A sigla do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, contou com R$ 27,9 milhões durante o ano passado
O Partido dos Trabalhadores recebeu em 2022 o maior volume de doações de pessoas físicas, de acordo com as declarações entregues pelas legendas políticas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na sexta-feira (30/6).
A sigla do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, contou com R$ 27,9 milhões durante o ano passado. Segundo a Folha de S. Paulo, o empresário fundador da Qualicorp e da QSaúde, José Seripieri Filho foi o principal financiador individual do PT.
Ele repassou R$ 2,6 milhões. O PP foi o segundo maior beneficiado por doações, tendo recebido R$ 18,5 milhões.
O empresário presidente da Cosan S.A. – das áreas de açúcar, álcool, energia, lubrificantes, e logística, Rubens Ometto, que também integra o Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, foi o principal doador do PP, com R$ 6 milhões, e do Republicanos, com R$ 3 milhões, mas também doou R$ 1 milhão ao PT.
Segundo o texto, Seripieri é amigo de Lula há cerca de 10 anos e cedeu seu avião para o estadista viajar para a COP 27, (Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), realizada no Egito em novembro.
Derrotado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou receita de R$ 90 milhões em doações para a campanha, a maior cifra entre candidatos de 2022.
O PL, porém, foi apenas 10º partido que mais recebeu doações para o funcionamento da legenda, totalizando R$ 1,5 milhão.
A prestação de contas entregue pelo partido ao TSE, porém, afirma ter havido uma receita total de R$ 68 milhões 2022, mas só de Fundo Eleitoral o partido recebeu R$ 287 milhões.
Dos R$ 653,6 milhões arrecadados pelo PT durante 2022, por exemplo, R$ 603,7 milhões têm essa origem –R$ 499,6 milhões são do fundo eleitoral e cerca de R$ 104 milhões foram repassados do fundo partidário.
Terceiro maior beneficiado por doações de pessoas físicas, com R$ 17 milhões, o PSD teve como principal financiador individual Wagner Louis de Souza, fundador da Century, que vende antenas parabólicas.
Ele entregou R$ 2,5 milhões para a legenda. Em seguida, o PSDB acumulou R$ 11,3 milhões em doações privadas.
O maior financiador foi José Ricardo Rezek, fundador do grupo Rezek, que lida com agronegócio e energia, entre outros ramos.
O mesmo grupo é sócio da RZK Digital, empresa que distribui campanhas publicitárias em telões de LED.
A RZK é representada em negociações com o governo federal pela Omnia 360, que pertence a Arthur Lira Filho, filho do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
O Republicanos recebeu R$ 10,2 milhões de pessoas físicas, sendo Rubens Ometto o principal doador.
Outra legenda do centrão, o União Brasil ganhou R$ 9,9 milhões neste tipo de doação.
O maior financiador foi o empresário Emival Ramos Caiado Filho, primo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).
“As doações de pessoas físicas são aceitas, desde que os doadores não exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração ou cargo ou emprego público temporário, salvo os filiados a uma agremiação partidária”, afirma o TSE, em nota divulgada no seu site.
Os maiores doadores do MDB foram integrantes da família Koren de Lima (R$ 1,3 milhão), controladora da Hapvida, do ramo de saúde privada.
