Protestos em massa varrem os EUA neste sábado (5) contra os cortes sociais e as tarifas de Trump (vídeo)
Milhões de americanos em todos os 50 estados saíram às ruas em uma onda contra as recentes políticas do presidente – SAIBA MAIS
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Washington, D.C., 5 de abril de 2025
Neste sábado (5/abr), milhões de americanos em todos os 50 estados saíram às ruas em uma onda de protestos contra as recentes políticas do presidente Donald Trump, incluindo cortes acentuados em programas sociais e a imposição de tarifas generalizadas sobre importações estrangeiras.
Essas demonstrações, ocorrendo em meio a uma crescente incerteza econômica e tensão política, marcam uma escalada significativa na dissidência pública desde a posse de Trump no início deste ano.
Os protestos foram apelidados de “Hands Off!”, que em português significa “tire as mãos”. A expressão é usada pelos americanos em situações de oposição a uma intervenção ou interferência.
Organizadores atuaram em centenas de cidades, com grandes comícios em Washington, D.C., Nova York e Los Angeles. Na capital dos EUA, dezenas de milhares se reuniram no National Mall, a grande área verde que é o lar de monumentos icônicos, como o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington. A oeste, está localizada a cúpula do Capitólio dos Estados Unidos e, ao norte, a Casa Branca.
Os manifestantes têm na pauta sua insatisfação ao que veem como um ataque à assistência médica, à Previdência Social e ao financiamento da Educação. Os protestos foram em grande parte pacíficos, embora as tensões tenham aumentado em algumas áreas quando os manifestantes confrontaram símbolos da administração Trump, como o Trump International Hotel em Las Vegas.
Todas as manifestações deste sábado foram parcialmente estimuladas pelas tarifas do apelidado por Trump como “Dia da Libertação”, que em 2 de abril teve o anúncio do presidente impondo imposto básico de 10% sobre importações de todos os países, com taxas mais altas visando nações como China e México.
As tarifas, já vinculadas a uma queda de 4% no Dow Jones, o mais tradicional índice do mercado americano de ações, aumentaram os temores de alta nos preços ao consumidor. Em Minneapolis, os manifestantes agitaram cartazes dizendo “Não ao imposto de Trump sobre as famílias”, refletindo preocupações sobre os efeitos econômicos detalhados no relatório.
Além disso, a nova administração Trump propôs cortes de US$ 2 trilhões em programas sociais como Medicaid e assistência alimentar. Em Boston e Denver, organizadores estimaram multidões na casa dos milhares, gritando slogans como “Hands Off Our Future – Tire as mãos do nosso futuro“.
Estes cortes, combinados com as tarifas, uniram grupos diversos, como sindicatos, defensores da saúde e comunidades de imigrantes, que atenderam ao chamado compartilhado a para reversão dessas políticas.
Também ocorreram protestos de solidariedade aos dos EUA, no Canadá, México e Europa.
O protestante britânico Hugo Brook segura uma escova de vaso sanitário para limpar cocô com a figura de Trump durante a manifestação “Hands Off!” contra o presidente e o bilionário Elon Musk, na Trafalgar Square 05/abr/2025 | AP Photo/Kin Cheung
Estima-se que, em Washington, D.C., mais de 20 mil pessoas participaram do comício do National Mall, organizado por uma coalizão de 150 grupos ativistas. Cidades do memo estado, como Seattle, viram manifestantes se reunirem perto do Space Needle, a famosa torre de observação, denunciando o impacto das tarifas em regiões dependentes do comércio e a influência de Elon Musk, aliado de Trump e chefe do Departamento de Eficiência Governamental.
O jornal Washington Post enquadrou os protestos em um contexto econômico mais amplo, citando um risco de recessão de 60% sinalizado pelo JPMorgan – empresa que oferece soluções para empresas, governos e instituições – devido às tarifas.
Em Sacramento, na Califórnia, manifestantes carregavam bandeiras americanas e mexicanas, simbolizando a oposição transfronteiriça às políticas comerciais de Trump, cujo governo manteve silêncio sobre os protestos, contrastado pela alegação do presidente nas mídias sociais de que “os mercados prosperarão“, uma declaração recebida com ceticismo pelos economistas entrevistados no artigo do WP.
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