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“Programa Fake” não substitui o ‘Minha Casa Minha Vida’, diz Miriam Belchior

    Quem realmente precisa do governo fica de fora, explica a ex-Ministra do Planejamento e da gestão Dilma sobre o ‘Casa Verde e Amarela’

    O programa habitacional Casa Verde Amarela apresentado ao povo brasileiro no dia 25 de agosto teve como proposta substituir o então programa criado no governo petista Minha Casa Minha Vida (MCMV).  Mas não é o que pensa a ex-Ministra do Planejamento e ex-presidente da Caixa, Miriam Belchior, em entrevista ao Sul 21. “Dizer que esse programa substitui o MCMV é uma ofensa, inclusive porque ele não chega nem de perto nos efeitos que a gente conseguiu”, diz Miriam.

    “A grande contribuição do Minha Casa Minha Vida foi atender as famílias de menor renda e aqui a gente vê um programa que diz que vai substituir o Minha Casa Minha Vida, mas que, na verdade, sequer toca no que é o maior problema no déficit habitacional brasileiro. Eu acho que ele lançou uma nova modalidade de programa, uma que ele é especialista, que é o programa fake. O que ele lançou vai ser absolutamente insignificante”, disse.

    As famílias carentes, que realmente precisam de ajuda do governo, que nunca tiveram moradia, foram excluídas do programa, na análise da ex-ministra. “Cerca de 80% do déficit se concentra nas famílias com renda até R$ 1,8 mil e, quem tem renda familiar de até R$ 1,8 mil, não tem renda para fazer financiamento habitacional, mal dá para comer. Então, pode baixar a zero os juros que ela não vai tomar financiamento. Ou seja, para aqueles que realmente precisam de uma política habitacional, eles não propuseram nada. Se você não aumentar o subsídio (direto), as famílias não têm como ter a casa. Elas vão pagar, mas vão pagar pouquinho pela casa, porque vão ter que pagar proporcional à renda que tem. Eles zeraram a contratação de novas unidades para essa faixa de renda em 2019. Zeraram, nenhuma unidade foi contratada e até as 100 mil que estavam em andamento eles paralisaram”.

    Enquanto o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, compara o programa com o BNH –  “O governo Bolsonaro está trocando o Minha Casa Minha Vida pelo BNH. Ele ressuscitou uma política da ditadura militar para repaginar, de forma piorada, o que já existia. Só dá para construir casa para pobre no Brasil com subsidio forte. Esse novo nome esconde o fato de que o ‘subsídio’ que o o governo Bolsonaro diz conceder na verdade são juros subsidiados, que amortizam o impacto das prestações. Por que é pior do que o Minha Casa, Minha Vida? Porque o governo matou o programa social e o transformou em um programa de crédito. A faixa 1 permitia que desempregados, trabalhadores informais, pessoas sem recursos tivessem acesso a um teto. Sem ela, Bolsonaro deixou de fora – de novo – os que mais precisam de moradia”, para Miriam ele se aproxima mais da proposta apresentada por Michel Temer, o Cartão Reforma e que ela avalia como um “fracasso”.

    “Ele diz que o programa é 130 mil agora, mas que vai chegar a um milhão de beneficiados durante o governo, só que com que recurso? Certamente, para o ano que vem, não tem recursos. Nós estamos vendo eles botarem dinheiro na defesa e tirando da saúde e da educação. E não vai haver recursos com a manutenção do teto de gastos, que é o que eles estão prometendo fazer. Então, é mais uma meta fake”, finaliza Miriam.

    1 comentário em ““Programa Fake” não substitui o ‘Minha Casa Minha Vida’, diz Miriam Belchior”

    1. Sofia Angelina Klahold Biscaro

      Este programa de habitação não tira ninguem das ruas precisamos primeiro de trabalho e salário para poder comprar!

    Os comentários estão fechados.

    文

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