência (27%).
Segundo, houve piora na percepção sobre a economia.
Embora os índices não sejam tão ruins quanto em março de 2025, a tendência é negativa desde dezembro de 2025.
Hoje, 48% consideram que a economia piorou no último ano, contra 24% que veem melhora.
Terceiro, a isenção do IR não produziu o impacto esperado.
O percentual de brasileiros que se dizem beneficiados pela nova tabela oscilou apenas de 30% para 31%.
Pela quarta vez seguida, o levantamento reforça a calcificação política no Brasil.
No primeiro turno, Lula oscila entre 36% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro fica entre 30% e 35%.
Ratinho Jr. aparece com 7%, Caiado com 4% e Zema e Leite com 3% cada.
De dezembro para março, em um dos cenários testados, Lula caiu 3 pontos, Flávio Bolsonaro ganhou 10 e Ratinho Jr. perdeu 6.
O crescimento de Flávio Bolsonaro vem da monopolização do eleitor bolsonarista (de 76% para 92% de conversão), do avanço entre o eleitor de direita (de 45% para 71%) e da melhora entre os eleitores independentes (de 11% para 21%).
Nas simulações de segundo turno, o levantamento de março registra empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro (41% a 41%).
A diferença, que era de 5 pontos favoráveis a Lula, zerou em apenas um mês.
Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente entre os eleitores independentes: 32% a 27%, com 36% que não votarão e 5% indecisos.
A margem de erro nesse subgrupo é de 3 pontos percentuais.
Nas demais simulações, Lula lidera com folga sobre Ratinho Jr., Zema, Caiado, Eduardo Leite, Aldo Rebelo e Renan Santos.
Apenas Romeu Zema registrou oscilação positiva nos últimos meses.
Na batalha de rejeições, pela primeira vez há numericamente mais gente com medo da continuidade de Lula (43%) do que com medo da volta da família Bolsonaro (42%).
Lula registra seu pior potencial de voto da série histórica (41%) e a maior rejeição numérica (56%).
A pesquisa eleitoral ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre sexta-feira (6/mar) e segunda-feira (9/mar).
O nível de confiabilidade é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-5809/2026.
“Essa mudança parece ser uma combinação de 3 fatores”, resume o analista Felipe Nunes, autor, ao lado de Traumann, do livro Biografia do Abismo.

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