Hugo Motta suspende comissões durante “recesso branco” como tentativa de evitar palco para desestabilização da ordem democrática – SAIBA MAIS
Brasília, 22 de julho de 2025
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), apontou, em suas redes sociais, uma suposta estratégia do Partido Liberal (PL) para transformar o Congresso Nacional em um palco de confronto político.
Segundo o petista, a placa com o nome de Jair Bolsonaro (PL) que já estava pronta em uma mesa era parte de um plano para provocar uma reação que culminasse na prisão do o ex-presidente, seguida de acusações de “ditadura” contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
A Câmara dos Deputados iniciou nesta terça-feira (22/jul), até 1º de agosto, um período conhecido como “recesso branco“, que não é o recesso parlamentar formal previsto pela Constituição.
Basicamente, mesmo que o calendário legislativo oficial determine o trabalho de fevereiro a julho e de agosto a dezembro, e a Constituição estabeleça que o Congresso não pode entrar em recesso em julho sem antes aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), os presidentes da Câmara e do Senado decidiram por uma pausa informal de duas semanas.
Durante esse “recesso branco“, as sessões legislativas são paralisadas, não há reuniões de comissões e a presença dos parlamentares não é registrada. Isso significa que, na prática, os legisladores não estão trabalhando ativamente, embora tecnicamente não estejam em recesso oficial devido à pendência da LDO.
Manobra do PL
De acordo com Lindbergh, a manobra do PL visava desrespeitar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que impôs medidas cautelares a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais ou se comunicar com autoridades estrangeiras.
A presença de Bolsonaro na Câmara, na segunda-feira (21/jul), onde ele exibiu a tornozeleira e fez declarações públicas, foi interpretada pelo petista como uma tentativa deliberada de descumprir essas restrições.
“Era uma encenação planejada para gerar o momento da prisão — e depois gritar ‘ditadura’”, escreveu Lindbergh em sua conta no X.
A extrema-direita busca capitalizar a imagem de Bolsonaro como vítima de perseguição, enquanto governistas defendem a institucionalidade e o respeito às decisões judiciais.
A atuação de Hugo Motta, ao suspender as comissões, é vista como uma tentativa de evitar que a Câmara seja usada como palco para provocações que desestabilizem a ordem democrática. Como afirmou Lindbergh, “não é show, é o Parlamento”.
Em outra mensagem, o líder do PT também criticou a tentativa da oposição de realizar reuniões de comissões durante o recesso, o que contraria o ato de Hugo Motta que suspendeu essas atividades até 1º de agosto.
“A extrema-direita quer transformar o Parlamento num circo de horrores, desrespeitando normas internas para fazer proselitismo em pleno recesso. Não aceitaremos esse vale-tudo”, afirmou Lindbergh, destacando a importância de respeitar o regimento interno e a autoridade da Presidência da Casa.
A decisão de Motta de proibir sessões de comissões gerou forte reação entre deputados bolsonaristas, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), que planejavam usar esses espaços para defender Bolsonaro e atacar Moraes.
Segundo o jornal O Globo, a medida de Motta foi elogiada por governistas, mas criticada pela oposição, que viu na suspensão uma tentativa de limitar o debate político.
Lindbergh protocolou, na segunda-feira (21/jul), um pedido de prisão preventiva de Bolsonaro, alegando descumprimento das medidas cautelares impostas por Moraes. A solicitação foi motivada pela transmissão de um discurso de Bolsonaro na internet durante sua visita à Câmara, o que violaria a proibição de acessar redes sociais.
Além disso, Lindbergh também pediu a suspensão do mandato e o bloqueio do salário do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que permanece nos Estados Unidos após o fim de sua licença parlamentar, em 20 de julho.
O petista acusa Eduardo de articular contra o STF e o Brasil no exterior, o que teria contribuído para a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo presidente dos EUA, Donald Trump.









Eita que esses BOLSONARISTAS são uns DEMÔNIOS…
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