
VLADIMIR PUTIN fala a jornalistas em Moscou 10.5.2025 – imagem reprodução
O presidente russo afirmou que “tentaram intimidar os líderes dos estados reunidos nas celebrações em Moscou” e questionou: “Quem eles tentaram intimidar? ” – SAIBA MAIS
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Moscou, 10 de maio de 2025
Em um discurso proferido na noite deste sábado (10/mai), em Moscou, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, marcou as comemorações do 80º aniversário da vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial com uma mensagem de unidade global, gratidão aos aliados históricos e uma nova proposta de negociações de paz com a Ucrânia.
O evento, que reuniu líderes de 27 países e representantes de organizações internacionais, foi descrito por Putin como um “inspirador testemunho de consolidação em torno das ideias e valores imperecíveis de nossa vitória comum”.
As celebrações, realizadas entre 7 e 10 de maio, contaram com a presença de chefes de Estado de nações como China, Venezuela e Vietnã, além de líderes de países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), Ásia, África, Oriente Médio, Europa e América Latina.
“Quero mais uma vez parabenizar todos vocês pelo feriado da Grande Vitória e agradecer nossos amigos, parceiros estrangeiros, que estiveram conosco em Moscou nestes dias nas celebrações do jubileu, para prestar homenagem à geração dos vencedores,” declarou Putin, destacando a memória coletiva que une as nações na luta contra o fascismo.
O presidente russo enfatizou a contribuição de diversos atores na derrota do nazismo, incluindo “nossos aliados na coalizão anti-Hitler, os guerreiros da China, os participantes da resistência antifascista na Europa, os combatentes dos movimentos de libertação popular na África, na região da Ásia-Pacífico e os voluntários da América Latina“.
Ele reforçou que a responsabilidade compartilhada pelo futuro exige a construção de “um mundo mais justo e seguro”, um tema central nas reuniões bilaterais e multilaterais realizadas durante o evento.
Participação Internacional e Simbolismo Militar
O desfile na Praça Vermelha, um dos pontos altos das comemorações, contou com a participação de unidades das forças armadas de 13 países, marchando ao lado das tropas russas.
Putin destacou o “espírito de fraternidade de combate, forjado durante os anos da Segunda Guerra Mundial,” que marcou o evento.
Ele fez questão de elogiar a atuação de militares da Coreia do Norte, que, segundo ele, “junto com nossos combatentes, realizaram tarefas de maneira profissional e conscienciosa na libertação das regiões fronteiriças da província de Kursk das formações do regime de Kiev“.
O presidente russo afirmou que os soldados norte-coreanos “mostraram coragem e heroísmo, agiram de maneira extremamente profissional, demonstraram boa formação e preparação”.
A presença de líderes europeus, como os de Sérvia, Eslováquia e Bósnia e Herzegovina, foi celebrada por Putin como um ato de coragem diante de pressões externas.
“Entendemos a enorme pressão que enfrentaram e, por isso, valorizamos sinceramente sua coragem política, sua firme posição moral e sua decisão de compartilhar conosco a celebração, prestar homenagem à memória dos heróis da Grande Guerra Patriótica e da Segunda Guerra Mundial,” afirmou.
Ele criticou tentativas de intimidação contra esses líderes, questionando: “Quem eles tentaram intimidar? Aqueles que vieram a Moscou são líderes não por cargo, mas por caráter, por suas convicções e pela disposição de defendê-las.”
Conflito na Ucrânia e Proposta de Paz
Um dos pontos mais significativos do discurso foi a abordagem do conflito na Ucrânia. Putin acusou o governo de Kiev de sabotar iniciativas russas de cessar-fogo, citando “cerca de 130 violações” de um moratorium de 30 dias e “quase 5 mil violações” de um regime de cessação de hostilidades.
Ele revelou que, durante as comemorações do Dia da Vitória, a Rússia anunciou um terceiro cessar-fogo, que, segundo ele, foi ignorado por Kiev.
“As autoridades de Kiev não apenas rejeitaram nossa proposta de cessar-fogo, mas, como todos vimos, tentaram intimidar os líderes dos estados reunidos nas celebrações em Moscou,” declarou.
