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Programa de investimento de Lula e Macron na bioeconomia da Amazônia será de 1 bilhão de euros

    Os Presidentes do Brasil e da França, Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron, “na Ilha do Combu, aos pés de uma Sumaúma, a gigante da Amazônia“, conforme escreveu nas redes sociais 26.3.2024 | Ricardo Stuckert

    Nos próximos quatro anos, a Agência Francesa de Desenvolvimento com colaboração de bancos públicos brasileiros, além de investimento privado, movimentarão a bioeconomia da Amazônia brasileira e da Guiana francesa

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    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciaram um programa de investimento de 1 bilhão de euros na bioeconomia da Amazônia brasileira e da Guiana.

    O investimento será realizado nos próximos quatro anos, com colaboração entre bancos públicos brasileiros e a Agência Francesa de Desenvolvimento, sendo previsto também investimento privado no projeto, informa o ‘g1‘.

    De acordo com os dois governos, o plano terá vários componentes-chave:

    Diálogo entre as administrações francesa e brasileira sobre os desafios da bioeconomia.
    Parceria técnica e financeira entre bancos públicos brasileiros, incluindo o BASA e o BNDES, e a Agência Francesa de Desenvolvimento, presente no Brasil e na Guiana Francesa.
    Nomeação de coordenadores especiais para as empresas francesas e brasileiras mais inovadoras no campo da bioeconomia.
    Um novo acordo científico entre a França e o Brasil, operado pelo CIRAD e pela Embrapa, que possibilitará o desenvolvimento de novos projetos de pesquisa sobre setores sustentáveis, inclusive na Guiana Francesa.
    Criação de um hub de pesquisa, investimento e compartilhamento de tecnologias-chave para a bioeconomia, que poderá apoiar-se no fortalecimento do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA) e na formação de redes de universidades francesas e brasileiras que possam contribuir para esses temas.

    O Brasil e a França concordaram em permitir a participação das mulheres, dos homens e das crianças indígenas e das comunidades locais nas decisões sobre investimentos.

    Além disso, anunciaram um plano de investimento global público e privado para a bioeconomia durante a presidência brasileira do G20.

    Os investimentos serão focados em conservação e manejo sustentável das florestas, valorização econômica dos ecossistemas, tecnologias baseadas em recursos biológicos, práticas agroecológicas, cursos de capacitação, criação de empregos, pesquisa para desenvolver indústrias sustentáveis e manejo sustentável/restauração das florestas e da biodiversidade.

    Mercado de carbono

    Os governos brasileiro e francês também declararam que defenderem “os mais altos padrões para o estabelecimento de um mercado de carbono capaz de remunerar os países florestais que investem na restauração de sumidouros naturais”.

    Brasil e França disseram que a promessa do Artigo 6 do Acordo de Paris de estabelecimento de um mercado de carbono eficaz e regulado pelas Nações Unidas deve ser cumprida.

    Lula e Macron pediram que os governos finalizem as negociações para o estabelecimento deste mercado o mais rapidamente possível. Segundo eles, a estruturação do comércio de crédito de carbono pode viabilizar o financiamento de projetos de alta integridade ambiental e social nos países que mais investem na proteção e restauração de suas florestas.

    Financiamento da proteção das florestas

    Os dois presidentes também afirmaram que promoverão juntos parcerias em todo o mundo para financiar a proteção das florestas tropicais e da biodiversidade e novos instrumentos para financiar essa proteção em todo o mundo.

    De acordo com o documento dos dois países, França e Reino Unido propuseram que o Brasil indique um novo membro para o Painel Internacional de Créditos de Biodiversidade, elevando para dois o número de membros brasileiros nessa iniciativa, que visa definir um marco para acompanhar o desenvolvimento de instrumentos de mercado capazes de incentivar o financiamento da proteção e restauração da biodiversidade pelo setor privado.

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