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“Prisão em 2ª instância foi para tirar Lula da eleição”, diz líder do governo na Câmara

    Sem citar os nomes de Moro e Dallagnol, Ricardo Barros referiu-se a uma “quadrilha da Lava Jato” que cometeu “crimes” e não foi punida, além de argumentar sobre os que sofrem “acusações indevidas e não são reparados” e prometendo que “os Três Poderes ficarão do mesmo tamanho” pois deverão acabar “o ativismo político do judiciário, da Receita Federal e do Ministério Público”

    06/12/2017- Brasília: O então ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa de audiência pública nas Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e Comissão de Finanças e Tributação (CFT) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Em entrevista à rádio CBN, Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, disse que “a prisão em segunda instância foi para tirar Lula da eleição” e, sem citar os nomes em voga pelo escândalos das conversas hackeadas, Moro e Dallagnol, o deputado federal referiu-se a uma “quadrilha da Lava-jato” que cometeu “crimes”, não foram punidos e aquele que sofre “acusação indevida não é reparado”.

    “Não vamos permitir que as conversas do Intercept da Lava-jato, que foram autenticadas pelo ministro Lewandowski, desapareçam. São crimes expressos cometidos pela quadrilha da Lava-jato. A lei é para todos”, afirmou.

    O entrevistador interrompe dizendo: “E para os deputados tambem!” e Ricardo Barros continua: “Para deputados, senadores, pra juiz e pra promotor que cometeram crimes no exercício das suas funções”.

    O presidente Temer já está inocentado em segunda instância. Foi preso no meio da rua por um promotor que editou uma sua conversa ao seu bel-prazer“, comparou o deputado com a situação de Lula.

    Esses que têm holerite de R$ 120 mil, R$ 150 mil no portal da transparência, são brasileiros como todos os brasileiros e têm que responder pelos seus erros. Porque os nossos colegas estão respondendo, cada um, ao que fez“, afirmou Barros cobrando justiça na Justiça.

    Onde se construiu uma versão para os homens da vida pública serem execrados, atacados, 90% das ações de improbidade no Brasil, ao final, não chegam à condenação, não provam as suas acusações e são inocentados ao final do processo“, disse.

    “E aí ninguém responde por nada, pela honra, pelo prejuízo, pelo bem social”, completou o pensamento acrescentando que os Três Poderes “ficarão do mesmo tamanho como manda a constituição. Harmonia e igualdade entre os poderes”.

    Perguntado se “esse Parlamento vai derrubar a prisão em segunda instância”, Ricardo Barros respondeu:

    Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição. Casuisticamente uma interpretação que fez o Supremo Tribunal Federal“, disse Barros que citou trecho da Constituição: “ninguém será considerado culpado até trânsito em julgado“.

    Isso está escrito expressamente na Constituição Brasileira. A prisão em segunda instância foi um casuísmo que a Lava jato construiu para tirar Lula da eleição, prosseguiu.

    “Os juízes e promotores devem e precisam ser punidos, como todos os cidadãos brasileiros”, continuou referindo-se às conversas hackeadas de Moro, Dallagnol e procuradores de Curitiba durante a busca por provas jamais encontradas contra Lula.

    “Porque o artigo 11 da lei de improbidade diz que se ferir qualquer princípio constitucional é improbidade”, mencionou.

    Como, se ferir qualquer princípio constitucional? O promotor te acusa de qualquer coisa. E aí depois você prova que houve dano ao erário, que houve qualquer prejuízo naquela ação, mas a pessoa fica acusada”, comentou sobre acusações injustificadas e sem provas.

    E aí daqui a pouco vocês fazem uma tabela aí ‘Parlamentares são acusados, prefeitos são acusados“, espetou Ricardo Barros sobre a contribuição da imprensa para a espetacularização de mentiras da Justiça que acabam por macular a imagem e honra de homens públicos.

    O dano, o prejuízo de quem sofre acusação indevida não é reparado“, disse o deputado. “O promotor não pode ser processado, o juiz não pode ser processado, ninguém responde por nada“.

    O que tem que acabar é o ativismo político do judiciário, é o ativismo político da Receita Federal, é o ativismo político do Ministério Público que agem para elevar a sua visão da sociedade e não o que está escrito nas leis brasileiras“, disse Ricardo Barros:

    Ouça trechos da fala de Ricardo Barros:

    Ouça a entrevista completa na CBN:

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