Conversa telefônica entre líderes aborda negociações para cessar-fogo no conflito russo-ucraniano, com destaque para o papel do Brasil na busca por soluções pacíficas
Brasília, 18 de agosto de 2025
Em uma ligação de cerca de 30 minutos nesta segunda-feira (18/ago), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, compartilhou com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, detalhes de sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no Alasca, na sexta-feira (15/ago).
Segundo informações do Palácio do Planalto, Putin classificou o encontro como “positivo” e destacou avanços nas negociações para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
O diálogo reforça a posição do Brasil como mediador em iniciativas de paz, especialmente por meio do Grupo de Amigos da Paz, uma iniciativa conjunta com a China.
Durante a conversa, Putin reconheceu o empenho do Brasil em promover soluções pacíficas para o conflito no leste europeu.
Lula, por sua vez, agradeceu o contato e reiterou o compromisso do país com esforços que levem a uma “solução pacífica”, desejando sucesso nas negociações em curso.
A reunião no Alasca, realizada em Anchorage, teve como foco principal a guerra na Ucrânia, mas não resultou em um acordo imediato de cessar-fogo.
Trump descreveu as conversas como “extremamente produtivas”, mas destacou que “não há acordo até que haja um acordo”.
O encontro entre Putin e Trump durou cerca de três horas e abordou questões como a segurança da Ucrânia e o equilíbrio de interesses na Europa.
Putin enfatizou que qualquer tratado de paz deve abordar as “raízes primárias” do conflito, incluindo as “preocupações legítimas” de Moscou.
Ele também destacou a intenção de restaurar relações comerciais entre Rússia e Estados Unidos.
A ligação foi a segunda entre Lula e Putin em menos de duas semanas. No dia 9 de agosto, os líderes discutiram os esforços pela paz e a cooperação no âmbito dos BRICS, bloco que tem sido alvo de críticas de Trump devido às suas tarifas comerciais.
Naquela ocasião, Putin parabenizou Lula pela cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro, reforçando laços estratégicos.
A frequência dos contatos entre Putin e Lula sugere uma intensificação do papel do Brasil na diplomacia global, especialmente em um momento de tensões geopolíticas.
A escolha do Alasca como local do encontro entre Putin e Trump carrega simbolismo, dado seu passado como território russo, vendido aos Estados Unidos em 1867.








