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Presidente Lula discursa na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (VÍDEO)

    É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis” – Assista e leia trechos do discurso do estadista

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursou, na manhã desta sexta-feira (1/12), na COP28 (28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que começou nesta quinta (30/12) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

    Mais de

    O evento deve durar cerca de duas semanas e tem um peso fundamental para a ação global contra as mudanças do clima, cada vez mais necessária visto os recentes episódios climáticos extremos no Brasil e no mundo.

    Diplomatas de 200 países e diversos chefes de governo, incluindo o Rei Charles, do Reino Unido, estão presentes.

    A equipe do chefe do Executivo brasileiro postou trechos do discurso do Presidente.

    Assista abaixo e leia a seguir:


    Trechos do discurso de Lula na COP28, postados na rede social ‘X‘:

    “No Norte do Brasil, a Amazônia amarga uma das mais trágicas secas de sua história. No Sul, tempestades e ciclones deixam um rastro inédito de destruição e morte.

    A ciência e a realidade nos mostram que desta vez a conta chegou antes.

    O planeta está farto de acordos climáticos não cumpridos, de metas de redução de emissão de carbono negligenciadas.

    Do auxílio financeiro aos países pobres que não chega.

    De discursos eloquentes e vazios. Precisamos de atitudes concretas. 1/6(@LulaOficial)

    O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas alertou que temos somente até o final desta década para evitar que a temperatura global ultrapasse um grau e meio acima dos níveis pré-industriais. 2023 já é o ano mais quente dos últimos 125 mil anos.

    A humanidade sofre com secas, enchentes e ondas de calor cada vez mais extremas e frequentes. 2/6(@LulaOficial)

    Quantos líderes mundiais estão de fato comprometidos em salvar o planeta?

    Somente no ano passado, o mundo gastou mais de US$ 2 trilhões de dólares em armas.

    Quantia que poderia ser investida no combate à fome e no enfrentamento da mudança climática.

    Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças famintas? 3/6(@LulaOficial)

    A conta da mudança climática não é a mesma para todos.

    E chegou primeiro para as populações mais pobres.

    O 1% mais rico do planeta emite o mesmo volume de carbono que 66% da população mundial.

    Trabalhadores do campo, que têm suas lavouras de subsistência devastadas pela seca, e já não podem alimentar suas famílias.

    Moradores das periferias das grandes cidades, que perdem o pouco que têm quando a enchente arrasta tudo: casas, móveis, animais de estimação e filhos.

    A injustiça que penaliza as gerações mais jovens é apenas uma das faces das desigualdades que nos afligem.

    Não é possível enfrentar a mudança do clima sem combater as desigualdades. 4/6(@LulaOficial)

    Em 2009, quando participei da COP15, em Copenhague, as negociações fracassaram e foi preciso um grande esforço para recuperar a confiança e chegar ao Acordo de Paris, em 2015.

    O não cumprimento dos compromissos assumidos corroeu a credibilidade do regime.

    É preciso resgatar a crença no multilateralismo.

    É lamentável que acordos como o Protocolo de Kyoto, em 199, ou os Acordos de Paris, 2015, não sejam implementados.

    Os governantes não podem se eximir de suas responsabilidades. 5/6(@LulaOficial)

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    O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo.

    Ajustamos nossas metas climáticas, que são hoje mais ambiciosas do que as de muitos países desenvolvidos.

    Reduzimos drasticamente o desmatamento na Amazônia e vamos zerá-lo até 2030.

    Formulamos um plano de transformação ecológica, para promover a industrialização verde, a agricultura de baixo carbono e a bioeconomia.

    Forjamos uma visão comum com os países amazônicos e criamos pontes com outros países detentores de florestas tropicais.

    O mundo já está convencido do potencial das energias renováveis.

    É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis.

    Temos de fazê-lo de forma urgente e justa. 6/6(@LulaOficial)

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