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‘Quatro linhas é o caral**’, disse militar em plano para matar Lula, Alckmin e Moraes, que complica Bolsonaro


    Mario Fernandes, general da reserva preso pela PF
    Foto de Marcelo Camargo 2022 / Agência Brasil

    Leia mensagens e trechos do relatório da PF e de Moraes, sobre a operação contra orcrim que planejou assassinatos com pistolas, fuzis, metralhadora e um lança-granada, além de golpe de estado para impedir a posse de Lula

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    A operação da PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (19/11), contra uma organização criminosa que planejava assassinatos e um golpe de estado contra o governo eleito em 2022, focou um grupo formado em sua maioria por militares das Forças Especiais do Exército, os chamados kids pretos. Os alvos que seriam mortos eram o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-Presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. Entre os alvos estão quatro militares do Exército e um policial federal. A instituição policial trouxe à tona uma série de mensagens e fotos que expõem o radicalismo do general da reserva Mario Fernandes (foto desta publicação), que era o número dois da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo do hoje inelegível até 2030 e agora ainda mais complicado na Justiça, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Mario Fernandes foi preso nesta terça, no Rio de Janeiro, acusado de participar da trama golpista, após investigação da PF apontar que ele seria um dos militares mais radicais e que chegou a atuar até como elo entre os manifestantes acampados em quarteis generais pelo país após as eleições de 2022, o governo federal e militares de diferentes patentes, informa o UOL.

    Ele era um dos kids pretos – grupo cujo nome faz referência ao gorro preto usado por eles, é formado por militares do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, treinados para atuar em missões sigilosas, em ambientes hostis e politicamente sensíveis.

    Os nomes do grupo de kids pretos presos são:

    Mario Fernandes, general de Brigada do Exército, ex-assessor da Presidência de Bolsonaro; Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército; Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército; Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército; e Wladimir Matos Soares, policial federal.

    O general Fernandes já havia sido alvo de buscas outra operação realizada em fevereiro. Ao analisar materiais apreendidos nessa operação (celular pessoal, HD externo), a PF obteve arquivo com plano de assassinato e uma minuta para instituir um Gabinete Institucional de Gestão da Crise, além de fotos dele em acampamentos golpistas. Também foram descobertas mensagens e tudo foi juntado na representação que a instituição policial levou ao STF para solicitar as prisões.

    As trocas de mensagens de áudio do general Mario Fernandes foram mais intensas logo após a derrota, em 2022, do hoje inelegível até 2030, quando a orcrim tinha o objetivo de incitar o povo a resistir à eleição de Lula para criar ambiente para o golpe de Estado. O método era disseminar fake news sobre fraudes nas eleições de 2022 e ataques a ministros do STF e do TSE, usando técnicas de ações psicológicas e propaganda estratégica, conforme trecho da representação da PF.

    A PF aponta que Fernandes pediu para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e hoje delator, Mauro Cid, encaminhar vídeo com conteúdo golpista. O pedido aconteceu no dia em que o hoje inelegível até 2030 estava reunido com os comandantes das três Forças para discutir a proposta de minuta golpista:

    “No início de dezembro de 2022, MARIO FERNANDES passa a externalizar explicitamente suas intenções antidemocráticas, inclusive mandando mensagens de áudio para MAURO CID. No dia 07 de dezembro de 2022, tendo ciência de que estava ocorrendo naquele momento a reunião entre o então presidente JAIR BOLSONARO, com os comandantes do Exército e da Marinha, além do ministro da Defesa PARA APRESENTAÇÃO DA MINUTA DO GOLPE DE ESTADO, com os “considerandos” sendo apresentados por FILIPE MARTINS, MARIO FERNANDES encaminha um áudio solicitando que MAURO CID mostre um vídeo para o Comandante. Pelo contexto, infere-se que se trata de vídeo com conteúdo antidemocrático com a finalidade de convencer o Comandante do Exército, General FREIRE GOMES, a aderir ao Golpe de Estado”, diz a Polícia Federal.

