ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Presidentes latino-americanos ignoram Javier Milei e se reúnem paralelamente às agendas da Cúpula do G20 no Rio

    O líder argentino estranhamente se posicionou contra, mas votou a favor da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza – A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, se reuniu com Lula, Boric e Petro, mas Milei ficou de fora: “América Latina unida”, disse Sheinbaum

    COMPARTILHE:

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    De acordo com Emir Sader, no Página12, a recepção de Lula aos chefes de Estado foi um momento de divergência no cumprimento do protocolo que Lula e Milei tinham. Aperto de mão formal, sem qualquer outro tipo de abordagem. Em flagrante contraste com as saudações que Lula reservou a todos os demais dirigentes.

    Não haverá reunião bilateral entre Lula e Milei, diz Sader. Pela primeira vez, a viagem de um dos presidentes ao país vizinho não inclui um encontro entre os dois chefes de Estado, marcando o pior momento da relação bilateral.

    O perfil no X, Eixo Político, disse que os presidentes latino-americanos ignoraram Javier Milei e se reúniram paralelamente às agendas da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro.

    A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, por exemplo, disse, após reunião com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; do Chile, Gabriel Boric, e Gustavo Petro, da Colômbia: “A América Latina unida”.


    Analistas políticos do Página 12 consideraram “estranha” a declaração de Milei, que seria algo como “sou contra, mas voto a favor da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza“.

    O site reproduziu o comunicado oficial em que o Presidente da Argentina diz à sua nação que “toda vez que se tentou combater a fome e a pobreza com medidas que aumentavam a presença do Estado na economia, o resultado foi o êxodo tanto da população quanto do capital, além de milhões de mortes de vidas humanas“.

    Leia a íntegra:

    Pela primeira vez desde que faz parte, o Governo Nacional assinou a declaração dos presidentes dissociando-se parcialmente de todo o conteúdo relacionado à Agenda 2030.
    Os organismos e fóruns internacionais como o G-20 foram criados com o espírito de que todas as nações envolvidas pudessem se reunir para cooperar de forma voluntária, na qualidade de iguais e autônomos, para, entre outras coisas, salvaguardar os direitos básicos das pessoas.

    No entanto, hoje, a quase 70 anos de terem inaugurado esse sistema de cooperação internacional, chegou a hora de reconhecer que este modelo está em crise, porque há muito tempo está em falta com seu propósito original.

    É por isso que, sem obstruir a declaração dos demais líderes, o Presidente Javier Milei deixou claro em sua participação no G-20 que não apoia vários pontos da declaração, entre eles; a promoção da limitação da liberdade de expressão nas redes sociais, o esquema de imposição e vulneração da soberania das instituições de governança global, o tratamento desigual diante da lei e, especialmente, a noção de que uma maior intervenção estatal é a forma de lutar contra a fome.

    Toda vez que se tentou combater a fome e a pobreza com medidas que aumentavam a presença do Estado na economia, o resultado foi o êxodo tanto da população quanto do capital, além de milhões de mortes de vidas humanas.

    Na luta contra esses flagelos, o Presidente Javier Milei tem uma posição clara: se queremos lutar contra a fome e erradicar a pobreza, a solução está em afastar o Estado do meio. Devemos desregular a atividade econômica para liberar o mercado e facilitar o comércio, e que o intercâmbio voluntário de bens e serviços seja o que traga prosperidade. O capitalismo de mercado livre já tirou 90% da população global da pobreza extrema e duplicou a expectativa de vida.

    É por isso que o Presidente Javier Milei insta todos os líderes do mundo a seguir este caminho, que na Argentina já está dando frutos após décadas de sofrer de perto a fome e a miséria causadas pela intervenção estatal. Este Governo mantém a fé e a esperança de que a comunidade internacional reencontre os princípios que lhe deram vida.
    Escritório do Presidente da República Argentina
    “.

    O apoio internacional ao programa de Lula

    A Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza foi oficialmente lançada, nesta segunda-feira (18/11), na Cúpula de Líderes do G20, no Rio de Janeiro.

    Construída ao longo de um ano, a partir de um processo de diálogo e colaboração, a Aliança nasce com 148 membros fundadores, incluindo 82 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

    Essa iniciativa inovadora visa acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 e 2. 

    Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças mendigando nas ruas e jovens sem esperança de um futuro melhor, não haverá paz “

    Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

    Lula declarou: “Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças mendigando nas ruas e jovens sem esperança de um futuro melhor, não haverá paz. Sabemos, pela experiência, que uma série de políticas públicas bem desenhadas, como programas de transferência de renda, como o ‘Bolsa Família‘, e refeições escolares nutritivas para crianças, têm o potencial de acabar com o flagelo da fome e devolver a esperança e dignidade para as pessoas“.

