A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), exigiu nesta terça-feira (8) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tome providências e casse o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ele cobrou ação do TSE após o WhatsApp confirmar o envio ilegal de mensagens na campanha de 2018
“Empresários fizeram disparos em massa contra o PT, contas de WhatsApp foram banidas por suspeitas usar robôs e Fake News e o aplicativo reconhece envio ilegal de mensagens. Tudo isso é vedado por lei, o que falta para o TSE investigar?”, questionou a dirigente petista.
A fraude eleitoral na eleição brasileira de 2018 foi revelada pelo gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, em palestra no Festival Gabo, em Medellín, na Colômbia.
“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou o executivo do aplicativo.
De acordo com a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha, que estourou o esquema das fake news de Bolsonaro na campanha presidencial, Supple reconheceu que eleições podem ser vencidas ou perdidas no WhatsApp.
“Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, disse à repórter da Folha, que viajou a Medellín a convite do Festival Gabo.
Na eleição presidencial de 2018, empresários apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens em massa contra o petista Fernando Haddad, que foi derrotado e também acabou multado pelo TSE pelo impulsionamento irregular de conteúdo desfavorável ao seu então adversário.
Empresários fizeram disparos em massa contra o PT, contas de WhatsApp foram banidas por suspeitas usar robôs e Fake News e o aplicativo reconhece envio ilegal de mensagens. Tudo isso é vedado por lei, o que falta para o TSE investigar? https://t.co/tHYHgr5ZVz
— Gleisi Lula Hoffmann (@gleisi) October 8, 2019
