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Quantidade de provas contra Bolsonaro é grande, diz jornalista: pena para lavagem de dinheiro é reclusão de 3 a 10 anos mais multa (vídeo)

    Está no Supremo Tribunal Federal relatório da Polícia Federal que indicia ex-presidente e outros por associação criminosa, apropriação de bem público e lavagem de dinheiro – ASSISTA

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    Sobre o caso da venda ilegal de joias pertencentes ao Estado brasileiro, o jornalista da GloboNews, Octavio Guedes, disse durante exibição do programa GloboNews Mais, que “é muito grande” a quantidade de provas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que junto a outros aliados foi indiciado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (4/7).

    Ao todo, onze pessoas foram indiciadas pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em relatório encaminhado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Agora, a PGR (Procuradoria-Geral da República) tem 15 dias para se manifestar sobre o indiciamento, se apresenta ou não uma denúncia contra os envolvidos.

    Em março, a PF indiciou Bolsonaro pelo suposto esquema de fraude em cartões de vacina e Moraes enviou o relatório para apreciação de Paulo Gonet, que ainda não respondeu.

    Na ocasião, o procurador-geral da República solicitou mais diligências por ter entendido ser necessário esclarecer se o ex-presidente e os demais investigados utilizaram os certificados falsos para entrar e permanecer nos Estados Unidos, para onde viajaram no fim do mandato.

    Se Bolsonaro for denunciado pela PGR, caberá à Justiça decidir se ele vira réu e responde ao processo.

    De acordo com as investigações, auxiliares de Bolsonaro venderam ou tentaram comercializar ao menos quatro itens, sendo dois entregues pela Arábia Saudita e dois pelo Bahrein.

    Entre os presentes, estão relógios das marcas Rolex e Patek Phillipe, para a empresa Precision Watches, no valor total de US$ 68 mil, o que corresponde na cotação da época a R$ 346.983,60.

    O jornalista Octavio Guedes lembrou das provas que podem tornar o caso uma derrota inevitável para Bolsonaro. Em uma delas, o general Lorena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, apareceu “refletido na caixa” ao tirar uma foto do estojo de joias, o que “irritou profundamente militares“.

    Assista abaixo e leia mais a seguir:



    De acordo com O Globo, a PGR não deve ter pressa para analisar o relatório, deixando a conclusão para 2025.

    O intuito é evitar acusações de tentativa de influenciar nas eleições municipais, já que o calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa em 16 de agosto.

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