No Brasil, a deputada Jandira Feghali reage à notícia afirmando que as medidas “refletem uma tendência preocupante de governos de extrema direita…” – SAIBA MAIS
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O governo argentino de Javier Milei congelou a pauta de direitos das mulheres no Mercosul (Mercado Comum do Sul) – bloco econômico regional que visa integrar as economias dos países membros, criado em 1991 por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Presidente Pro Tempore do bloco, a Argentina não convocou, neste ano, a Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher – sessão crucial para discutir temas de gênero, que já funcionou sob diferentes governos.
A ausência de representantes argentinas em encontros regionais gerou preocupações sobre o desmonte das políticas de gênero, incluindo o desaparecimento do Ministério da Mulher e cortes em programas de apoio, informou Jamil Chade, no UOL. Milei propõe também eliminar o conceito de feminicídio, afirmando que defende a igualdade perante a lei.
O governo argentino rejeita pautas de gênero em organismos internacionais, sem convocar reuniões relevantes e causando protestos na América Latina. Além disso, a Argentina vetou linguagem sobre gênero na cúpula do G20, alinhando-se a posturas ultraconservadoras semelhantes às dos EUA sob o republicano Donald Trump.
Nas redes sociais a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reagiu à notícia afirmando que “as recentes ações de Milei na Argentina representam um grave retrocesso nas conquistas históricas dos direitos das mulheres”.
“Desde sua posse, Milei desmantelou políticas públicas essenciais, como a eliminação do Ministério das Mulheres, Gêneros e Diversidade, e cortou recursos destinados a programas de saúde sexual e apoio a vítimas de violência de gênero”, lembra a deputada.
Feghali expõe também que o governo do extremista argentino também “propôs a remoção do conceito de feminicídio do Código Penal, minimizando a gravidade da violência de gênero”.
A parlamentar conclui que as medidas de congelamento das pautas relacionadas aos direitos das mulheres “refletem uma tendência preocupante de governos de extrema direita que buscam reverter direitos conquistados por movimentos feministas ao longo de décadas”.
Para Feghali, “é crucial que a sociedade civil e organizações internacionais permaneçam vigilantes e atuantes na defesa desses direitos, combatendo retrocessos que ameaçam a luta por igualdade e justiça para todas as mulheres”.
As recentes ações de Milei na Argentina representam um grave retrocesso nas conquistas históricas dos direitos das mulheres. Desde sua posse, Milei desmantelou políticas públicas essenciais, como a eliminação do Ministério das Mulheres, Gêneros e Diversidade, e cortou recursos… pic.twitter.com/3w8oKFKxTE
— Jandira Feghali 🇧🇷🚩 (@jandira_feghali) March 20, 2025