    08/12/2022 Conversa com: TC CidFE_PR (556194054085)

    General Mario Fernandes (556195340339) 08/12/2022 22:56:24

    “Cid, boa noite. Meu amigo, antes de mais nada me desculpa estar te incomodando tanto no dia de hoje. Mas, porra, a gente não pode perder oportunidade. São duas coisas. A primeira, durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas, porra, aí na hora eu disse, po presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades. E al depois meditando aqui em casa, eu queria que, porra, de repente você passasse pra ele dois aspectos que eu levantei em relação a isso. A partir da semana que vem, eu cheguei a citar isso pra ele, das duas uma, ou os movimentos de manifestação na rua, ou eles vão esmaecer ou vão recrudescer. Recrudescer com radicalismos e a gente perde o controle, né? Pode acontecer de tudo. Mas podem esmaecer também. Vou até te mandar um vídeo aqui abaixo da situação em frente ao PDC no Rio de Janeiro. Tá ok? E o outro aspecto é que, pô, nós temos já passagens de comando dos comandos de força, força armada. Já 20, 20 e poucos. E aí já vão passar o comando para aqueles que estão sendo indicados para o eventual govemo do presidiário. E ai tudo fica mais dificil, cara, para qualquer ação. Então esses dois aspectos são importantes, certo? Olha o video aqui abaixo.”

    Transcrição do arquivo df53e371-da2a-4015-82ed-74a38098eaac.opus

    TC CidFE PR (556194054085) 08/12/2022 23:04:36

    “Não, pode deixar, general. Vou conversar com o presidente. O negócio é que ele tem essa personalidade às vezes. Ele espera, espera, espera, espera pra ver até onde vai, ver os apoios que tem. Só que às vezes o tempo tá curto, não dá pra esperar muito mais passar. Dia 12 seria… Teria que ser antes do dia 12, mas com certeza não vai acontecer nada. E sobre os caminhões, pode deixar que eu vou comentar com ele, porque o exército não pode papar mosca de novo, né. É área militar, ninguém vai se meter. Até porque a manifestação é pacifica. Ninguém tá fazendo nada all.”

    Transcrição do arquivo a5506819-4209-4af1-beef-630abe6b8a26.opus

    07/12/2022 Conversa com: TC CidFE PR (556194054085)

    General Mario Fernandes (556195340339) 07/12/2022 09:09:51
    “Força, Cid. Cid, acho que você está tendo uma reunião importante al agora no Alvorada. Po, mostra esse video pro comandante, cara. Se possivel, transmite durante a reunião, porra. Isso é história. E a história é marcada por momentos como esse que nós estamos vivendo agora. Força.“

    Transcrição do arquivo 2fec7250-6c07-41a7-9123-08dd9d3c459b.opus

    O general mantinha contato com diferentes militares que expunham seu radicalismo. Em 5 de novembro ele recebe uma série de mensagens de áudio do coronel Reginaldo Vieira de Abreu.

    05/11/2022 Conversa com: Velame (5561982300284)

    Velame (5561982300284) 05/11/2022 18:37:00


    “O senhor me desculpe a expressão, mas quatro linhas é o caralho. Quatro linhas de Constituição é o caceta. Nós estamos em guerra, eles estão vencendo, está quase acabando e eles não deram um tiro por incompetência nossa. Incompetência nossa, é isso. Estamos igual o sapo, a história do sapo na água quente. Você coloca o sapo na água quente, ele não sente a temperatura da água mudar e vai se aumentando, aumentando, aumentando quando ve ele tá morto. É isso.“

    Transcrição do arquivo 025463f0-7e94-4d27-b33c-2655baab26ac.opus

    Velame (5561982300284) 05/11/2022 18:37:00

    “Eu lembro o senhor a primavera árabe, eu vou lhe mandar um… Vou lhe mandar um documento para o senhor ler falando sobre a primavera árabe que houve, que a população se movimentou através das redes sociais e os governos bloquearam as redes sociais, então os países de fora colocaram os provedores à disposição para que ocorresse a primavera árabe. Tem que ter a primavera brasileira.“

    Transcrição do arquivo d0663c77-8015-4282-boec-f5a15c9b4f95.opus

    Segundo o UOL, em outro diálogo, Mario Fernandes conversa sobre uma live feita por um argentino com fake news sobre as urnas. O vídeo foi difundido por bolsonaristas na eleição de 2022 como parte da estratégia para atacar as urnas. O interlocutor, identificado como Hélio Osório Coelho, é nomeado no celular como sendo integrante da “comunidade evangélica” e afirma que estava se reunindo com pastores para discutir sobre o resultado das eleições.