Apesar das tensões, Putin propôs a retomada de negociações diretas com a Ucrânia, sem condições prévias, a serem iniciadas em 15 de maio em Istambul.
“Propomos às autoridades de Kiev que retomem as negociações, interrompidas por elas no final de 2022, negociações diretas, sem quaisquer condições prévias,” anunciou.
Ele lembrou que negociações anteriores, mediadas pela Turquia, resultaram em um projeto de documento conjunto, que foi “jogado na lata de lixo” por pressão ocidental.
O presidente russo afirmou que discutirá a proposta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressando esperança de que a Turquia “confirme seu desejo de contribuir para a busca da paz na Ucrânia“.
Putin enfatizou que o objetivo das negociações é “eliminar as causas raiz do conflito, alcançar o estabelecimento de uma paz duradoura e de longo prazo”.
Ele expressou abertura para novos acordos de cessar-fogo, desde que sejam respeitados por ambas as partes, e criticou as intenções de “continuar a guerra com a Rússia pelas mãos de nacionalistas ucranianos” por parte de “curadores” ocidentais.
Relações com a China e Críticas ao Ocidente
O discurso também destacou a parceria estratégica com a China, com a presença do presidente Xi Jinping como convidado principal.
“Nosso abrangente parceria e interação estratégica com a República Popular da China pode servir como um exemplo genuíno de relações equitativas no século XXI,” afirmou Putin.
Ele anunciou uma visita oficial à China em setembro para celebrar a vitória sobre o Japão militarista, sublinhando o simbolismo de Moscou e Pequim como capitais das nações que “pagaram o preço mais alto pela vitória comum”.
Por outro lado, Putin criticou países ocidentais que, segundo ele, persistem em uma “retórica antirrussa” e em “ações claramente agressivas,” tentando impor ultimatos à Rússia.
Ele expressou otimismo, no entanto, sobre a possibilidade de restauração de relações com a Europa, com base em “lições da história” e no apoio de povos europeus.
Agradecimentos e Papel da Mídia
Ao encerrar, Putin agradeceu aos jornalistas internacionais que cobriram as celebrações, destacando seu papel em transmitir “a atmosfera única desses dias festivos em Moscou” para o mundo.
Ele também expressou gratidão aos participantes das celebrações, afirmando que “o espírito de solidariedade e harmonia que nos uniu nesses dias em Moscou nos ajudará a construir uma cooperação e parceria frutíferas em nome do progresso, da segurança e da paz”.
O discurso, proferido após uma intensa agenda de reuniões e eventos, reforça a posição da Rússia como um ator central na memória histórica da Segunda Guerra Mundial, enquanto busca posicionar-se como defensora de um diálogo pacífico em meio ao conflito na Ucrânia.
A proposta de negociações em Istambul, se aceita, pode representar um novo capítulo nas relações russo-ucranianas, embora a resposta de Kiev e de seus aliados ocidentais permaneça incerta.
Leia a íntegra do discurso de Vladimir Putin:
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“Saudações, estimadas senhoras e senhores, prezados colegas. Quero mais uma vez parabenizar todos vocês pelo feriado da Grande Vitória, agradecer aos nossos amigos e parceiros estrangeiros que estiveram conosco em Moscou nesses dias para os eventos comemorativos do jubileu, para prestar homenagem à geração dos vencedores.
Nós honramos todos que contribuíram para a vitória comum sobre o nazismo, incluindo nossos aliados na coalizão anti-Hitler, os combatentes da China, os participantes da resistência antifascista na Europa, os lutadores dos movimentos de libertação popular na África, na região Ásia-Pacífico, os voluntários dos países da América Latina, junto com nossos amigos e aliados.
Somos unidos pela memória comum e pelo respeito à história, pelo feito dos verdadeiros heróis que lutaram pela liberdade. E, claro, por nossa responsabilidade pelo futuro, pela construção de um mundo mais justo e seguro.
As questões que impactam diretamente o desenvolvimento estável e sustentável de toda a comunidade global, da Eurásia e de outras regiões do mundo, estiveram no centro das reuniões bilaterais e multilaterais realizadas em Moscou.
