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Gleisi propõe rever legislação após Folha levantar que propagandas bets superam bola rolando no Brasileirão

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    Elas ocupam 70% das transmissões do futebol brasileiro, diz o jornal – Ministra defende regulamentação – SAIBA MAIS

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    Brasília, 08 de junho de 2025

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para criticar a presença massiva de propagandas de apostas esportivas nas transmissões do Campeonato Brasileiro.

    Com base em um levantamento da Folha de S. Paulo, ela destacou que 70% do tempo de transmissão é ocupado por anúncios de bets, superando o tempo de bola rolando, que fica em 55%.

    “É uma indução deliberada ao vício e ao gasto desmedido com apostas”, afirmou Gleisi, defendendo uma revisão urgente na legislação sobre publicidade de apostas.

    O jornal diz que analisou 22 transmissões de jogos do Brasileirão 2025 em canais como Amazon Prime, Record, CazéTV, Sportv, Premiere e Globo.

    A pesquisa utilizou o Cloud Vision, programa de inteligência artificial do Google, para identificar textos em 2.023 frames, constatando que propagandas de bets aparecem em 70% do tempo, contra apenas 55% de bola em jogo, segundo dados do 365scores.

    “O vício em apostas destrói famílias e prejudica a economia”, alertou Gleisi, comparando os anúncios de bets aos de álcool e tabaco.

    Gleisi Hoffmann celebrou a aprovação de um projeto no Senado que proíbe propagandas de apostas envolvendo atletas, artistas, comunicadores, influenciadores ou autoridades.

    Ela defende que as bets sejam equiparadas a álcool e fumo em termos de restrições publicitárias.

    “Precisamos avançar e construir uma legislação que proteja as famílias”, enfatizou a ministra.

    Gleisi Hoffmann reforça: “O Senado já deu o primeiro passo, mas é preciso mais”.

    LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS

    A regulamentação das bets no Brasil, iniciada em janeiro de 2025, enfrenta pressões para limitar a visibilidade dessas propagandas, especialmente no futebol.

    O impacto financeiro das bets nos clubes é significativo. O Relatório Convocados, da Galapagos, aponta que as receitas comerciais dos times da Série A cresceram 29% em 2023 e 11% em 2024, impulsionadas por patrocínios de apostas.

    Em 2025, o valor de patrocínios master deve atingir R$ 988 milhões, com 16 dos 20 clubes da Série A vinculados a casas de apostas, como o Flamengo com a Pixbet (R$ 117 milhões) e o Corinthians com a Esportes da Sorte (R$ 103 milhões).

    A análise do jornal também revelou que jogos como Corinthians x Vasco e Sport x Palmeiras tiveram propagandas de bets em mais de 80% do tempo.

    A fixação subliminar desses anúncios, potencializada pela paixão dos torcedores, preocupa especialistas. Martinho, citado pela matéria, destacou: “Não existe outro setor disposto a pagar o que as bets pagam aos clubes hoje”.

    Contudo, a comunidade médica alerta para os riscos à saúde mental, como o vício em apostas.

    A primeira rodada do Brasileirão 2025 teve 4 minutos e 42 segundos a mais de bola rolando em relação a 2024, mas ainda assim as propagandas superam o jogo.

    A pressão por regulamentação cresce. Iniciativas legislativas buscam reduzir a exposição de propagandas de apostas, especialmente no futebol, para proteger torcedores e mitigar os impactos sociais do vício.

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