Quatro morrem em tentativa de golpe de Trump

07/01/2021 0 Por Redação Urbs Magna

O presidente dos EUA insuflou seguidores na invasão do Capitólio nesta quarta (6) e chocou o mundo

Ao menos quatro pessoas morreram durante a invasão do Congresso insuflada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump nesta quarta-feira (6). 

Durante o dia, ocorreu a morte de uma manifestante baleada por agentes de segurança na sede do Legislativo americano. 

À noite, o chefe do departamento de polícia de Washington, Robert J. Contee, afirmou que outras três mortes (dois homens e uma mulher) foram registradas nos arredores do Capitólio, informa a Folha de S.Paulo.

A vitória da eleição presidencial de Joe Biden foi certificada pelo Congresso, apesar das objeções dos partidários de Trump. O processo de certificação foi interrompido antes, quando uma multidão invadiu o Capitólio.

Falando no final de uma sessão conjunta do Congresso, o vice-presidente Mike Pence confirmou que o mandato de Biden começará em 20 de janeiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que haverá uma transição ordenada quando Joe Biden tomar posse como presidente em menos de duas semanas, depois que o Congresso certificou a vitória democrata na eleição de 3 de novembro.

“Embora eu discorde totalmente do resultado da eleição e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse Trump em um comunicado postado no Twitter pelo porta-voz da Casa Branca Dan Scavino.

O Twitter bloqueou o acesso de Donald Trump ao Twitter nesta quarta-feira (7), por um período de 12 horas. É a primeira vez que isto acontece e é a medida mais punitiva que a rede social já tomou contra o ainda presidente dos Estados Unidos.

Também a rede social Facebook retirou um vídeo de Trump pedindo aos manifestantes para “regressarem a casa”, mas no qual declarava também que a eleição tinha sido roubada, sem apresentar provas.

Além disso, o Twitter removeu três tweets da conta de Trump, por considerar que estavam promovendo a violência, e ainda emitiu um aviso de que poderia simplesmente excluí-lo se continuasse a propagar teorias da conspiração sobre os resultados eleitorais, bem como a incitar a atos violentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá ser alvo de pedidos de impeachment por congressistas do Partido Democrata, depois de incitar um golpe no país.

Trump estimulou protestos nas ruas contra o resultado das eleições, que sempre chamou de fraude. Durante a realização da sessão conjunta do Congresso que homologaria a vitória de Joe Biden nesta quarta-feira (6), um protesto com dezenas de milhares de manifestantes acontecia em frente ao Capitólio. Enquanto a sessão estava suspensa, um grupo confrontou a polícia e invadiu o prédio, destruindo janelas e fazendo ameaças armadas.

A deputada Ayanna Pressley, de Massachusetts, disse que “Trump deve ser imediatamente destituído pela Câmara dos Representantes e removido do cargo pelo Senado dos Estados Unidos assim que o Congresso se reunir novamente. Isso é perigoso e inaceitável”.

Ilhan Omar, de Minnesota, informou que está “redigindo artigos de impeachment”. “Donald J. Trump deve ser cassado pela Câmara dos Representantes e destituído pelo Senado dos Estados Unidos. Não podemos permitir que ele permaneça no cargo, é uma questão de preservar nossa República e precisamos cumprir nosso juramento”.

Outro democrata, Ted Lieu pediu ao vice-presidente, Mike Pence, que remova o presidente Trump do cargo invocando a 25ª Emenda.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou na noite da quarta-feira (6) uma nota condenando a tentativa golpista feita pelo presidente Trump. Para Obama, a postura do atual titular da Casa Branca não surpreende.

“A História se lembrará corretamente da violência de hoje no Capitólio – incitada por um presidente em exercício que tem continuamente e sem provas mentido sobre o resultado de uma eleição legal – como um momento de grande desonra e vergonha para a nossa nação. Estaríamos nos enganando se tratássemos essa questão como uma surpresa completa”, afirma Obama. 

O ex-presidente ainda criticou ainda o que classifica como “narrativa fantasiosa” que se afastou cada vez mais da realidade, informa o UOL.

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