Elas ocorreram, naturalmente, em uma atmosfera solene e festiva, mas foram extremamente ricas e substanciais, repletas de temas da agenda política, econômica e humanitária.
Ao resumir, gostaria de fazer isso agora. Nos quatro dias, de 7 a 10 de maio, realizamos eventos de visitas oficiais de líderes de estados estrangeiros da República Popular da China, da República Bolivariana da Venezuela e da República Socialista do Vietnã.
Além disso, ocorreram 20 reuniões bilaterais com chefes de estados da CEI, Ásia, África, Oriente Médio, Europa e América Latina. Ao todo, 27 chefes de estado da CEI, Ásia, África, Oriente Médio, Europa e América Latina participaram das celebrações, além de cerca de dez líderes de organizações internacionais.
Outros seis países foram representados em alto nível. Vemos nessa ampla participação de delegações estrangeiras e organizações internacionais um testemunho inspirador da verdadeira consolidação em torno das ideias e valores perenes de nossa Grande Vitória comum.
Somos gratos aos líderes de 13 estados que enviaram unidades de suas forças armadas nacionais para participar do desfile na Praça Vermelha.
Sua marcha ombro a ombro com nossas unidades de desfile impregnou a celebração com uma energia especial, com o espírito de irmandade de combate, forjado nos anos da Segunda Guerra Mundial.
Fiquei feliz em agradecer pessoalmente os comandantes militares do Exército Popular da Coreia, transmitir as mais calorosas palavras aos soldados e comandantes da unidade de forças especiais da República Popular Democrática da Coreia, que, junto com nossos combatentes, cumpriram suas tarefas de maneira profissional, quero enfatizar, conscienciosa, na liberação das áreas fronteiriças da região de Kursk das formações do regime de Kiev.
Ressalto, mostraram coragem e heroísmo, agiram, quero dizer mais uma vez, com altíssimo profissionalismo, demonstraram boa preparação e treinamento.
E, claro, foi uma honra especial para todos os líderes dos estados saudar nas tribunas os verdadeiros heróis do jubileu da Vitória — os veteranos da Segunda Guerra Mundial da Rússia, de Israel, da Armênia, da Mongólia.
Destaco que, apesar das ameaças, chantagens e obstáculos, incluindo até o fechamento do espaço aéreo, líderes de alguns países europeus — Sérvia, Eslováquia, Bósnia e Herzegovina — vieram a Moscou.
Repito, entendemos a pressão massiva que enfrentaram e, por isso, valorizamos sinceramente sua coragem política, sua firme posição moral, sua decisão de compartilhar conosco a celebração, de prestar homenagem à memória dos heróis da Grande Guerra Patriótica, da Segunda Guerra Mundial, que lutaram por sua terra natal e pela libertação de toda a humanidade da praga marrom, sem qualquer exagero.
É importante para nós que milhões de europeus, líderes de países que conduzem políticas soberanas, lembrem disso. Isso nos enche de otimismo e esperança de que, mais cedo ou mais tarde, com base nas lições da história e na vontade de seus povos, começaremos a avançar para a restauração de relações construtivas com os estados da Europa, incluindo aqueles que hoje ainda não renunciam à retórica antirrussa, a ações claramente agressivas contra nós, tentando, como vemos diretamente nesses dias, falar conosco, em essência, em um tom grosseiro e com ultimatos.
Um verdadeiro exemplo de relações igualitárias modernas no século XXI é nossa parceria abrangente e interação estratégica com a República Popular da China.
O presidente da China, Xi Jinping, foi o principal convidado das cerimônias dedicadas à Grande Vitória. Realizamos negociações extremamente produtivas, adotamos duas declarações conjuntas no nível de chefes de estado.
Foi assinado um conjunto de acordos intergovernamentais e interdepartamentais, abrangendo áreas como energia, comércio, finanças, ciência, cultura e muito mais.
Como já mencionei, foi acordado que, em setembro, realizarei uma visita oficial à China para as celebrações dedicadas à vitória sobre o Japão militarista.
