Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo
    Toque e saiba mais sobre o tema

    CGU aponta indícios de superfaturamento de R$ 2,4 milhões e margens de até 748% em instituto ligado ao filme de Bolsonaro

    — calculando —
    Jim Caviezel como Bolsonaro no filme Dark Horse e Karina Ferreira da Gama

    📷 Ator norte-americano Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro para o filme Dark Horse / Portal Leo Dias | A empresária Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil e sócia da produtora Go Up Entertainment | Foto: Montagem Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    09 de junho de 2026

    O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta terça-feira (9) uma representação na Polícia Federal (PF) solicitando a abertura de investigação sobre a empresária Karina Ferreira da Gama. A informação foi divulgada inicialmente pela Rádio Itatiaia e posteriormente confirmada pelo UOL.

    Segundo a representação assinada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e pelo vereador paulistano Nabil Bonduki, Karina Ferreira da Gama é presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e sócia da produtora Go Up Entertainment, apontada por reportagens da imprensa como responsável pela produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    De acordo com o documento apresentado pelo PT à Polícia Federal, os autores da representação pedem a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o Instituto Conhecer Brasil.

    O texto menciona suspeitas de desvio de recursos públicos e parafiscais, superfaturamento, falsidade documental, utilização de empresas sem capacidade operacional compatível com os contratos analisados, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

    As alegações apresentadas na representação não constituem conclusão das autoridades responsáveis pela investigação.

    Segundo reportagens do Intercept Brasil, baseadas em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), o Instituto Conhecer Brasil teria atuado como intermediário em projetos financiados com recursos do Sistema S.

    As conclusões mencionadas pelo veículo decorrem de análises realizadas pela CGU e ainda podem ser contestadas pelos envolvidos.

    De acordo com os relatórios da CGU citados pelo Intercept Brasil, entre 2017 e 2018 o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-Sesi) repassou aproximadamente R$ 11 milhões ao Instituto Conhecer Brasil para a realização de projetos como a Feira da Cidadania, desenvolvida em diferentes estados, e a Fórmula Truck Kids, realizada no Distrito Federal.

    Segundo as auditorias da CGU reproduzidas pelo Intercept Brasil, os auditores identificaram indícios de superfaturamento estimados em pelo menos R$ 2,4 milhões nos contratos analisados.

    Os relatórios mencionam possíveis inconsistências em despesas, contratações e repasses examinados durante o trabalho de auditoria.

    Conforme os documentos da CGU citados pelo Intercept Brasil, no Pará foram apontados prejuízos potenciais superiores a R$ 1,3 milhão.

    Segundo os mesmos relatórios, no Rio Grande do Norte teriam sido identificadas inconsistências de valor semelhante.

    Ainda de acordo com a auditoria, no Piauí foram registradas margens de lucro consideradas incompatíveis com parâmetros de mercado, chegando a até 748% em alguns contratos examinados pelos auditores.

    Segundo a CGU, conforme relatado pelo Intercept Brasil, o Instituto Conhecer Brasil não possuía funcionários registrados nem estrutura operacional considerada compatível com a execução direta dos projetos financiados durante o período analisado.

    De acordo com os auditores, a entidade transferia a execução das atividades para empresas terceirizadas contratadas para a realização dos eventos.

    Ainda segundo o Intercept Brasil, com base nos relatórios da CGU, empresas contratadas pelo instituto também teriam apresentado estrutura operacional limitada para a execução dos serviços previstos nos contratos.

    As conclusões dos auditores permanecem sujeitas ao contraditório e à ampla defesa.

    A TV Brasil informou que a Polícia Civil de São Paulo realizou operação relacionada ao Instituto Conhecer Brasil no âmbito de uma investigação sobre possíveis irregularidades em um contrato do programa WiFi Livre SP.

    Segundo a emissora pública, a apuração envolve contrato firmado durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    De acordo com informações citadas na representação do PT, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia apontado irregularidades envolvendo o Instituto Conhecer Brasil em auditorias anteriores relacionadas a convênios do Ministério da Cultura.

    Eventuais conclusões dessas auditorias devem ser consultadas diretamente nos documentos oficiais do tribunal.

    Segundo a representação protocolada pelo PT, a Polícia Federal também deveria investigar possíveis conexões entre contratos analisados por órgãos de controle e a produção do filme Dark Horse.

    Os autores do documento sustentam que há elementos suficientes para justificar a apuração dessas relações.

    De acordo com a representação apresentada à PF, existe a necessidade de investigar se recursos oriundos de contratos administrados pelo Instituto Conhecer Brasil tiveram alguma relação, direta ou indireta, com o financiamento da produção cinematográfica.

    A representação não apresenta conclusão definitiva sobre essa hipótese, mas solicita que ela seja apurada pelas autoridades competentes.

    Segundo reportagens publicadas pelo UOL, o documento encaminhado pelo PT pede acesso a informações da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além da realização de perícias contábeis e da oitiva de dirigentes das entidades mencionadas.

    De acordo com reportagens do UOL, a Polícia Federal ainda não informou se instaurará inquérito para investigar os fatos narrados na representação.

    A abertura de eventual investigação dependerá da análise das autoridades responsáveis.

    Segundo as reportagens consultadas, a Go Up Entertainment, o Instituto Conhecer Brasil e Karina Ferreira da Gama não haviam se manifestado publicamente sobre o conteúdo das acusações até o momento da publicação das matérias que serviram de base para esta reportagem.

    Até o momento, não há decisão judicial transitada em julgado que confirme as suspeitas descritas na representação apresentada pelo PT.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

     

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading