Em relação a maio de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 3,3%. O acumulado dos últimos 12 meses chegou a 2,8%
RESUMO <<A indústria brasileira registrou crescimento acumulado de 1,8% nos cinco primeiros meses de 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, impulsionada por setores como bens de consumo duráveis (10%) e indústrias extrativas (3,2%). Apesar da queda de 0,5% em maio frente a abril, influenciada por recuos em veículos automotores (-3,9%) e produtos alimentícios (-0,8%), o setor mantém trajetória de recuperação, superando em 2,1% o nível pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda 15% abaixo do pico de maio de 2011, conforme análise de André Macedo, gerente da PIM>>
Brasília, 02 de julho de 2025
A indústria brasileira segue em ritmo de recuperação, com um crescimento acumulado de 1,8% nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo com uma queda de 0,5% em maio em relação a abril, o setor mantém uma trajetória positiva quando comparado ao mesmo período de 2024, registrando um avanço de 3,3%.
Essa expansão reflete a força de segmentos como a produção de automóveis e indústrias extrativas, que puxaram os números para cima.
“A indústria mostra resiliência, com ganhos consistentes no acumulado do ano, mesmo enfrentando desafios pontuais”, destacou André Macedo, gerente da PIM.
Apesar do recuo mensal, o setor está 2,1% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda 15% abaixo do pico histórico de maio de 2011.
No acumulado até maio, os bens de consumo duráveis lideraram o crescimento, com alta de 10%, impulsionados pela fabricação de automóveis, que saltou de 7,3% em 2024 para 11,9% em 2025.
As indústrias extrativas também se destacaram, com avanço de 3,2% no mesmo período, puxadas pela extração de minério de ferro e petróleo.
Já os bens intermediários registraram crescimento de 2,3%, enquanto bens de capital e bens de consumo semi e não duráveis tiveram desempenhos mais modestos, com 1,9% e -1,2%, respectivamente.
A retração de 0,5% em maio ante abril foi influenciada pela queda na produção de veículos automotores (-3,9%), produtos alimentícios (-0,8%) e bebidas (-1,8%).
“A menor fabricação de automóveis e eletrodomésticos pesou no resultado mensal”, explicou Macedo.
Apesar disso, o setor de bens intermediários cresceu 0,1%, sustentado pela força das indústrias extrativas.
Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas – Brasil – Maio de 2025
| Grandes Categorias Econômicas | Variação (%) | |||
|---|---|---|---|---|
| Maio 2025 / Abril 2025* | Maio 2025 / Maio 2024 | Acumulado Janeiro-Maio | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Bens de Capital | -2,1 | 0,8 | 1,9 | 7,9 |
| Bens Intermediários | 0,1 | 5,4 | 2,3 | 2,6 |
| Bens de Consumo | -1,7 | -0,5 | 0,4 | 2,4 |
| Duráveis | -2,9 | 15,4 | 10,0 | 13,6 |
| Semiduráveis e não Duráveis | -1,0 | -2,9 | -1,2 | 0,7 |
| Indústria Geral | -0,5 | 3,3 | 1,8 | 2,8 |
Série com ajuste sazonal*
Fonte: IBGE 02/jun/2025
O crescimento acumulado de 1,8% em 2025 é superior ao registrado em 2024 (1,4%), sinalizando uma recuperação mais robusta.
Fatores como o aumento do emprego, da renda e estímulos fiscais têm impulsionado o setor, segundo o IBGE.
Contudo, desafios como a alta de juros e a inflação ainda podem impactar a dinâmica industrial nos próximos meses.![]()








