Petista mobiliza deputados para reverter decisão polêmica e pressionar por punição ao parlamentar bolsonarista nos EUA
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PT recorre de decisão que mantém Eduardo Bolsonaro deputado
Brasília, 22 de outubro 2025
"Ainda hoje será protocolado junto à Mesa Diretora da Câmara nosso recurso contra a decisão absurda do Conselho de Ética de arquivar pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro", afirmou em suas redes sociais o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).
Segundo o deputado federal, já se iniciou "o recolhimento das assinaturas necessárias".
"É uma vergonha o que aconteceu. Eduardo continua nos EUA conspirando contra o Brasil e cometendo crime de traição nacional", disse o petista em publicação na plataforma de microblog X.
"É um absurdo Eduardo Bolsonaro não ter sido cassado e ainda ter equipe de assessores paga com dinheiro público para seguir traindo os interesses nacionais direto dos EUA", concluiu o petista.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou por 11 votos a 7 um pedido de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A manobra de Lindbergh Farias, que exige o apoio de pelo menos 52 assinaturas (1/10 dos deputados), visa levar o caso ao plenário, onde o petista aposta em uma reversão que poderia culminar na perda do mandato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A votação no Conselho de Ética, presidido por Fábio Schiochet (União Brasil-SC), seguiu o parecer do relator Delegado Marcelo Freitas (União-MG), que defendeu o arquivamento ao argumentar que as declarações de Eduardo Bolsonaro estariam amparadas pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal.
Para o relator, não haveria elementos concretos de quebra de decoro, especialmente em atos realizados fora do território nacional.
A base aliada ao governo, incluindo centrão e direita, celebrou a decisão como “técnica e imparcial”, enquanto opositores como Chico Alencar (PSOL-RJ) a rotularam de “atentado contra a democracia”, exigindo pelo menos uma investigação mínima.
Essa não é a primeira investida contra o deputado paulista. O processo arquivado nesta quarta integra uma série de quatro representações protocoladas desde agosto de 2025 pelo PT (três) e PSOL (uma), todas sob alegações de quebra de decoro por supostos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e lobby por sanções econômicas contra o Brasil junto a autoridades americanas.
Em agosto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destravou o envio dos casos ao colegiado, mas até sexta-feira (24/out) deve decidir se as demais ações serão apensadas para tramitação conjunta.
Paralelamente, Eduardo Bolsonaro acumula faltas não justificadas desde julho, após o fim de sua licença, o que por si só pode levar à cassação automática – uma frente que o PL tentou contornar ao indicá-lo como líder da minoria, manobra barrada por Hugo Motta.
Olhando para o histórico, as tensões remontam a 2023 e 2024, quando o Conselho de Ética já analisava 29 representações no primeiro ano da legislatura, contra apenas cinco em 2024, refletindo um ritmo mais lento em punições disciplinares.
Em julho passado, Lindbergh Farias reforçou um aditamento ao pedido de cassação, criticando o uso de acessórios como boné de Donald Trump por Eduardo Bolsonaro como símbolo de deslealdade ao país.
Setembro trouxe mais polêmica: o petista questionou a imparcialidade do relator Marcelo Freitas, pedindo sua troca por suposta amizade pública com o investigado e apoio a pautas bolsonaristas, como anistia aos atos de 8 de janeiro e impeachment de ministros do STF.
A recusa em se manifestar remotamente via Zoom durante a sessão de hoje só alimentou as acusações de evasão.
No contexto mais amplo, as ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA – onde reside desde fevereiro, alegando “perseguição política” – envolvem articulações para impor tarifas e restrições via Lei Magnitsky, citando o julgamento de Jair Bolsonaro como justificativa.
Em setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou por coação no curso de processo e obstrução de justiça, enquanto o STF abriu inquérito paralelo.
Críticos veem nisso uma interferência externa que compromete a soberania nacional, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
O recurso de Lindbergh Farias ganha urgência em meio a um Congresso polarizado, onde o centrão e a direita formam aliança para blindar bolsonaristas, como visto na votação de hoje.
Se colher as assinaturas, o plenário pode virar palco de um debate acirrado sobre ética parlamentar e lealdade ao Brasil.
Para o PT, é uma batalha simbólica: punir o “deputado EAD”, como ironizou Fernanda Melchionna (PSOL-RS), seria um recado contra conspirações transnacionais.
Resta aguardar se o plenário – e o público, atento a escândalos como esse – inclinará a balança para a accountability ou para a impunidade.
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É SERIO ISSO.NOS VAMOS CONTINUAR DEIXANDO O CARA MAAR NA TETA ENQUANTO PAGAMOS PRA ELE FALAR MAL DO BRASIL LA FORA?BRASIL ACORDA,VEJAM BEM QUEM SAO ESSES QUE ESTAO FAVORECENDO O INIMIGO DA PATRIA.
SO AQUI MESMO QUE TEM POLITICOS SENVERGONHA QUE PROTEGEM BANDIDO.QUE DECEPÇÃO.😠😡😡🤬🤬
Incoerências, inconsistências, salvaram o bananinha, e aprovaram cassar o mandato do deputado Glauber
A câmara federal é uma facção criminosa, protetora de terroristas
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