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Presidente Lula ouve neste sábado demandas e contribuições do MST em reunião na Granja do Torto

    Representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra reivindicaram facilidade no acesso a crédito, incentivos para produção de alimentos saudáveis e regularização da situação de 100 mil acampados em todo o país

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    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alguns ministros de Estado de seu governo, receberam, neste sábado (17/8), na Granja do Torto – uma das residências oficiais da Presidência da República com características de casa de campo, cerca de 35 representantes da coordenação do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

    Na reunião com os representantes do grupo foram discutidos a facilitação do acesso ao crédito, a regularização da situação de cerca de 100 mil acampados em todo o país, a estruturação de cadeias produtivas, a educação na reforma agrária e incentivos para a produção de alimentos agroecológicos e saudáveis para a população brasileira.

    Após o encontro, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que “esse momento de diálogo é importante para promover uma aceleração nos programas públicos para o campo. Queremos alimentos saudáveis na mesa do povo brasileiro“.

    De acordo com Palácio do Planalto, a intenção da reunião era expor a pauta de reivindicações e ouvir dos representantes do Governo Federal os programas e ações que se conectam com os interesses dos integrantes dos movimentos sociais. 

    O Presidente Lula já conseguiu tirar 24 milhões de pessoas do Mapa da Fome. Ainda temos cerca de 9 milhões, mas metade da sociedade ainda não se alimenta adequadamente porque falta produto bom, de qualidade, saudável, na mesa“, afirmou ainda Teixeira. Ele lembrou que o MST é parceiro importante na produção de alimentos para o país.

    Segundo o ministro, Lula determinou ao Banco do Brasil e ao Ministério da Fazenda estudos para avaliar a criação de um Desenrola voltado para as questões do campo, além de recursos e créditos voltados para habitação e compra de terras.

    O movimento saiu satisfeito por ter uma reunião longa e ouvir do presidente o compromisso de uma segunda reunião de trabalho em 30 a 40 dias para que o governo apresente resposta às pautas apresentadas, afirmou João Paulo Rodrigues, integrante da direção nacional do MST.

    Ceres Hadich, da coordenação nacional do MST, reforçou que “foi um evento importante para reafirmar o compromisso, primeiro com a democracia, entendendo que a construção e realização da reforma agrária é parte fundamental desse processo, e reapresentar ao governo a nossa pauta histórica, que tem como pilar o tema do acesso à terra, à regularização das famílias hoje acampadas, que são mais de 100 mil, e também o que diz respeito ao desenvolvimento humano integral“.

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, disse que a conversa é parte do compromisso do Governo Federal de ouvir todas as camadas do movimento social e foi lastreado na tríade da autonomia, na defesa do governo popular e democrático e nas entregas da gestão do Presidente Lula, em especial com as políticas retomadas.

    Ainda segundo o Planalto, parte da conversa tratou também da condição específica do MST no Rio Grande do Sul.

    Ceres Hadich afirmou que “pensar a saída é pensar a saída para a crise climática que a gente está enfrentando. Apresentamos uma pauta recortada olhando para o caso específico dos assentamentos“.

    Houve muitos afetados pelas enchentes: estruturas de cooperativas, de agroindústrias, linhas e cadeias produtivas organizadas, como hortifrutigrangeiros e arroz. Houve o comprometimento do governo em acelerar isso e caminhar de mãos dadas“, completou o coordenador do MST.

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