O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, informou a adoção de providências jurídicas para identificação e punição dos responsáveis por conteúdos em plataformas digitais que promovem violência e ódio contra mulheres do partido / Foto: reprodução perfil X | A ministra e presidente do TSE, Cármen Lúcia / Foto; Alejandro Zambrana/Secom/TSE | A logomarca do TikTok / Foto: reprodução redes sociais
Brasília (DF) · 12 de abril de 2026
O Partido dos Trabalhadores PT adotou providências jurídicas imediatas contra a circulação de vídeos produzidos por inteligência artificial que simulam agressões violentas a mulheres identificadas com a legenda.
A iniciativa, coordenada pelo presidente nacional Edinho Silva, inclui notificação extrajudicial às plataformas TikTok, Meta, Facebook e Instagram, além de representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado (11/abr).
Os conteúdos, conforme denunciados pelo “jornalista Leandro Demori (@demori) e o ICL Notícias (@ICLNoticias)”, conforme mensagem de Edinho Silva, referem-se a “vídeos produzidos com Inteligência Artificial que estimulam a violência política contra o PT” e mostram mulheres vestindo camisetas sendo agredidas fisicamente por supostos líderes religiosos em cenas que imitam rituais de exorcismo.
Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do partido, classificou o material como “grave, chocante e inadmissível”.
Ele destacou que o expediente representa “a ponta do iceberg” de uma estratégia mais ampla baseada no ódio e na mentira, incentivada por exemplos do Partido Liberal, legenda associada aos Bolsonaros.
Em nota oficial, Edinho Silva declarou: “Esses conteúdos inaceitáveis são um ataque à democracia, à integridade do debate público e à segurança de pessoas e instituições. Vamos adotar todas as providências jurídicas cabíveis para que os responsáveis sejam devidamente identificados. Da mesma forma, é fundamental que as plataformas digitais ajam para remover e bloquear esse tipo de material, que é prejudicial à sociedade e contamina o processo eleitoral. Não podemos normalizar o uso da tecnologia para promover ódio, desinformação e violência”.
A ação do PT reforça o compromisso com a proteção de mulheres e a integridade do debate público em ano eleitoral.
Reportagens publicadas por outros veículos confirmam a circulação dos vídeos nas redes e o teor das medidas adotadas.
A Agência Lupa já havia identificado a disseminação dos mesmos conteúdos desde dezembro de 2025, com milhões de visualizações.
A resposta institucional do PT sinaliza que o uso de inteligência artificial para fomentar violência política e ataques a bolsonaristas não será tolerado.
O partido convocou dirigentes, parlamentares, movimentos sociais e a sociedade civil a denunciarem os conteúdos e a se somarem à defesa das instituições democráticas.
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