Influencer afirma que campanha de parte dos deputados mente sobre o tema ao envolver a Amazônia – ENTENDA
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Brasília, 20 de abril de 2025
O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou o Projeto de Lei 1725/25, que busca proibir a exploração de novos blocos de petróleo e gás na Amazônia, com foco na Bacia da Foz do Amazonas, e obrigar a recuperação ambiental de áreas exploradas.
A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, cita desastres ambientais como os vazamentos na Baía de Guanabara (2000) e na costa brasileira (2019) para justificar a proteção da floresta.
Valente argumenta que a exploração contraria alertas climáticos e pode degradar a Amazônia.
No entanto, o projeto gerou controvérsias dentro do próprio PSOL, com o presidente do partido no Amapá, Paulo Lemos, defendendo a exploração sustentável pela Petrobras e criticando a iniciativa de Valente.
O influenciador Thiago dos Reis acusou deputados do PSOL, incluindo Valente, de espalhar fake news ao associar a exploração da Margem Equatorial à Amazônia.
Em postagem no X, ele disse que a área de exploração fica a mais de 500 km da foz do rio Amazonas, no oceano, e destacou que Guiana e Suriname lucram bilhões explorando a mesma região.
A Margem Equatorial, que abrange do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vista como uma nova fronteira petrolífera, com a Petrobras planejando investir mais de US$ 3 bilhões até 2028.
Outros críticos reforçam que a localização não é na Amazônia e acusam o PSOL de obstruir o desenvolvimento econômico.
O debate opõe interesses econômicos e ambientais. O governo Lula defende que os lucros da exploração poderiam financiar a transição energética, mas o Ibama, pressionado, decidirá sobre as licenças.
Caso o projeto de Valente avance, os planos da Petrobras podem ser comprometidos. A controvérsia revela divisões políticas e a dificuldade de equilibrar crescimento econômico com preservação ambiental, enquanto países vizinhos capitalizam a riqueza petrolífera da região.
A discussão ganhou tração nas redes, com perfis destacando o projeto de Valente, enquanto outros criticam-no por suposta desinformação.
O tema segue aquecido, com o Congresso e o Ibama no centro das decisões que moldarão o futuro energético e ambiental do Brasil.
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Afinal. A margem equatorial fica ou não na Amazônia?
A Margem Equatorial brasileira é uma faixa costeira marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, abrangendo cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará–Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Apesar de incluir a Bacia da Foz do Amazonas, que leva o nome do rio Amazonas, a área de exploração petrolífera, como o bloco FZA-M-59, está localizada em alto-mar, a mais de 500 km da foz do rio Amazonas e a cerca de 160-175 km da costa do Amapá, em águas profundas (acima de 2.800 metros).
Tecnicamente, portanto, a Margem Equatorial não fica na Amazônia continental, mas em águas oceânicas distantes da floresta amazônica.
Contudo, o nome “Foz do Amazonas” e a proximidade geográfica com a região amazônica geram confusão, alimentando debates sobre impactos ambientais em ecossistemas costeiros sensíveis, como manguezais e recifes, que têm conexão ecológica com a Amazônia.
Ambientalistas, como o Greenpeace, argumentam que um vazamento poderia afetar áreas amazônicas, enquanto a Petrobras e outros defensores da exploração enfatizam a distância física da floresta.
Guiana e o Suriname estão enriquecendo com exploração de petróleo em região da margem equatorial?
Sim, Guiana e Suriname estão obtendo ganhos econômicos significativos com a exploração de petróleo na Margem Equatorial, que se estende por suas águas territoriais, geologicamente semelhante à porção brasileira.
Guiana: Desde 2015, a ExxonMobil explora o Bloco Stabroek, produzindo cerca de 375 mil barris de óleo equivalente por dia desde 2019, com reservas estimadas em 11 bilhões de barris.
O país teve um crescimento do PIB superior a 35% em 2022, um dos maiores do mundo, e planeja produzir 1,2 milhão de barris/dia até 2027.
O governo distribui royalties diretamente, com pagamentos de US$ 480 por cidadão.
Suriname: Descobertas no Bloco 58, operado pela TotalEnergies e Apache, indicam potencial de 220 mil barris/dia a partir de 2028, com projeções de US$ 10 bilhões em 20 anos. O programa “Royalties for Everyone” oferece títulos de poupança de US$ 750 por cidadão.
Ambos os países capitalizam o boom petrolífero, mas enfrentam riscos de má gestão.
Enquanto isso, o Brasil, com potencial estimado de 5,6 a 30 bilhões de barris na mesma região, enfrenta atrasos devido a questões ambientais e licenças.












