Enquanto a direita tenta blindar golpistas e proteger fortunas, PT avança com projetos para proteger crianças na internet e aliviar impostos dos trabalhadores
Brasília, 11 de agosto de 2025
Em tom incisivo, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disparou críticas à agenda defendida por setores da oposição, acusando-os de privilegiar projetos que, em sua avaliação, beneficiam aliados políticos em detrimento de demandas urgentes da população.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar contrastou iniciativas que considera essenciais — como a proteção de crianças no ambiente digital e a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil — com propostas como a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e a chamada “PEC da Impunidade”, que restringiria investigações do STF contra congressistas.
Infância sob risco e a urgência da regulamentação digital
O debate sobre a segurança de menores nas redes ganhou força após denúncias de crimes virtuais, como as expostas pelo youtuber Felca.
Projetos em tramitação, como o PL 2628/22 — já aprovado no Senado —, buscam impor obrigações às plataformas, incluindo controle parental, proteção de dados e responsabilização por conteúdo inadequado.
A deputada Dandara (PT-MG) e o presidente da Câmara, Hugo Motta, são alguns dos que pressionam por avanços nessa frente.
O embate entre justiça social e blindagem política
Enquanto Lindbergh defende a taxação de grandes fortunas e alívio tributário para a base da pirâmide social, acusa a oposição de priorizar a “agenda da impunidade”.
Em posts recentes nas redes sociais, ele classificou como “aberração” o PL que anistia os responsáveis pela invasão de sedes dos Três Poderes e atacou a proposta que limitaria a atuação do STF contra parlamentares.
Cena golpista no Congresso: “motim” e cobrança por punição
O episódio em que bolsonaristas ocuparam a Mesa do Congresso, exigindo a votação da anistia e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, foi descrito pelo petista como “sequestro do Parlamento”.
Para ele, tais atos — que comparou a uma “chantagem” — não podem ficar impunes nem ditar a pauta legislativa.
Com a hashtag #ProtejamNossasCrianças, Lindbergh busca engajar a opinião pública em favor de suas bandeiras, enquanto repudia a “PEC da Impunidade”.
A estratégia evidencia um esforço para vincular a oposição a uma agenda de retrocessos, em contraste com as propostas progressistas do PT.
A disputa, agora, transborda do plenário para as redes.
O que é mais urgente pra você: proteger crianças e adolescentes de crimes digitais ou defender deputados e impedir que sejam julgados pelo Supremo?
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) August 11, 2025
Anistia ou isenção de imposto de renda e tributação dos mais ricos?
Parece absurdo, mas é esse o debate na Câmara esta semana.
PEC… pic.twitter.com/LQ6S7SQ4So