É profundamente simbólico e natural que os principais eventos memoriais, ligados ao fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e na Ásia, ocorram justamente em Moscou e Pequim, capitais dos estados cujos povos passaram pelas mais duras provações e pagaram o preço mais alto em nome da vitória comum.
Prezados colegas, acredito que seja óbvio para todos que, durante as negociações e encontros realizados em Moscou, também foi abordada a questão do resolução do conflito na Ucrânia.
Agradecemos a todos os nossos convidados, nossos amigos, pela atenção que dedicam a esse conflito e pelos esforços que empreendem para que ele seja concluído.
Considero necessário, nesse contexto, abordar esse tema separadamente.
Quero dizer que, como se sabe, a Rússia propôs repetidamente iniciativas para a cessação do fogo. No entanto, essas iniciativas foram sabotadas pela parte ucraniana vez após vez.
Assim, o regime de Kiev violou de maneira demonstrativa, cerca de 130 vezes, quero destacar, em ataques a instalações energéticas, que havia sido anunciado conforme nosso acordo com o presidente dos EUA, e não foi respeitado.
O regime de cessação do fogo, iniciado pela Rússia, foi violado pelas formações ucranianas quase cinco mil vezes.
Ainda assim, para a celebração do Dia da Vitória, que consideramos um feriado sagrado para nós, imagine, 27 milhões de perdas, bem, anunciamos um cessar-fogo pela terceira vez nesse feriado sagrado.
Ao mesmo tempo, transmitimos aos nossos colegas no Ocidente, que, na minha opinião, e me parece, buscam sinceramente caminhos para a resolução, transmitimos nossa posição sobre essa questão, sobre a cessação do cessar-fogo no Dia da Vitória, que no futuro não excluímos a possibilidade de estender os prazos desse cessar-fogo.
Mas, claro, após a análise do que ocorrerá nesses poucos dias, com base nos resultados, nossa proposta reagirá ao regime. E o que vemos? Quais são esses resultados? As autoridades de Kiev, vocês mesmos veem isso perfeitamente, não responderam de forma alguma à nossa proposta de cessação do fogo.
Além disso, após o anúncio de nossa proposta, que ocorreu, como vocês lembram, em maio deste ano, as autoridades de Kiev, já entre 6 e 7 de maio, lançaram ataques em grande escala.
No ataque, participaram 524 drones e várias mísseis de fabricação ocidental. Ao mesmo tempo, foram usados 45 barcos não tripulados no Mar Negro. E nesses três dias, durante o cessar-fogo anunciado por nós, ocorreu o que vocês também viram na mídia, nas suas reportagens.
Ficou claro que foram feitas tentativas direcionadas de atacar a fronteira estatal da Federação Russa na região de Kursk e na divisa com a região de Belgorod. Exatamente nos dias do cessar-fogo anunciado por nós.
Além disso, em outras direções, foram realizados mais 36 ataques. Todas essas investidas, incluindo as tentativas de penetrar no território da Federação Russa nas regiões de Kursk e Belgorod, foram repelidas. Mais do que isso, consideramos, nossos especialistas militares consideram, que elas não tinham qualquer significado militar, foram conduzidas exclusivamente por razões políticas.
O inimigo sofreu perdas muito grandes. E, como já disse, as autoridades de Kiev não apenas rejeitaram nossa proposta de cessação do fogo, mas, como todos vimos, tentaram intimidar os líderes dos estados reunidos nas celebrações em Moscou.
Vocês sabem, prezados colegas, eu observei, quando me encontrava com colegas aqui em Moscou, me veio um pensamento, que gostaria de compartilhar com vocês: quem eles tentaram intimidar, daqueles que vieram a Moscou para celebrar a vitória sobre a Alemanha nazista? Quem eles tentaram intimidar?
Afinal, aqueles que vieram até nós não são líderes por cargo, não por posição. São líderes por caráter, por suas convicções e pela disposição de defender suas convicções. E quem tentou intimidá-los? Aqueles que se colocam em posição de sentido, prestam continência e aplaudem ex-soldados das SS, e elevam ao status de heróis nacionais aqueles que colaboraram com Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.
Me parece que isso é uma tentativa com meios claramente inadequados, e aqueles que tentam fazer isso não correspondem à ambição que eles próprios almejam.
