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Preso na ‘Contragolpe’, general está ‘transtornado’, ‘muito triste’, dizendo que ‘não tinha real intenção de matar’


    Jair Bolsonaro e Mario Fernandes
    Imagem reprodução via Veja

    Mario Fernandes foi preso no dia 19 de novembro – Relatório da PF revelou série de mensagens e ações do general para pressionar seus pares, mobilizar acampamento de bolsonaristas e assassinar Lula, Alckmin e Moraes

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    O general da reserva Mario Fernandes, que foi preso no mês passado em nova fase da Operação Contra Golpe, está em uma cela em um batalhão do Exército do Rio de Janeiro, “transtornado”, “muito triste” e “preocupado com a família”, segundo relatos de pessoas que conversaram com ele nos últimos dias, informou a revista Veja.

    A Polícia Federal deflagrou a Operação Contragolpe pela primeira vez em novembro de 2023, quando visou a desarticulação de uma organização criminosa responsável por ter planejado um golpe de Estado para impedir a posse do governo legitimamente eleito nas Eleições de 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

    Na ocasião, as investigações revelavam que a orcrim composta majoritariamente por militares de Forças Especiais, planejou ações ilícitas para assassinar o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu vice, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Fernandes foi preso no dia 19 de novembro último. Após Moraes derrubar o sigilo do relatório da PF sobre a tentativa de golpe de Estado por meio de uma orcrim que usaria de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foram reveladas uma série de mensagens e ações do general para pressionar seus pares e mobilizar o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, incluindo sobre os assassinatos.

    À época atuando como secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Mario Fernandes elaborou o plano Punhal Verde Amarelo contendo um passo a passo que poderia culminar nas mortes. As investigações identificaram que ele elaborou e imprimiu o documento dentro do Palácio do Planalto. Horas depois, o militar foi até o Palácio da Alvorada, onde estava o então presidente e hoje candidato derrotado para Lula, além de declarado inelegível até 2030 e indiciado pela PF, Jair Bolsonaro (PL).

    Conforme dados do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) anexados ao processo, Mario Fernandes era uma presença comum na residência de Bolsonaro depois do segundo turno, quando o então presidente se isolou, frustrado pela derrota que o tornou o primeiro chefe de Executivo federal a não conseguir ser reeleito para o cargo. As visitas de Fernandes se intensificaram principalmente em dezembro, com o registro de ao menos seis visitas do militar.

    Em delação, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Fernandes era um dos “mais radicais” entre aqueles que pressionavam pelo golpe. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro disse que seu colega de farda pressionou o então chefe do Comando de Operações Especiais, responsável pela elite do Exército, a aderir ao movimento. Há mensagens que indicam pressão também sobre o então comandante do Exército, general Freire Gomes, visto como um dos que impediram o avanço da ideia antidemocrática.

    Apesar do roteiro minucioso de suas ações, Mario Fernandes tem dito que não teve a real intenção de matar ninguém. Ele ainda tem reforçado uma preocupação tremenda com seus familiares, que também ressaltam o pesar com a condição na qual o general se encontra.

    Fernandes foi preso no Rio de Janeiro pois viajou para lá com o fim de participar da cerimônia de formatura de seu filho, que é capitão do Exército. Em áudio interceptado pela Polícia Federal, o general diz a Mauro Cid que Bolsonaroaceitou o nosso assessoramento“.: “Força, Cid. Meu amigo, muito bacana o presidente ter ido lá à frente ali do Alvorada e ter se pronunciado, cara. Que bacana que ele aceitou aí o nosso assessoramento. Porra, deu a cara pro público dele, pra galera que confia, acredita nele até a morte. Foi muito bacana mesmo, cara. Todo mundo vibrando. Transmite isso pra ele“, diz ele no áudio.

    Em outro momento, Fernandes disse a um interlocutor que era “claro” que tinha ocorrido fraude na eleição, o que não ocorreu. Ele cobrou que houvesse uma pressão na cúpula das Forças: “O senhor tem que dar uma forçada de barra com o Alto Comando“, disse. Em outro áudio que é parte da investigação, um coronel reclamou a Mário Fernandes que a maioria do Alto Comando do Exército não estava disposta a embarcar na trama golpista: “Cinco não querem, três querem muito e os outros zona de conforto. Infelizmente. A lição que a gente deu para a esquerda é que o Alto Comando tem que acabar“.

    A investigação apontou também que Fernandes fez uma tentativa de mostrar possíveis falhas no código-fonte das urnas eletrônicas, o que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já comprovou ser falso: “Eu forcei a barra e aí nós pedimos pro garoto, e ele prometeu fazer até o final dessa semana um protótipo do código que ele teria feito lá atrás, quando ele foi demandado pelos representantes dos partidos políticos, né?“, disse o general.

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    1 comentário em “Preso na ‘Contragolpe’, general está ‘transtornado’, ‘muito triste’, dizendo que ‘não tinha real intenção de matar’”

    1. Tem que sofrer as consequências da tentativa de golpe contra a democracia e de depor o governo (presidente e vice-presidente), legitimamente eleitos, com todo o rigor da lei.
      Não se pode passar a mão pela cabeça, impunidade=incentivo a nova tentativa de golpe.

    Os comentários estão fechados.

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