“Que 2022 seja mais leve”, diz Merval Pereira em texto que prevê LULA eleito no 1º turno

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o jornalista Merval Pereira, do Globo, e o ex-presidente LULA, candidato favorito na eleição presidencial de 2022 | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Bolsonaro “une a maior parte dos que votaram nele para se livrar do PT na direção contrária, transformando o antipetismo … numa reação que poderá levar LULA à Presidência logo no primeiro turno

Volto a escrever no dia 2 de fevereiro“, despede-se o colunista Merval Pereira, nesta quinta-feira (30/12), no jornal O Globo, após sua matéria em que ele se rendeu ao favoritismo de LULA nas eleições, bem como também admitiu que o ex-presidente pode vencer logo no primeiro turno. O jornalista, ao escrever sua última frase, “que 2022 seja mais leve“, revelou o seu desejo, e o da grande maioria dos brasileiros, de que o Brasil entre logo em outro ritmo.

Para Bolsonaro, “existem apenas os que são seus apoiadores ou os adversários, não há brasileiros como coletividade, todos os que deveriam estar representados por ele como presidente“, escreve Merval em matéria intitulada “Bolsonaro ajuda LULA“.

Não viajar para a Bahia diante da catastrófica inundação (…) é mais um desses episódios que demarcam sua psicótica personalidade“, prossegue Merval, trancrevendo sua fala: “Espero não ter que voltar mais cedo”, conforme o presidente comentou.

Mas Bolsonaro não esconde sua falta de empatia, e esse sincericídio não é sinal de honestidade intelectual, mas de incapacidade doentia de se relacionar socialmente com adversários, vistos como inimigos, ou de sentir uma dor coletiva“, prossegue o colunista.

A cada atitude, Bolsonaro “une a maior parte dos que votaram nele para se livrar do PT na direção contrária, transformando o antipetismo que o levou ao poder numa reação que poderá levar Lula à Presidência logo no primeiro turno“, diz o jornalista.

O presidente “se mostrou durante seu desgoverno uma solução pior que aquela que ele representava quando foi eleito”, diz Merval. “A anticorrupção, grande motor para levá-lo à eleição, já não se mostra suficiente para evitar o PT, pois o bolsonarismo transformou-se num nicho radicalizado que não justifica um voto útil contra LULA ou a esquerda“.

Ao colocar-se a favor do fisiologismo e contra o combate à corrupção, para salvar-se e a sua família, Bolsonaro abre caminho para a volta do LULISMO“, afirma.

A volta do PT poderá ser facilitada por essa demonstração de que o voto em Bolsonaro fez o país regredir em todos os projetos que estavam colocados além das ideologias, como a política ambiental, a desagregação do sistema de saúde, a desmobilização do já frágil sistema educacional“, escreve Merval.

“O maior eleitor de LULA é o fracasso do governo de Bolsonaro”, argumenta.

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