Bolsonaro e Ramiro dos Caminhoneiros | reprodução/Instagram
Mensagens mostraram que em 2021 Ramiro mobilizou a ida de caminhoneiros a Brasília para um acampamento com frases, como : “Impeachment dos Ministros do STF”, “Contagem pública dos votos”, “Voto físico” e “CPI – Caravana do Poder Instituinte”
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu tornar Ramiro dos Caminhoneiros réu por sua participação nos atos de janeiro de 2023. Ele é acusado de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos qualificados contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O novo réu do 8 de Janeiro foi candidato a deputado federal pelo PL em 2022, mas não se elegeu. Depois, ele foi preso pela Operação Lesa Pátria.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a quebra do sigilo de mensagens de Ramiro mostrou que as ações antidemocráticas começaram em 2021, quando mobilizou a ida de caminhoneiros a Brasília para um acampamento com frases, como : “Impeachment dos Ministros do STF”, “Contagem pública dos votos”, “Voto físico (papel impresso)” e “CPI – Caravana do Poder Instituinte”, conforme transcreve o g1.
O Ministério Público Federal disse que a quebra de sigilo bancário e fiscal revelou um aumento nas movimentações financeiras do denunciado em dezembro de 2022 e janeiro de 2023 em comparação com os meses anteriores.
Segundo o MPF, em dezembro de 2022, os créditos totalizaram R$6.133,30 e os débitos R$8.788,50. Em janeiro de 2023, os créditos foram de R$43.202,41 e os débitos de R$42.827,30. Durante esses dois meses, houve um crescimento nos créditos de pequenos valores, como R$50 e R$100, o que sugere um significativo influxo de doações de terceiros.
Após os atos golpistas, a PGR afirmou que Ramiro continuou a propagar conteúdos antidemocráticos e disseminou notícias falsas, em anuência aos delitos da associação criminosa.
O ministro Alexandre de Moraes votou pelo recebimento da denúncia, destacando a participação de Ramiro nas manifestações antidemocráticas e na divulgação de imagens convocatórias para os atentados contra as sedes dos Três Poderes. O voto foi seguido pelos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia.
