Ex-presidente condenado a 27 anos por golpismo recebe parentes na manhã desta quinta em encontro autorizado por Moraes sob condições mais restritivas
Brasília, 27 de novembro 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita da esposa, Michelle Bolsonaro, e do filho, o vereador Jair Renan Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília nesta quinta-feira (27/fev), sob condições mais restritivas.
Conforme reportado pela CNN, o encontro, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu de forma separada e foi a primeira vez que Jair Renan vê o pai desde a decretação da prisão preventiva.
O vereador de Balneário Camboriú (PL-SC) chegou carregando uma sacola, que segundo detecção das imagens de vídeo feita por Inteligência Artificial da ChatGPT pode ser do McLanche Feliz devido às cores, apesar de não bater “com 100% das versões oficiais visíveis nas fotos de referência“, conforme respondeu o aplicativo, devido à “baixa nitidez“.

Na terça-feira (25/fev), Moraes declarou o “trânsito em julgado” da ação sobre a trama golpista, convertendo a prisão preventiva de Bolsonaro em definitiva para o cumprimento da pena de 27 anos e três meses por crimes como liderar tentativa de golpe de Estado.
O “trânsito em julgado” é o marco processual que torna uma decisão judicial irrecorrível, esgotando os recursos ordinários. Isso significa que a execução da pena poderia começar imediatamente, um ponto de virada crítico no caso.
Michelle Bolsonaro lamentou a drástica redução no tempo de visita. Em sua primeira ida, ainda durante a prisão preventiva, ela permaneceu por duas horas; agora, no regime de cumprimento de pena, o encontro foi limitado a “apenas 30 minutos”, segundo o portal Metrópoles.
Apesar da decisão ser considerada definitiva no âmbito interno, a defesa de Bolsonaro ainda pode tentar manobras judiciais extraordinárias, porém com altíssimo grau de dificuldade.

Dois recursos são os principais focos: os Embargos Infringentes, que a defesa alega ser cabível pelo regimento do STF devido ao placar de 4 a 1 na condenação, mas que a jurisprudência majoritária da Corte inviabiliza por exigir pelo menos dois votos divergentes; e a Revisão Criminal, um mecanismo pós-transitado, raro e de difícil acolhimento, que depende de novas provas ou erros graves.
Recursos a cortes internacionais também foram mencionados, mas não possuem efeito suspensivo sobre a pena em território brasileiro.
O contexto imediato que levou à prisão definitiva remonta ao último sábado (22/fev), quando Bolsonaro teve sua prisão domiciliar revertida para preventiva após tentar destruir sua tornozeleira eletrônica.
Agora, com o “trânsito em julgado” decretado, ele cumpre pena na PF e a estratégia de sua defesa se concentra em recursos considerados “protelatórios” pelo relator, Alexandre de Moraes, com pouca expectativa de sucesso para reverter ou sequer suspender a execução da sentença que já está em andamento.
A situação marca uma nova e mais severa fase no processo judicial do ex-presidente.

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O condenado está cimprindi pena por seus crimes lesa-pátria.
Visitas não são “descer pro play”. Visitas são eventuais e a agenda é do presídio, não do condemado.
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