    Fernandes se comunicava com lideranças do acampamento em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. O relatório da PF mostra que o casal Rodrigo Ikezili e Klio Hirano, que tratavam de questões logísticas das manifestações pediram orientações ao general sobre a entrada de tendas e a realização de um churrasco no local. Hirano chegou a ser presa por atuação nos atos de vandalismo em 12 de dezembro de 2022, dia da diplomação de Lula no TSE.

    Os assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes deveriam ocorrer em 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação do estadista no Tribunal Superior Eleitoral, que tinha o ministro como presidente.

    De acordo com a decisão de Moraes que autorizou a operação, conforme revelado por investigação da PF, o plano do grupo era envenenar Lula: “Considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”.

    Segundo relatório da PF, o grupo kids pretos utilizava codinomes para se referir aos alvos que seriam assassinados. Lula era chamado de “Jeca”. Alckmin, por sua vez, de “Joca”. E Moraes, de “professora”.

    Um terceiro codinome, “Juca”, foi utilizado para se referir a uma “iminência parda do 01 e das lideranças do futuro governo”, conforme transcreve a CNN. Entretanto, a PF afirmou que não obteve elementos para identificar a quem o nome se referiria.

    Foi planejado pelo grupo a utilização de artefato explosivo e de envenenamento para a morte de Moraes, aponta a PF: “Foram consideradas diversas condições de execução do ministro Alexandre de Moraes, inclusive com o uso de artefato explosivo e por envenenamento em evento oficial público”, diz a decisão que embasou a operação.

    De acordo com a PF, Moraes era monitorado continuamente. Foi realizado levantamento para identificar o aparato de segurança pessoal do ministro: “As informações sobre segurança pessoal também apontam para uma provável estrutura de segurança do magistrado daquele momento. Mais ao final da primeira página, é mencionado um tempo de reconhecimento de pelo menos 2 semanas nas regiões de ‘DF’ e ‘SP’ sendo exatamente as unidades da federação em que o ministro frequenta ordinariamente”, continua.

    Também foi prevista a utilização de um arsenal de guerra para matar o ministro, com pistolas, fuzis, metralhadora e um lança-granada: “A lista com o arsenal previsto revela o alto poderio bélico que estava programado para ser utilizado na ação. As pistolas e os fuzis em questão (4 pistolas 9mm ou .40 e 4 fuzis 5,56mm, 7,62mm ou .338) são comumente utilizados por policiais e militares, inclusive pela grande eficácia dos calibres elencados”, revela a decisão.

    “Chama atenção, sobretudo, o armamento coletivo previsto, sendo: 1 metralhadora M249 – MAG – MINIMI (7,62mm ou 5,56mm), 1 lança-granada 40mm e 1 lança-rojão AT4. São armamentos de guerra comumente utilizados por grupos de combate“, prossegue.

    Um carro oficial do Exército, pertencente ao Batalhão de Ações de Comandos (BAC), foi utilizado no plano que pretendia matar, de acordo com a PF. O veículo, um Fiat Palio, se deslocou entre Goiânia e Brasília em 15 de dezembro de 2022, “data em que, possivelmente, seria realizada a prisão/execução” do ministro.

    A PF revelou ainda que trocas de mensagens mostraram que a organização criminosa tinha outro objetivo: prender Moraes: “As mensagens trocadas entre os integrantes do grupo ‘Copa 2022’ demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender o ministro Alexandre de Moraes”, diz. Eles também utilizaram codinomes para se comunicar no grupo: “Estacionamento em frente ao Gibão Carne de Sol. Estacionamento da troca da primeira vez”, é a mensagem que chegou no grupo em 15 de dezembro de 2022, às 20h33 e foi encaminhada por uma pessoa que utilizava o codinome “Brasil”.

    “Tô na posição”, responde o contato com o codinome “Gana”. Na continuidade da conversa, “Brasil” pergunta qual é a conduta que deve ser tomada. Um novo integrante, agora nomeado de “teixeiralafaiete230” e apontado pela PF como líder do grupo, entra no diálogo e pede para que aguarde. Às 20h47, o tenente-coronel Rafael de Oliveira encaminha uma mensagem com o codinome “Diogo Bast”. “Estou na posição”, escreveu. Pouco depois, surge um novo integrante na conversa. “Áustria” notifica que “está chegando” e pergunta a posição de “Gana”, mas fica sem resposta.

