
Manifestantes marcham na Times Square (Nova Iorque) até a missão israelense na ONU para denunciar a campanha militar de Israel contra o Irã |18.6.2025| Selçuk Acar/Agência Anadolu
Jerusalém tenta justificar com a narrativa de defesa contra ameaça nuclear de Teerã, mas falta de evidências conforme relatórios da IAEA alimentam críticas – SAIBA MAIS
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Brasília, 21 de junho de 2025
Os protestos contra os ataques de Israel ao Irã e à Faixa de Gaza foram intensificados no decorrer desta semana, com manifestantes exigindo justiça para a Palestina, especialmente após Teerã ter sido alvo, em 13 de junho, de uma ofensiva iniciada pelo governo liderado por Benjamin Netanyahu.
As populações de diversos países realizaram demonstrações no Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e América Latina.
No Irã, Iraque e Líbano, o povo foi às ruas depois das orações de sexta-feira, por temor às investidas contra instalações nucleares e militares. Em Teerã, manifestantes queimaram bandeiras de Israel e dos EUA, entoando slogans como “Morte a Israel” e pedindo retaliação.
Em Londres, a Palestine Solidarity Campaign organizou atos em Parliament Square, com cartazes pedindo o fim dos bombardeios ao Irã e um cessar-fogo em Gaza.
Em Haia, cerca de 150 mil pessoas marcharam até a Corte Internacional de Justiça, exigindo sanções contra Israel por sua guerra em Gaza, que já matou mais de 55 mil palestinos.
Em Berlim, cerca de 2 mil pessoas participaram de uma manifestação em solidariedade à Palestina e ao Irã, apesar de tensões com a polícia que tenta conter os manifestantes pró-Israel.
No Brasil, atos ocorreram em diversas capitais, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os atos pró-Palestina do último domingo (15/jun) condenaram o chamado “genocídio” em Gaza e os ataques ao Irã.
Manifestantes brasileiros pediram o fim do apoio militar dos EUA a Israel e sanções contra o governo de Netanyahu.
Nos EUA, ativistas pró-Palestina, como os da USCPR (US Campaign for Palestinian Rights – Campanha dos EUA pelos Direitos dos Palestinos), denunciaram o financiamento americano ao que descrevem como “colonialismo e apartheid” israelense.
As preocupações giram em torno de um possível esquecimento da causa palestina em meio ao foco no Irã. Apesar de esforços diplomáticos em Genebra, liderados por líderes europeus, não houve avanços significativos para conter o conflito.
Enquanto os protestos expressam solidariedade à Palestina e ao Irã, a narrativa oficial de Israel justifica os ataques como defesa contra a ameaça nuclear iraniana e o apoio do Irã a grupos como Hamas.
A falta de evidências concretas de um programa nuclear ativo no Irã, conforme relatórios da IAEA (International Atomic Energy Agency) tem alimentado críticas às ações israelenses.
A mobilização global deve continuar, especialmente com o agravamento da violência na região.