    Em 2024, os membros do G20, países parceiros e organizações internacionais trabalharam conjuntamente em uma força-tarefa dedicada à elaboração da estrutura fundacional da Aliança, que foi endossada por unanimidade durante a Reunião Ministerial do G20, no Rio de Janeiro, em julho.

    A liderança do Brasil na força-tarefa envolveu uma coordenação próxima entre vários ministérios, incluindo o do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Relações Exteriores e Fazenda, além de contribuições do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    Vivemos hoje um marco histórico. A Aliança que construímos juntos, a partir da visão do presidente Lula, está agora pronta para transformar vidas e construir um futuro livre da fome e pobreza extrema“, afirmou o ministro Wellington Dias. “Este não é apenas mais um fórum de discussão, é um mecanismo prático para canalizar conhecimento e financiamento de forma eficaz e alcançar aqueles que mais precisam“, enfatizou.

    Desde julho, a Aliança está aberta a adesões de membros para além do G20. Brasil e Bangladesh foram os primeiros a aderir, seguidos por todos os membros do G20, incluindo a União Africana e a União Europeia, assim como vários países de todos os continentes. Os membros fundadores também incluem grandes organizações internacionais, bancos de desenvolvimento e entidades filantrópicas. Organismos-chave da ONU, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Unicef e o Programa Mundial de Alimentos (WFP) também aderiram.

    Este não é apenas mais um fórum de discussão, é um mecanismo prático para canalizar conhecimento e financiamento de forma eficaz e alcançar aqueles que mais precisam”

    Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

    A lista conta ainda com instituições financeiras como o Grupo Banco Mundial e bancos de desenvolvimento regionais, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), o Banco Europeu de Investimentos (BEI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Organizações filantrópicas como a Fundação Rockefeller, a Fundação Bill & Melinda Gates e a Children’s Investment Fund Foundation também fazem parte da iniciativa. 

    A adesão à Aliança segue aberta e é formalizada por meio de uma Declaração de Compromisso, que vai além de uma declaração simbólica para incorporar uma dedicação genuína à ação. Ela define compromissos gerais e personalizados, alinhados com as prioridades e condições específicas de cada membro. As Declarações de Compromisso são voluntárias e podem ser atualizadas conforme as circunstâncias evoluem. Cada Declaração de Compromisso de um membro é pública e pode ser encontrada no recém-lançado site da Aliança Global.

    Antes do lançamento formal desta segunda-feira (18/11), a Aliança Global demonstrou o sucesso de sua abordagem ao motivar e impulsionar ações e compromissos antecipados de grande parte de seus membros em seis áreas prioritárias de sua agenda política, que foram anunciados em um evento especial, durante a Cúpula Social do G20, em 15 de novembro.

    Esses anúncios, intitulados “Sprints 2030“, representam a maior tentativa coletiva de mudar o rumo e finalmente erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala e baseados em evidências para elevar as populações mais pobres e vulneráveis do mundo.

    Entre os anúncios e compromissos estão o objetivo de alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de alta qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas, e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

    Missão e Governança

    A missão da Aliança é clara: até 2030, visa erradicar a fome e a pobreza, reduzir desigualdades e contribuir para parcerias globais revitalizadas para o desenvolvimento sustentável. Prioriza transições inclusivas e justas, garantindo que ninguém seja deixado para trás.

    A Aliança opera por meio de três pilares principais — nacional, financeiro e de conhecimento — projetados para mobilizar e coordenar recursos para políticas baseadas em evidências adaptadas às realidades de cada país-membro.

    Além disso, a Aliança realizará Cúpulas Regulares contra a Fome e a Pobreza e estabelecerá um Conselho de Campeões de Alto Nível para supervisionar seu trabalho. Um órgão técnico enxuto e eficiente, o Mecanismo de Apoio da Aliança Global, será sediado na FAO, mas funcionará de forma independente para fornecer suporte estratégico e operacional, incluindo a promoção de parcerias em nível nacional para implementar iniciativas de combate à fome e à pobreza.

    O Brasil se comprometeu a financiar metade dos custos do Mecanismo de Apoio até 2030, com contribuições adicionais de países como Bangladesh, Alemanha, Noruega, Portugal e Espanha.

    Embora o G20 tenha sido a plataforma de lançamento para a iniciativa, a Aliança funcionará como uma plataforma global independente, com o apoio contínuo e o impulso possível de futuras presidências do G20.