    Às 20h53, o usuário “teixeiralafaiete230” encaminha um print de uma notícia afirmando que o STF havia adiado a votação do orçamento secreto para a próxima segunda-feira. “Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?”, pergunta “Áustria” quatro minutos depois. “Abortar… Áustria… volta para local de desembarque… estamos aqui ainda…” é a resposta que ele recebe de “teixeiralafaiete230”.

    O general Mario Fernandes, que elaborou o plano da execução de Lula, Alckmin e Moraes, era o “ponto focal” do governo Bolsonaro com os manifestantes golpistas que invadiram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023: “A Polícia Federal destacou a existência de áudios que indicam a relação de Mario Fernandes com pessoas que estavam acampadas no Quartel General do Exército, entre os dias 9/12/2022 e 13/12/2022, buscando auxílio para resolução de problemas ocorridos no acampamento”, diz o documento.

    De acordo com a PF, o contexto das mensagens evidenciam que Mario Fernandes era o “ponto focal do governo de Jair Bolsonaro com os manifestantes golpistas” – “Além de receber informações, também servia como provedor material, financeiro e orientador dos manifestantes antidemocráticos instalados nas adjacências do QG em Brasília/DF, que teve papel fundamental na tentativa de golpe de Estado perpetrada no dia 08/01/2023”, prossegue.

    Fernandes ainda atuou por um ano no gabinete do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde de Bolsonaro. Nomeado por Pazuello em março de 2023, Fernandes tinha “Cargo de Natureza Especial (CNE-09)” – segundo maior vencimento do tipo na Casa, com remuneração aproximada de R$ 15.600,00. Ele foi demitido da função em março deste ano, após ele ser investigado no inquérito que apura o planejamento de um golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

    O documento com o “planejamento operacional” para realizar o assassinato de Lula foi impresso por Fernandes, no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, mostra o relatório da PF. A data da impressão do documento foi em 9 de novembro de 2022, quando o então presidente Bolsonaro ainda residia no local. De acordo com o documento, uma segunda impressão do plano foi feita no Planalto em 6 de dezembro de 2022. Novamente, o general da reserva foi responsável. Bolsonaro estava no local na data.

    Fernandes foi quem elaborou, em tópicos, segundo a Polícia Federal, o planejamento de “operações clandestinas” e as execuções de Lula, Alckmin e Moraes. O texto, que estava em um arquivo de Word, inicialmente denominado “Fox_2017.docx”, continha “um verdadeiro planejamento com características terroristas, no qual constam descritos todos os dados necessários para a execução de uma operação de alto risco”, segundo a decisão de Alexandre de Moraes, relator do caso. Depois, o plano passou a ser intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, onde havia informações sobre as mortes. No documento de Fernandes, o primeiro tópico, denominado “Demandas de Rec Op (levantamentos)”, refere-se as diligências para identificar o aparato de segurança pessoal de Moraes, compreendendo os equipamentos de segurança, armamentos, veículos blindados, os itinerários e horários. Os demais pontos incluem uma lista de itens para a realização da operação, como chips e armamentos que incluíam pistolas, fuzis, metralhadora e um lança-granada.

    O policial federal preso Wladimir Soares repassava informações relacionadas à estrutura da segurança de Lula para pessoas próximas do então presidente Bolsonaro: “O investigado, aproveitando-se das atribuições inerentes o seu cargo no período entre a diplomação e posse do governo eleito, repassou informações relacionadas a estrutura de segurança do presidente Lula para pessoas próximas ao então presidente Jair Bolsonaro, aderindo de forma direta ao intento golpista”, diz o relatório da PF.

    O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Paulo Pimenta, disse que Lula está ciente do plano elaborado para seu assassinato. “Naturalmente que o foco, hoje, é a questão do G20, mas o presidente está informado da investigação, das ações da Polícia Federal, de tudo o que está acontecendo e, com certeza, em um momento oportuno, ele vai ter oportunidade de poder, quem sabe, até se manifestar sobre isso”.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou nas redes sociais que pensar em matar alguém alguém não é crime, em referência aos planos revelados pela operação da PF: “Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E para haver uma tentativa é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes. O que não parece ter ocorrido”, escreveu.

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