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PSOL reformula programa partidário em 2025 e se adapta ao governo Lula, dando novos rumos à esquerda

    Lula nos braços do Psol: o programa atual do partido, aprovado em 2004, diz que o petista é um agente na defesa dos interesses do grande capital financeiro. É improvável que o texto continue assim”, diz a revista piauí

    PSOL reformula programa partidário em 2025 e se adapta ao governo Lula, dando novos rumos à esquerda

    Após 20 anos, partido revisa documento fundador para alinhar ideais socialistas aos desafios do século 21, enquanto fortalece apoio ao estadista Luiz Inácio Lula da Silva – SAIBA MAIS

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    Brasília, 18 de abril de 2025

    O PSOL, prestes a completar duas décadas em 2025, anunciou a primeira revisão de seu programa partidário, originalmente lançado em 2004, para adequá-lo às demandas contemporâneas da esquerda brasileira.

    O processo, iniciado em fevereiro com a formação de uma comissão nacional, busca incorporar temas como crise climática, democracia, direitos humanos, transição ecológica e novo modelo econômico, conforme destacou a presidente do partido, Paula Coradi, em entrevista à Folha de S. Paulo.

    A revisão, que inclui seminários e contribuições digitais de filiados, deve ser concluída em setembro, mantendo o caráter socialista do partido sem guinadas ao centro, apesar da aproximação com o governo Lula.

    A relação com o PT e o governo Lula, formalizada em 2022 com o apoio à candidatura presidencial marca um ponto de inflexão para o PSOL, que historicamente fez oposição aos governos petistas.

    A revista piauí detalha, em artigo publicano no início do mês, que o partido, fundado por dissidentes do PT, agora debate a manutenção de princípios como o rechaço à conciliação de classes, enquanto líderes como Guilherme Boulos defendem a aliança com Lula como estratégica.

    A revisão do programa reflete a necessidade de atualizar pautas, como a superação de referências obsoletas à Alca, e responder a críticas internas, como a desfiliação de Babá, que acusou o PSOL de “envelhecimento precoce”.

    O processo de reformulação ocorre em um contexto de fortalecimento da esquerda, mas também de desafios internos. O UOL aponta que o PSOL busca se posicionar como um partido dinâmico, capaz de dialogar com novas lutas sociais, como questões identitárias e ambientais, que ganharam peso desde sua fundação.

    A adesão à frente ampla de Lula, conforme analisado pela Folha, gerou divisões internas, com figuras como Glauber Braga resistindo à aliança com o PT. A revisão programática visa unificar o partido em torno de um projeto que combine fidelidade ideológica com pragmatismo político.

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    A atualização do programa partidário do PSOL é um marco para a esquerda brasileira, que enfrenta o desafio de se reinventar em um cenário de polarização e crise econômica.

    Dados do Datafolha mostram que a aprovação de Lula subiu de 24% para 29% em 2025, sinalizando espaço para coalizões de esquerda, mas também a necessidade de o PSOL se diferenciar para manter sua identidade.

    O partido aposta em um programa que, segundo Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, reflita os “novos tempos” e gere esperança, enquanto busca ampliar sua influência em um Brasil que clama por respostas às desigualdades e à crise climática.

    Segundo a publicação da piauí, o novo programa partidário do PSOL marca uma mudança em sua estratégia política ao propor uma frente ampla com o governo Lula para enfrentar o avanço da extrema direita no Brasil.

    O documento, aprovado em conferência nacional, reconhece a necessidade de alianças táticas com setores progressistas, incluindo o PT, para fortalecer a democracia e combater o bolsonarismo.

    Apesar de manter críticas ao neoliberalismo e às políticas econômicas de Lula, o partido enfatiza a unidade contra o fascismo, propondo um “governo de transição” que combine democracia participativa com medidas anticapitalistas, como a taxação de grandes fortunas e a revogação de reformas trabalhistas.

    A mudança gerou debates internos, com setores do PSOL, como o grupo Resistência, defendendo maior radicalidade e questionando alianças com o PT, enquanto a direção nacional, liderada por figuras como Guilherme Boulos, argumenta que a conjuntura exige pragmatismo para evitar retrocessos.

    O programa também destaca pautas históricas do partido, como justiça climática, direitos indígenas e combate às desigualdades, mas busca ampliar o diálogo com movimentos sociais e eleitores desiludidos com a polarização.

    A estratégia visa reposicionar o PSOL como força relevante em 2026, equilibrando identidade de esquerda com influência em um cenário político fragmentado.

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