‘Que Bolsonaro se encontre com a cadeia’, diz jornalista. ‘Crimes não desaparecem com o fim do mandato’

“Em vez de convocar seus cachorros loucos para a histeria golpista”, o presidente “deveria agradecer ao Supremo de joelhos”, escreve Reinaldo Azevedo. “Nunca um presidente subversivo usou o cargo para pregar luta armada e golpe de Estado”

Nesta quarta-feira (7/9), dia em que se comemora a Independência do Brasil, Reinaldo Azevedo disse, em uma matéria publicada no portal de notícias UOL, que o lugar do presidente Jair de Bolsonaro (PL) “é a cadeia“. O jornalista acrescentou, após exposição de algumas das ações polêmicas recentes do atual ocupante do Palácio do Planalto, ao final de sua publicação, que “o crime de sedição e golpe de estado não desaparece com o fim do mandato” e ainda desejou “que Bolsonaro se encontre com a cadeia“.

Em outro trecho de sua publicação, Azevedo diz que “nunca antes na história deste país um presidente subversivo usou o cargo para pregar luta armada e golpe de Estado. E Bolsonaro faz as duas coisas. Pior: tanto em Brasília como no Rio, e mais ainda neste Estado, submeterá as Forças Armadas a uma humilhação também inédita porque, do ponto de vista simbólico, será como se as estivesse submetendo a seus extremistas“.

O jornalista opina que “muito provavelmente“, Bolsonaro não conseguirá dar “um golpe de Estado”, mas “isso não quer dizer que a apropriação das Forças Armadas pela patuscada golpista seja irrelevante“. Azevedo diz ainda que “o capitão arruaceiro interrompeu essa trajetória“, em que “as Forças envolvidas em atos escancaradamente políticos” eram “manipuladas por espertalhões“, e “as jogou no lamaçal golpista“. Na opinião do autor do texto, “entregar o poder nunca esteve entre os planos de Bolsonaro“. Ele explica que “é mentira que o Supremo intervém demais, judicializando a política. Também nos círculos militares essa é a uma tolice influente“.

Reinaldo Azevedo mostra que “outra característica de governos conduzidos por arruaceiros” e “empurrar o país para encruzilhadas institucionais, de sorte que o cumprimento da lei pode gerar uma desordem ainda maior do que fazer vista grossa, como fez o Supremo em todos esses casos“. E acrescenta, corrigindo o presidente, que “a verdade é que, ao longo desses quatro anos, o Supremo ajudou a governar o país. Para o jornalista, “em vez de convocar seus cachorros loucos para a histeria golpista, Bolsonaro deveria agradecer ao Supremo de joelhos“.

O Poder que está sendo malhado em praça pública deu ao presidente a governabilidade que a sua incompetência, a sua estupidez e a sua burrice lutaram para tornar inviável desde sempre“, escreve Azevedo. “Se todas as ilegalidades a que apelou até agora lhe derem mais um mandato, então o golpe na democracia será certo. A menos que o país se levante. E não será sem dor“, acrescenta. “O crime de sedição e golpe de estado não desaparece com o fim do mandato“, diz ainda. “Que Bolsonaro se encontre com a cadeia“, pontua.

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