Que a democracia nos ilumine: Trevas é Bolsonaro, rachadinha, fome, orçamento secreto, diz jornalista

“Michelle Bolsonaro deveria tomar um gancho nas redes sociais”, diz Mariliz Pereira Jorge após fake news com intolerância religiosa contra LULA

“Que a democracia nos ilumine”, porque “trevas é Bolsonaro, gente com fome, briga que acaba em morte, orçamento secreto, diz a jornalista e roteirista de TV Mariliz Pereira Jorge. “Michelle Bolsonaro deveria tomar um gancho nas redes sociais. Mas, assim como fake news, intolerância religiosa parece também não ser um problema para as plataformas. Dona Micheque, como ficou conhecida por causa dos R$ 89 mil depositados em sua conta por Fabrício Queiroz, relacionou um ritual de candomblé a “trevas””, escreve na Folha de S. Paulo.

“No vídeo em que Lula aparece com lideranças religiosas, a vereadora Sonaira Fernandes diz que o ex-presidente “entregou sua alma para vencer a eleição”. Dona Micheque pergunta se “isso pode”. É uma pergunta retórica, a primeira-dama sabe ou é preconceito. Pode. O Brasil é laico, tão laico que pode até filial da Igreja Satânica, que tem sede em Massachussetts e foi criada menos por adoração ao diabo e mais para provocar gente intolerante feito Michelle”, disse Mariliz.

Janja, a provável substituta da primeira-dama do Brasil, reagiu aos seus ataques falando de amor que contrastou com o ódio palaciano: “Eu aprendi que Deus é sinônimo de amor, compaixão e, sobretudo, de paz e de respeito. Não importa qual a religião e qual o credo. A minha vida e a do meu marido sempre foram e sempre serão pautadas por esses princípios”, escreveu em seu perfil no Twitter.

“Dias atrás ela [Michelle Bolsonaro] havia dito que o Planalto era “consagrado a demônios”. Ainda que Michel Temer pareça uma reencarnação do Drácula e tenha feito conchavos com gente da pior espécie, é um exagero. Bolsonaro entregou a alma e o cartão de crédito dos brasileiros ao centrão e continua posando de cristão”, escreve a jornalista.

“O presidente quer Michelle em campo para diminuir sua rejeição entre o eleitorado feminino. Só se for entre o eleitorado feminino evangélico. Em poucas aparições, a primeira-dama mostrou que só quer conversa com gente que reza a mesma reza. Tal qual Bolsonaro, que continua em campanha para os mesmos convertidos de sempre, Michelle só tem um argumento para a reeleição do cônjuge: Deus quer”, mostra Mariliz.

“Que Deus é esse?”, indaga Mariliz. “Trevas é rachadinha, amizade com miliciano, gente com fome, briga que acaba em morte, orçamento secreto, quase 700 mil mortos pela Covid, exaltação ao jet ski, motociata, ataques ao sistema eleitoral, piada homofóbica. Trevas é ter que escrever carta contra golpista em 2022. Trevas é o delinquente do Bolsonaro como presidente. Que a democracia nos ilumine”.

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