Crítico da possível candidatura de Doria ao Planalto em 2022, o mineiro apontou o risco de o partido definhar, caso cometa o erro de ficar refém de um “projeto pessoal”
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que seu partido “tem que tomar cuidado para não acabar em 2022” e apontou o risco de seu partido definhar, caso cometa o erro de ficar refém de um “projeto pessoal”, além de reforçar críticas à possível candidatura de Doria ao Planalto.
A legenda, fundada em 1988 e que tem como presidente nacional, desde 2019, Bruno Araújo, conta hoje com aproximadamente 1.354.924 filiados – terceiro do ranking nacional atrás do MDB (2.125.665 filiados) e do segundo colocado PT (1.541.731 filiados), de acordo com dados do TSE de maio passado.
Derrotado para Dilma Rousseff em 2014 e, por isso, sem ter mais o controle do PSDB para o grupo aliado ao governador de São Paulo, Aécio não sente mais, desde aquele pleito, o ninho tucano tão aconchegante como quando inflava o povo com seus discursos acalorados e alienantes contra a presidenta que acabou sendo impichada pelo golpe que adveio da insatisfação da extrema direita com o PT no poder e que acarretou na história recente que conhecemos sobre a operação Lava Jato.
De acordo com a matéria, o tucano defendeu que seus correligionários apostem na chamada terceira via, mesmo que a polarização entre o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se imponha no próximo pleito. O objetivo seria fortalecer as bancadas federais, tanto na Câmara quanto no Senado.
Para Aécio, as prévias na legenda devem ocorrer, no entanto ele defende que o pré-candidato escolhido tenha consciência de que poderá ter que abrir mão da candidatura em favor de uma composição que garanta o fortalecimento da sigla.
Entre nomes credenciados para a disputa no PSDB, além de Doria, surgem o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do senador Tasso Jereissati (CE). Os dois últimos têm participado de conversas com demais partidos de centro para construir alternativa à polarização.
Nesse rol de possíveis presidenciáveis que podem sair do grupo, está ainda o primeiro ministro da Saúde de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e já se cogitou o nome do apresentador Luciano Huck – que renovou contrato com a Globo, para substituir Faustão aos domingos, e abandonou a pretensão de ser candidato.
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