Repito mais uma vez, propusemos repetidamente passos para a cessação do fogo. Nunca recusamos o diálogo com a parte ucraniana. Lembro mais uma vez: não fomos nós que interrompemos as negociações em 2022. Foi a parte ucraniana que o fez.
Nesse contexto, apesar de tudo, propomos às autoridades de Kiev que retomem as negociações, interrompidas por elas no final de 2022, que retomem negociações diretas, e destaco, sem quaisquer condições prévias.
Propomos começar sem demora, já na próxima quinta-feira, 15 de maio, em Istambul, onde elas foram realizadas anteriormente e onde foram interrompidas. Como se sabe, os colegas turcos ofereceram repetidamente seus serviços para organizar tais negociações, e o presidente Erdoğan fez muito para organizá-las.
Lembro que, como resultado dessas negociações, foi preparado um projeto de documento conjunto, que foi rubricado pelo chefe da delegação negociadora de Kiev, mas, por insistência do Ocidente, foi simplesmente jogado no lixo.
Amanhã, temos agendada uma conversa com o presidente da Turquia, senhor Erdogan. Quero pedir a ele que proporcione essa oportunidade para a realização de negociações na Turquia. Espero que ele confirme seu desejo de contribuir para a busca da paz na Ucrânia.
Estamos determinados a conduzir negociações sérias com a Ucrânia, cujo sentido é eliminar as causas raiz do conflito, alcançar o estabelecimento de uma paz duradoura e de longo prazo na perspectiva histórica.
Não descartamos que, no curso dessas negociações, seja possível chegar a acordos sobre novos cessar-fogos, sobre uma nova cessação de hostilidades, e, destaco, um cessar-fogo real, que seria respeitado não apenas pela Rússia, mas também pela parte ucraniana, seria um primeiro passo, repito, para uma paz sustentável de longo prazo, e não um prólogo para a continuação do conflito armado após o rearmamento, recompletamento das Forças Armadas da Ucrânia e a febril escavação de trincheiras e novos pontos de apoio.
Quem precisa de tal paz? E nossa proposta, como se diz, está na mesa, a decisão agora cabe às autoridades ucranianas e seus curadores, que, ao que parece, guiados por suas ambições políticas pessoais, e não pelos interesses de seus povos, querem continuar a guerra com a Rússia pelas mãos de nacionalistas ucranianos. Repito, a Rússia está pronta para negociações sem quaisquer condições prévias, e agora há combates, uma guerra, e nós propomos retomar as negociações, que não foram interrompidas por nós.
O que há de errado nisso? Aqueles que realmente querem a paz não podem deixar de apoiar isso. Ao mesmo tempo, gostaria de expressar novamente nossa gratidão pelos serviços de mediação, pelos esforços voltados para a resolução pacífica da crise ucraniana, empreendidos por nossos parceiros estrangeiros, e isso inclui a China, o Brasil, países da África, do Oriente Médio, e, recentemente, a nova administração dos EUA.
Para concluir, gostaria de agradecer mais uma vez a todos que compartilharam conosco as celebrações festivas dedicadas à vitória sobre o nazismo. Estou certo de que o espírito de solidariedade e harmonia que nos uniu nesses dias em Moscou nos ajudará a construir uma cooperação e parceria frutíferas em nome do progresso, da segurança e da paz.
E, aproveitando a oportunidade, gostaria também de destacar o enorme papel dos jornalistas, representantes de agências de notícias mundiais, canais de televisão, imprensa, que cobriram os eventos do jubileu, o programa de várias horas das negociações e reuniões de trabalho atuais.
Fizeram muito para que pessoas em diferentes países do mundo sentissem a atmosfera única desses dias festivos em Moscou. E, claro, agradeço a vocês por este encontro, já que ele está acontecendo bem tarde, e, claro, todos já estão, naturalmente, cansados.
Muito obrigado pela atenção. E, como já é quase uma e meia da manhã, ou até mais de uma e meia da manhã em Moscou, despeço-me de vocês com Deus. Muito obrigado pela atenção. Até logo.