    A estrutura completa de governança, incluindo o Conselho de Campeões e o Mecanismo de Apoio, deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil fornecerá suporte temporário para funções essenciais, como comunicação e aprovação de novos membros. 

    Membros fundadores da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

    Países Membros e Entidades Regionais:

    1. Alemanha
    2. Angola
    3. Antígua e Barbuda
    4. África do Sul
    5. Arábia Saudita
    6. Argentina
    7. Armênia
    8. Austrália
    9. Bangladesh
    10. Benin
    11. Bolívia
    12. Brasil
    13. Burkina Faso
    14. Burundi
    15. Camboja
    16. Chade 
    17. Canadá 
    18. Chile 
    19. China 
    20. Chipre
    21. Colômbia
    22. Dinamarca
    23. Egito 
    24. Emirados Árabes Unidos 
    25. Eslováquia 
    26. Estados Unidos
    27. Espanha 
    28. Etiópia 
    29. Federação Russa
    30. Filipinas
    31. Finlândia 
    32. França
    33. Guatemala
    34. Guiné  
    35. Guiné-Bissau
    36. Guiné Equatorial
    37. Haiti
    38. Honduras
    39. Índia  
    40. Indonésia 
    41. Irlanda 
    42. Itália
    43. Japão
    44. Jordânia
    45. Líbano 
    46. Libéria 
    47. Malta 
    48. Malásia
    49. Mauritânia
    50. México 
    51. Moçambique 
    52. Myanmar
    53. Nigéria 
    54. Noruega 
    55. Países Baixos 
    56. Palestina 
    57. Paraguai 
    58. Peru 
    59. Polônia 
    60. Portugal 
    61. Quênia 
    62. Reino Unido 
    63. República da Coreia 
    64. República Dominicana 
    65. Ruanda 
    66. São Tomé e Príncipe
    67. São Vicente e Granadinas  
    68. Serra Leoa 
    69. Singapura
    70. Somália
    71. Sudão
    72. Suíça
    73. Tadjiquistão
    74. Tanzânia 
    75. Timor-Leste 
    76. Togo 
    77. Tunísia 
    78. Turquia
    79. Ucrânia
    80. Uruguai 
    81. Vietnã
    82. Zâmbia
    83. União Africana
    84. União Europeia


    Organizações Internacionais
     
     

    1. Agência de Desenvolvimento da União Africana – Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (AUDA-NEPAD)
    2. CGIAR
    3. Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL)
    4. Comissão Econômica e Social para Ásia Ocidental (CESAO)
    5. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
    6. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD)
    7. Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
    8. Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)
    9. Instituto de Pesquisa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD)
    10. Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)
    11. Liga dos Estados Árabes (LEA)
    12. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
    13. Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO)
    14. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
    15. Organização dos Estados Americanos (OEA)
    16. Organização Internacional do Trabalho (OIT)
    17. Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
    18. Organização Mundial do Comércio (OMC)
    19. Organizacão Mundial da Saúde (OMS)
    20. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)
    21. Programa Mundial de Alimentos (WFP)
    22. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
    23. Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat)
    24. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

     
    Instituições Financeiras Internacionais:

    1. Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB)

    2. Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB)

    3. Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF)

    4. Banco Europeu de Investimento (BEI)

    5. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

    6. Grupo Banco Mundial 

    7. Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB)

    8. Novo Banco de Desenvolvimento (NBD)

    9. Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP)

    Fundações Filantrópicas e Organizações Não Governamentais: 

    1. Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL) 

    2. Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) 

    3. Fundação Bill & Melinda Gates 

    4. BRAC 

    5. Children’s Investment Fund Foundation 

    6. Child’s Cultural Rights & Advocacy Trust Agency

    7. Citizen Action   

    8. Education Cannot Wait

    9. Food for Education   

    10. Instituto Comida do Amanhã 

    11. Fundação Getúlio Vargas (FGV) 

    12. GiveDirectly 

    13. Global Partnership for Education

    14. Instituto Ibirapitanga 

    15. Instituto Clima e Sociedade (iCS) 

    16. Câmara de Comércio Internacional 

    17. Leadership Collaborative to End Ultrapoverty

    18. Maple Leaf Early Years Foundation 

    19. Fundação Maria Cecília Souto Vidigal 

    20. Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI) 

    21. Pacto Contra a Fome 

    22. Fundação Rockefeller 

    23. Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) 

    24. SUN Movement  

    25. Sustainable Financing Initiative

    26. Their World 

    27. Trickle Up 

    28. Village Enterprise 

    29. World Rural Forum   

    30. World Vision International   

    31. Instituto Fome  Zero

    UrbsMagna no WhatsApp
    ——-Receba Notícias———
    ➡️ UrbsMagna no Telegram

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading