Diretório Nacional aprova documento que exalta conquistas econômicas, critica Big Techs e convoca militância contra o bolsonarismo e a extrema-direita – LEIA ÍNTEGRA
Brasília, 09 de dezembro 2025
PT define reeleição de Lula como prioridade absoluta e desenha cenário de polarização para 2026
Em reunião realizada em Brasília no sábado (6/dez), o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma resolução política que estabelece as diretrizes centrais para o próximo ciclo eleitoral.
O documento, obtido pelo Urbs Magna, confirma que a “tática eleitoral terá como eixo central a reeleição do presidente Lula”, tratada como condição indispensável para a preservação da democracia e o enfrentamento à extrema-direita.
Cenário Econômico e Conquistas Sociais
O partido fundamenta sua estratégia nos resultados econômicos do atual mandato. Segundo a resolução, o Brasil vive um momento de recuperação, exemplificado pela “retirada do Brasil do Mapa da Fome, pela segunda vez” e pela redução da desigualdade aos menores níveis em 30 anos, com base em dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O texto destaca ainda o aquecimento do mercado de trabalho, citando dados do Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, e celebra a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Para a legenda, essas vitórias provam que “a distribuição de renda e a valorização do trabalho geram crescimento para a economia como um todo”.
O Embate com a Extrema-Direita e o “Fator Tarcísio”
A resolução adota um tom duro contra a oposição, identificando um “alinhamento global” da direita brasileira com o trumpismo – ideologia de poder associada ao presidente dos EUA, Donald Trump, e sua base – e o neofascismo europeu.
O documento cita nominalmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificando-o como o “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista” e acusando-o de transformar seu estado em um “laboratório da redução radical do papel do Estado”.
Numa menção direta ao cenário jurídico, o PT refere-se ao “início do cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro e dos militares golpistas” como uma vitória da democracia, sinalizando que a anistia para os envolvidos em atentados democráticos está fora de cogitação.
Contexto Histórico:
A menção à prisão refere-se aos desdobramentos das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e o planejamento de assassinatos de autoridades, fatos que marcaram a política nacional pós-2022 e resultaram na prisão de quatro generais e do ex-presidente, conforme aponta o documento.
Soberania Digital e Regulação das Big Techs
Inovando na pauta programática, o PT coloca a “soberania digital” no centro da disputa de 2026. A resolução alerta que não haverá eleição limpa sem enfrentar a desinformação e a manipulação algorítmica.
O partido defende explicitamente a “regulação das big techs” e a criação de um regime de responsabilização algorítmica.
O texto denuncia que empresas privadas controlam fluxos de informação que favorecem a extrema-direita e propõe um novo marco de proteção social para trabalhadores de aplicativos, garantindo direitos previdenciários onde houver “subordinação algorítmica”.
Segurança Pública e Política Externa
Reconhecendo a segurança como uma “questão nacional incontornável”, o partido defende a criação do Ministério da Segurança Pública e uma atuação focada em inteligência e combate financeiro ao crime organizado, contrapondo-se ao modelo de “repressão fracassada” da direita.
No plano internacional, o documento reafirma o apoio à soberania da Venezuela contra a “ingerência americana”, condena o “genocídio do povo palestino” e destaca a liderança do Brasil na COP30, que ocorrerá em Belém, consolidando a “transição ecológica” como eixo de desenvolvimento.
Estratégia para o Legislativo: A Batalha pelo Senado
Aprendendo com as dificuldades atuais no Congresso, onde vetos presidenciais foram derrubados no que o partido chama de “PL da Devastação”, a resolução traça uma meta clara: eleger uma bancada robusta de senadores. O objetivo é “conter potenciais avanços golpistas”, como tentativas de impeachment de ministros do STF.
O 8º Congresso Nacional do PT, agendado para abril, será o palco final para refinar essa tática e atualizar o estatuto partidário.
Para encerrar, o documento convoca a militância para atos no dia 8 de janeiro, reafirmando a data como um “marco histórico da vitória da democracia brasileira sobre o golpismo”, e para o ato “Mulheres Vivas” em 7 de dezembro (já finalizado), focado no combate ao feminicídio.
Leia a reprodução do documento na íntegra:

RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL







